Capa

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Oferecendo ajuda espiritual

Para nós médiuns, um dos testes mais difíceis no dia-a-dia, fora do horário da sessão no centro, diz respeito a situações em que de repente nos vemos atuando no drama pessoal de certas pessoas (de baixa energia), um papel ao qual não nos candidatamos. Se elas costumam se queixar cronicamente, nós nos tornamos seus simpatizantes (mesmo que por educação) ou seus conselheiros, o que é pior. Há os casos em que nos atacam, com raiva, discordando das orientações recebidas, especialmente quando diante de seus pedidos enfatizamos o respeito ao livre arbítrio do próximo e o merecimento de cada um. O caldo engrossa quando indicamos que estão se colocando como vítimas e que a lamúria não leva a lugar algum. Seja qual for o jogo, estamos desperdiçando um tempo e energia valiosos com a frustração e ou a raiva do outro.
Ajudar o próximo não é sofrer junto.
Com a experiência dos anos, aprendemos uma solução simples para as pessoas sobre as quais a razão parece não exercer nenhum efeito. Afastar-se delas – sem raiva ou medo - com neutralidade.
Se você sentir-se receoso ou culpado por afastar-se, lembre-se de que ao recusar-se, sem julgamentos, a permitir que essas pessoas drenem sua energia ou o arrastem em direção ao buraco negro da vida delas, você não estará sendo covarde, esquivo ou insensível, e sim corajoso, sábio e piedoso. 
Se alguém estiver lhe causando uma frustração desnecessária, não tente lutar, evite contendas desnecessárias que só o farão perder energia vital. Simplesmente afaste-se do campo de força negativo dessa pessoa. Caso você seja obrigado a permanecer no mesmo aposento que ela em casa ou no trabalho, mesmo assim você pode erguer um escudo mental de proteção.
Sorria e não diga absolutamente nada ou declare, com calma e firmeza: "Não creio que possa falar com você neste momento." Retome então tranqüilamente suas atividades. A pessoa poderá não gostar da mensagem, mas sem dúvida a receberá. 
Não devemos ter medo de desagradar e nem tampouco precisamos ser simpáticos a todos que nos chegam. Não permita ser influenciado ou intimidado pela negatividade. Sempre podemos nos afastar.
Médiuns, procurem ter mecanismos de defesa e não fiquem "disponíveis" para as vítimas do mundo, nem tentem ajeitar a vida de todos. Defendam-se não se expondo. Mantenham-se energéticamente "blindados" e disponíveis para o trabalho mediúnico, que tem dia e horário certo para os sofredores do corpo e da alma. 
               Se Jesus não curou a todos, asseverando "vá e não peques mais", sabedor que a cura perene só é alcançada se acompanhada da reforma interior, mudando-se as atitudes e pensamentos, não temos a obrigação de ajudar a todos, mesmo porque nós no fundo também somos espíritos carentes de ajuda, sob muitos aspectos "enfermos d'alma", ao qual a mediunidade é medicamento prescrito com  dosagem na quantidade exata. Passividade mediúnica tem dia marcado, local e horários certos de início e término dos trabalhos, sob pena, em contrário, de severos efeitos colaterais.
MUITO IMPORTANTE: NÃO OFEREÇAM AJUDA ESPIRITUAL A NINGUÉM, DEIXEM QUE PEÇAM. ESTE É UM MECANISMO SIMPLES DE PROTEÇÃO E DEFESA. QUANDO VOCÊ OFERECE, ESTÁ SE EXPONDO, POIS O OUTRO PODE ESTAR ACEITANDO SÓ POR EDUCAÇÃO E COMPARECER NO ATENDIMENTO CONTRARIADO, O QUE PODERÁ TER CONSEQUÊNCIAS ENERGÉTICAS DESASTROSAS , POIS SE O ATENDIDO NÃO PERMITE PELA AUSÊNCIA DE VONTADE FAVORÁVEL - MESMO QUE DISSIMULADA - XANGÔ NÃO ESTARÁ A NOSSO FAVOR, EIS QUE O EXERCÍCIO DO LIVRE ARBÍTRIO INDIVIDUAL É SAGRADO. 

Na magia da Umbanda, encruzilhadas se fecham e abrem a todo instante. As chaves dos cadeados são o livre arbítrio e o merecimento de cada cidadão. Respeite-os e estarás com as chaves em tuas mãos e seguro mediunicamente diante da Lei Universal de Retorno.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A morte é uma ilusão - finados


Não há motivo para não se ter sessão normalmente durante a data e a semana de finados. Além de obsessor não tirar férias, finados é uma data alusiva especialmente ao catolicismo neste país. A morte não existindo, todos os dias é dia do espírito. Somos espíritos e esquecemos isto facilmente. O corpo perece e o espírito permanece, continua vivo. 
Caboclo Pery.

* * *

O hábito de visitar os mortos, como se o cemitério fosse sala de visitas do Além, é cultivado desde as culturas mais remotas. Mostra a tendência em confundir o indivíduo com seu corpo. Há pessoas que, em desespero ante a morte de um ente querido, o "VISITAM" diariamente. Chegam a deitar-se no túmulo. Desejam estar perto do familiar. Católicos, budistas, protestantes, muçulmanos, espíritas - somos todos espiritualistas, acreditamos na existência e sobrevivência do Espírito. Obviamente, o ser etéreo não reside no cemitério. Muitos preferem dizer que perderam o familiar, algo que mostra falta de convicção na sobrevivência do Espírito. Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu. Quando dizemos "perdi um ente querido", estamos registrando sérios prejuízos emocionais. Se afirmarmos que ele partiu, haverá apenas o imposto da saudade, abençoada saudade, a mostrar que há amor em nosso coração, o sentimento supremo que nos realiza como filhos de Deus. Em datas significativas, envolvendo aniversário de casamento, de morte, finados, Natal, Ano Novo, dia dos Pais, dia das Mães, sempre pensamos neles. COMO PODEMOS AJUDAR OS QUE PARTIRAM ANTES DE NÓS? Envolvendo o ser querido em vibrações de carinho, evocando as lembranças felizes, nunca as infelizes; enviando clichês mentais otimistas; fazendo o bem em memória dele, porque nos vinculamos com os Espíritos através do pensamento. Além disso, orando por ele, realizando caridade em sua homenagem, tudo isso lhe chegará como sendo a nossa contribuição para a sua felicidade; a prece dá-lhe paz, diminui-lhe a dor e anima-o para o reencontro futuro que nos aguarda. PODEMOS CHORAR? Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta. O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus. Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitar ou se nós os visitarmos (através do sono) nosso desequilíbrio os perturbará. Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma. QUAL A IMPORTÂNCIA DO CORPO FÍSICO? O corpo físico é patrimônio que Deus elaborou para servir de veículo ao Espírito nas suas variadas reencarnações. É com ele que o Espírito pratica seus conhecimentos e vive experiências necessárias, melhorando-se dia-a-dia. Assim, devemos ter para com nosso corpo um carinho e uma atenção especial, zelando e ofertando-lhe o que de melhor a natureza pode lhe dar. Daí o necessário repúdio as drogas, desde as mais simples, como o cigarro e a bebida alcoólica, até as mais graves; daí também o cuidado com a higiene; com a alimentação e os sentimentos equilibrados, enfim, com a saúde do corpo. ENTÃO OS ESPÍRITAS NÃO VISITAM  O CEMITÉRIO? Nós espíritas não visitamos os cemitérios, porque homenageamos os “vivos desencarnados” todos os dias.  Mas a posição da Doutrina Espírita, quanto as homenagens (dos não espíritas), prestadas aos "MORTOS" neste Dia de Finados, ao contrário do que geralmente se pensa, é favorável, DESDE QUE SINCERAS E NÃO APENAS CONVENCIONAIS. Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito (em O Livro dos Espíritos), mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declaram que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos. Há espíritos que só são lembrados nesta data, por isso, gostam da homenagem; há espíritos que gostariam de serem lembrados no recinto do lar. Porque, se ele desencarnou recentemente e ainda não está perfeitamente adaptado às novas realidades, irá sentir-se pouco à vontade na contemplação de seus despojos carnais; Espíritos com maior entendimento, pedem que usemos o dinheiro das flores em alimento aos pobres. Portanto, usemos o bom senso em nossas homenagens. Com a certeza que ELES VIVEM. E se eles vivem, nós também viveremos. E é nessa certeza que devemos aproveitar integralmente o tempo que estivermos encarnados, nos esforçando para oferecer o melhor de nós em favor da edificação humana. Só assim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual.  


Fonte:
http://grupoallankardec.no.comunidades.net/index.php?pagina=1722324882

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Corda Curta

"Exu sabe usar, laço, nó, corda...e tanto amarra quanto desamarra...ah...ah...ah..."
Maria Molambo


Corda serve para amarrar e não tem amarração sem nó. Marinheiro e boiadeiro é que sabem disso. Exu também! Ah...ah...ah....
Tem neguinho* que pega corda e, de nó em nó faz escada para subir escarpa. Tem outro que faz nó para prender junto de si, quem não deve e não pode conquistar. Prende mulher no pé da cama, homem no rabo da saia...Ah...ah...ah....Sem imaginar quanta encrenca e obsessor amarram no próprio pé, fazendo isso.
Vaqueiro também usa corda para dar laçasso em lombo de burro empacado. E funciona! Marinheiro já usa a corda para ancorar barco e sabe fazer nó como ninguém. Aliás, fazer nó, qualquer neguinho sabe, mas desfazer... Muitos não conseguem desamarrar nem os que eles mesmos fizeram, ficando presos nos próprios destinos, choramingando feito bezerro desmamado.
Molambo dá conselho à Chefia: - Para a maioria dos neguinhos de terreiro** não pode dar corda, não. Eles se enforcam. Corda curta para cavalo mal domado!
Exu sabe usar, laço, nó, corda...e tanto amarra quanto desamarra...ah...ah...ah...

Laroyê Exu Mulher!


*  pessoas
** médiuns


 Recebido por Leni W.Saviscki

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Eu quero fazer uma apometria...


Gente, apometria está na moda!
A frase "eu quero fazer uma apometria" e suas variações; "eu preciso fazer uma apometria" ou "me mandaram fazer uma apometria" são comuns escutarmos dos que chegam na Choupana para o atendimento.
Preponderantemente, o consulente não sabe o que é apometria, mas como escutou falar ou, o que é pior, foi "orientado" por um centro espírita a fazer uma tal de apometria e para procurar um local que faça este tipo de "trabalho".
Não é brincadeira não, isto acontece toda semana. E dê-lhe palestra, muita palestra.
Apometria não é garrafa de xarope milagroso que cura de uma hora para outra os transtornos psíquicos espirituais das pessoas. Muito menos suas mazelas auto-obsessivas.
Adianta "fazer uma apometria" se o atendido nem sabe o que é??
Apometria é tão somente uma técnica de apoio, que facilita o desprendimento - ou desdobramento - dos sensitivos médiuns que estão atuando no grupo, idem em relação ao atendido. O que acontece a partir de então e que estabelece a abrangência terapêutica do atendimento é dirigido pelo plano espiritual, que sabe o merecimento e até que ponto o exercício do livre arbítrio do consulente não é o próprio responsável por suas mazelas desde que a semeadura é livre e a colheita obrigatória.
Apometria não é "mágica" que libera de sofrimento, quando este é necessário para libertação cármica do ser. Já vimos muito preto velho, caboclo e exu não autorizar quaisquer sintonias com situação de trauma do passado do atendido por ele não ter merecimento, afora outros exemplos do quanto eles são zelosos com estas questões: "A Cada um é dado o que é de cada um, nem mais nem menos". Os que chegam até a Choupana com grande expectativas milagrosas quanto ao atendimento, quando não esperando uma regressão a vidas passadas para acessar informações de outras encarnações ou, até como já escutamos falarem, trocar o seu carma por um outro melhor, como se estivessem em balcão de negociação, saem "frustrados", pois a orientação que damos é básica: reforma íntima, mudança de valores e crenças pessoais e despertamento interior para as questões espirituais, que demandam e não dispensam àrduo esforço individual.
Claro está que quando o atendido está com seu merecimento distorcido, o livre arbítrio desrespeitado, através de obsessões e processos magísticos negativos, a apometria é importante ferramenta, mas por si não garante nada. Mesmo assim, nunca informamos para o consulente especificidades sobre suas vidas passadas que só alimentam a curiosidade pueril.
É temerário dispensarmos a mediunidade no exercício da apometria, pois qual de nós encarnados sabe e tem a condição de decidir o que fazer e a abrangência energética do que é justo invocar e pedir através da força mental diante do espírito atemporal?
É o Plano Espiritual e os espíritos benfeitores que dirigem e determinam o alcance terapêutico dos atendimentos, que, na Choupana, são regidos pela Sagrada Umbanda e suas Leis Universais de equilíbrio.




domingo, 24 de outubro de 2010

Primeiro Encontro de Estudos

Sábado, 27 de novembro de 2010
Tema Central:
A Mediunidade e o seu papel na sociedade, meio religioso, filosofia e projeções para o futuro!

Facilitador: Norberto Peixoto
Totalmente gratuito!
Ingresso: 2 quilos de alimento não perecível
Programação: 
  • 15h00min - Prece de abertura;
  • 15h15min –   A Mediunidade antes de Kardec e até o séc. XX. A organização do movimento espírita organizado;
  • 15h45min – Perguntas ;
  • 16h00min – A Mediunidade no século XX. Consolidação do trabalho para a caridade;
  • 16h30min – Perguntas;
  • 16h45min – Intervalo;
  • 17h15min – Mediunidade consciente, uma parceria de sucesso;
  • 17h45min - Perguntas;
  • 18h00min - Sessão de autógrafos - Lançamento livro "Mediunidade e Sacerdócio" - Ed. Conhecimento

Relato de um atendimento com apometria

Consulente: DMS, 50 anos, mulher, viúva, espírita.
Sintomas: Faz 10 anos que a consulente tem aumento súbito do batimento cardíaco, acompanhado de dor no peito e sensação de fraqueza. Estes sintomas eram esporádicos  até então. Assim como apareciam sumiam, de uma hora para outra. Ocorre que de um mês para cá se intensificaram, aumentando a freqüência do mal estar súbito. Quando chegou para o atendimento na Choupana, em dia de sessão de preto velho, tal mal estar havia se tornado diário, sempre de noite: disparo do batimento cardíaco, entorpecimento do lado esquerdo do corpo, dor no peito do lado do coração, sensação de peso e falta de ar. DMS se apresenta fraca, com olheiras, mas ainda consegue trabalhar. É assistente administrativa de um grande hospital público de Porto Alegre e fez todos os exames possíveis que a tecnologia moderna permite para auxiliar a medicina e nada de anormal foi diagnosticado. Os médicos não sabem o que fazer e a paciente se apresenta desanimada e fraca. Foi marcado atendimento com apometria em dia específico para este fim.
A Dinâmica do Atendimento: os atendimentos se dão na frente do congá, com os médiuns sentados em círculo. O consulente fica sentado no meio. São permitidas manifestações simultâneas e todas as formas espirituais são bem vindas. Regularmente utilizamos pontos cantados e todos os elementos peculiares à magia na umbanda. Encaminhamos espíritos doentes ao plano espiritual através de um breve diálogo fraterno. Nem todas as manifestações são mediúnicas e o animismo perde o estigma de mistificação, sendo comum as catarses referentes à traumas da vida passada do consulente.

Atendimento: durante a anamnese – entrevista com o consulente – verificou-se que a mesma tem um filho esquizofrênico de 30 anos, dependente dela e que reside junto. Aberta a freqüência da consulente e do seu filho doente, dado que ele não tem discernimento para entender a situação, pela aplicação de pausada contagem, estalar de dedos induzindo o desdobramento de ambos, se constatou vários espíritos sofredores no campo energético do filho. Todos foram tratados e encaminhados com a vibração dos exus e de Oxossi.
Após este socorro, descobrimos um espírito de mulher “grudado” no filho, sendo que sempre que ele dorme, de noite, se desloca violentamente para atacar a mãe, ao qual nutre ódio mortal. Esta entidade está desgrenhada, com sérias deformações em seu corpo astral.
Ataca DMS com uma tesoura na mão e tentar arrancar-lhe o coração, pois em sua perturbação se enxerga em situação de outra encarnação em que foi amante do filho e a atual mãe era a esposa. Tendo ficado grávida e sendo descoberta pela esposa de outrora, hoje a mãe atacada, que mandou capturarem-na e deixou-a morrer a míngua de fome e sede num calabouço, isto grávida avançada, com quase 9 meses. Com os pontos cantados de pomba gira das rosas, este espírito foi socorrido e se re-encontrou no astral com seu antigo filho – o bebê que ela perdeu nas entranhas – que veio socorrê-la. Ato contínuo, “refizemos” os chacras “danificados” da consulente com a vibração do oriente, oxum e Yemanjá.

Conclusão: não temos o direito de julgar ninguém. Mediunidade e apometria são ferramentas de auxílio incondicional ao próximo. Ao depararmo-nos com o presente quadro familiar, certamente uma encarnação de resgate por débitos do passado, nos defrontamos com um filho esquizofrênico, que vive mais o plano astral na mão dos inimigos desencarnados do que a vida da presente encarnação. Com o socorro feito, houve o alívio, se não duradouro ao menos temporário, dando um alento a todos os envolvidos: a atual mãe atacada diariamente, a mãe e amante do passado que se encontra novamente com seu filhinho, e o filho doente de agora – esquizofrênico –Ex marido traidor,  que tem um alívio na repercussão vibratória enfermiça da entidade doente que estava fixa em seu campo vibratório, utilizando-se de sua mediunidade descontrolada para usá-lo como trampolim de sua vingança contra a atual mãe e antiga desafeta. O tempo – e xangô – regem os caminhos ascensionais de todos nós e sabem o que é de cada um para aprendizado e evolução. Não nos foi dado saber a anterioridade do enredo entre estes três espíritos. Com certeza são consciências muito ligadas em obsessão recíproca. A cada um segundo suas obras diante das soberanas leis cósmicas que imputam a reencarnação a todos nós.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lançamento livro "Mediunidade e Sacerdócio"

Editora do Conhecimento

Informamos o lançamento do livro Mediunidade e Sacerdócio, que ocorrerá com sessão de autógrafos neste dia 23 de outubro, sábado, durante o nosso quinto seminário.
 * * *

Encerrando a trilogia Um Guia de Estudos da Umbanda - orientado pelo espírito Ramatís-, este terceiro volume Mediunidade e Sacerdócio aborda relevantes questões sobre o mediunismo na seara umbandista, a exemplo dos aspectos relacionados com os sutis processos psíquicos de fascinação de que os médiuns são alvo, bem como os esquemas de assédio direcionados para o agrupamento terreno pelas altas inteligências das Sombras, temas que servem de pano de fundo para a descrição das incursões de socorro no Umbral inferior, aqui descritas de forma simples e objetiva como nos volumes anteriores.
As características dos guias espirituais que laboram do lado de lá, dando cobertura aos trabalhos mediúnicos, são narradas com instigantes detalhes — a proteção dos exus-guardiões, o uso da sonoridade como elemento de aglutinação de energias, o agrupamento do Oriente e sua movimentação no plano mental —, explicando com clareza a “especialidade” ou esfera de ação de cada falange.
O esclarecimento de que orixá não é uma entidade extracorpórea, mas sim uma essência primordial, energética e vibratória que influencia no modo de ser e no destino de cada espírito, seja ele encarnado ou desencarnado, elucida a formação de nossa genética espiritual cármica e exalta a importância do entendimento da mediunidade na umbanda, como sagrado sacerdócio.
Por fim, Mediunidade e Sacerdócio apresenta um trabalho de pesquisa na área de Antropologia da Religião, conduzindo o leitor a refletir sobre os motivos pelos quais a umbanda, uma religião mediúnica tipicamente brasileira, de inclusão espiritual, voltada para a prática de caridade, estaria perdendo espaço no imaginário popular para os evangélicos neopentecostais, conforme apontam os últimos censos.






terça-feira, 19 de outubro de 2010

A invocação dos orixás na apometria


        
     Invocamos os orixás nos atendimentos com apometria, seja por contagens numéricas e pontos cantados, ou ambos ao mesmo tempo, basicamente:

 - Invocação Oxalá e linha do oriente: faz a distribuição ou "descida" vibratória das outras linhas e entidades. Adequado se cantar no inicio dos trabalhos e nas situações que requerem atuação do chamado agrupamento do oriente e dos médicos do astral.
Ex. fixar agrupamento do oriente, plasmar ala médica e instrumentação cirúrgica no astral.
- Invocação Yemanjá: limpeza magnética do ambiente do trabalho, médiuns e consulentes pelo povo d'agua.
Ex: após desmanchos, desobsessões, demandas, manifestação de espíritos sofredores mais cansativas, e sempre que se precisar fazer uma harmonização do grupo. Yemanjá pode ser invocada também nos casos que se requer fixar no campo vibratório de uma consulente o sentimento de maternidade – conflito entre mãe e filho.

- Invocação Oxum: harmonização exaltando o sentimento de amor incondicional que acompanha a vibração deste orixá.
Ex: casal em desavença por gravidez recente ou por tentativas de engravidar frustradas.

- Invocação Oxossi: curas e cirurgias astrais.
Ex: consulente com câncer. Pode ocorrer a atuação desta vibração em trabalhos desobsessivos através dos chamados caboclos flecheiros – jurema, cobra coral.

- Invocação Xangô: verificação de causas pretéritas, traumas do passado que estão necessitando de equilíbrio e é justo conforme a lei do carma e ocorrências que estão desrespeitando o livre arbítrio do consulente.
 Ex: pânico de elevador porque numa vida passada caiu de um telhado. Espíritos obsessores se aproveitam disto e aumentam o mal estar - essas informações geralmente são fornecidas pelos guias através de um médium ou diretamente pelo dirigente, quando ele não recebe direto do astral pela clarividência ou incorporação.

- Invocação Ogum: as entidades desta linha irão realizar o trabalho de demanda, lutar contra as falanges das "sombras", se antepor frontalmente aos feiticeiros do umbral inferior, criando uma barreira vibratória magnética do astral.
 Ex: consulente magiado. “Confronto” com a organização contratada no submundo astral que fez o trabalho. Invocamos o Orixá Ogum. Os Caboclos da vibratória se manifestam. Se necessário,são utilizados os elementos materiais: fogo, pólvora, água...

- Invocação Omulu: todo trabalho de alta magia, liberação dos guardiões –Exus- é feito por esta vibratória.
      Ex: consulente está perturbado em conseqüência de um trabalho de magia negativa realizada com sacrifício animal em porta de cemitério, fazendo com que ele não durma e sinta dores generalizadas pelo corpo.

- Invocação Iansã: deslocamento e mudança
Ex: remoção de grupo de espíritos sofredores ou mudança de padrão mental do consulente – rigidez de opinião.
- Invocação Nanã: após trabalhos “pesados” de contra-magia, desmanchos, que foram liberados de escravidão muitos espíritos.
Ex: espíritos escravos de uma organização trevosa foral soltos e não sabem que estão desencarnados. A vibração de Nana os acolhe no mundo espiritual como uma grande mãe acolhe seus filhos no seu colo.
         
      Encerramos este tópico dizendo que todas as entidades ligadas a cada Orixá trabalham em conjunto e ao mesmo tempo no atendimento com apometria e a movimentação destas falanges se dá sempre que necessário baseado no merecimento do consulente.
        Assim, este tipo de trabalho mediúnico inevitavelmente é de uma universalidade convergente atemporal. Ou seja, quando entramos no campo energético de um consulente, estamos interagindo com seu espírito que já teve milhares de encarnações em várias épocas e condições diferentes na Terra. Nós temos que ter o coração aberto para todo o tipo de manifestação e de forma alguma devemos tecer julgamentos sobre a dor de quem quer que seja, pois do nosso passado não sabemos. Cremos que a Umbanda é a mais rica e propiciatória religião mediúnica à pesquisa do espírito eterno com a técnica chamada apometria exatamente pela sua essência: o amor universal que se perpetua pelos tempos imemoriais.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Resumo das leis da apometria


-          aplicação de pulsos magnéticos, impulsionados pela força mental individual e coletiva, através de contagem e estalar de dedos, para indução ao desdobramento / da mesma maneira, se acopla / contrário de desdobramento
          Isto ocorre no atendimento em que o consulente está sentado no meio do grupo na frente do congá. Esta contagem é feita com estalar de dedos no alto da cabeça, expandindo e desdobrando os corpos espirituais. Facilita-se a sintonia dos médiuns com os bloqueios energéticos existentes, como por exemplo alguns “nódulos”, magismo e aparelhos colocados no duplo etéreo do atendido.
-          com os médiuns desdobrados, os benfeitores espirituais conduzem os trabalhos onde se fizer necessário: casa do consulente, umbral inferior, alas hospitalares
         No mesmo tempo que se desdobra o consulente, o grupo mediúnico também está desdobrado. A partir desta “nova” realidade, o deslocamento no plano espiritual fica facilitado, pelo fato de sermos doadores de ectoplasma ao mundo espiritual, que assim poderá interceder a favor da caridade assistencial onde se fizer necessário.
-          formação de campos de forças de natureza magnética: proteção, higienização, contenção e defesa
Utilizamos formas geométricas: pirâmide, triângulo, cones, outras. São plasmados no astral, pela força mental do dirigente invocador, estes campos de forças durante os atendimentos sempre que se fizer necessário.
   
-          age nas lembranças oriundas da memória perene contida no inconsciente, no sentido de desfazer os estímulos “recordativos” estímulos de memória – despolarização – que estão originando as ressonâncias de vidas passadas
      Quando o médium sintoniza uma situação traumática de vida passada do consulente, que está vibrando e o desarmonizando no presente, é possível amenizarmos esta ressonância através da catarse que o médium sofre durante o atendimento apométrico. Exemplificando: o atendido tem sofrido de convulsões súbitas, sem causa aparente. No atendimento se verifica que ele desencarnou preso num poço após uma queda e que hoje sempre ao chegar perto de rios e lagos fica convulsionado. O médium vivenciando a catarse como se fosse ele caído no poço de outrora, alivia o consulente do mal estar que o está afligindo no momento presente.
 -          interferência e alteração da coesão molecular do duplo etéreo, propiciando a modificação do seu padrão vibratório, facilitando as incisões cirúrgicas realizada pelos benfeitores espirituais
O desdobramento induzido desloca e expande o duplo etéreo do corpo físico, deixando-o menos denso e mais propício à intercessão dos espíritos guias que realizam as cirurgias astrais. Isto é feito muito rápido e o consulente nada sente. Pode somente ficar com sonolência após o atendimento e no dia seguinte sentir-se um pouco cansado. Recomendamos repouso, alimentação e ingestão de líquidos no dia seguinte a este tipo de atendimento.
-          doação de energia e aplicação da força mental, recompondo membros e refazendo formas astrais
Exatamente pela atuação no duplo etéreo. Doamos ectoplasma e intencionalmente, com auxílio dos guias espirituais, procedemos a recomposição de membros danificados de espíritos sofredores e refazemos formas astrais nos casos em que haja deformação do corpo astral; espírito se enxerga com aspectos animalescos, com garras, peludo, etc.
 
Texto integrante do livro UMBANDA PÉ NO CHÃO - Editora do Conhecimento.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Google analytics