O emponderamento com o Sagrado através do ORI - pensamento, mente e emoção.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
FIRMEZA DE CABEÇA.
Por que certos filhos do axé se desequilibram quando o terreiro entra em recesso? Como ser um iniciado em qualquer lugar e momento com o poder de realização dos Orixás?
O emponderamento com o Sagrado através do ORI - pensamento, mente e emoção.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
VAMOS REFLETIR SOBRE A UMBANDA?
Refletir
sobre a Umbanda, compartilhando conceitos com os adeptos umbandistas, torna-se
algo complexo porque, no universo ritualístico externo, e no mais das vezes no
interno, dada a diversidade do mundo espiritual, a legitimidade daquele que
fala ou escreve sempre é questionada.
Essa
situação leva a uma inibição de muitas lideranças que poderiam participar mais
ativamente da porta de entrada dos terreiros para fora, para a sociedade,
unindo-se a outros terreiros, não somente para dentro, para o público assistente
e corpo mediúnico.
Atualmente,
nem mesmo nas comunidades internas de cada agremiação, é possível um consenso.
Ao perguntarmos para cada médium manifestado (incorporado) com uma entidade o
que é Umbanda, cada uma terá um conceito e uma orientação diferente.
Talvez essa
situação pudesse mudar se quebrássemos o tabu de não falar em consciência
mediúnica, o que nos traria muito mais responsabilidade como instrumentos dos
espíritos no sentido de que seríamos artífices ativos, em vez de passivos, do
que falamos e orientamos. A manutenção do tabu da inconsciência, um dogma em
alguns terreiros, talvez ainda a maioria, faz-nos ficar acomodados, pois o que
é dito e orientado é "culpa" das entidades, liberando-nos de maiores
esforços, lamentavelmente também de estudar, pois "o guia faz tudo".
Conclui-se, assim, que ainda pouco se estuda no meio umbandista.
As
discussões bizantinas nos terreiros sobre a "verdadeira" maneira de
fazer as coisas, em que sempre se encontram detalhes ritualísticos, ditos
fundamentos, que permitem a diferenciação e dão ênfase à interpretação pessoal
de cada líder-chefe, inclusive dos médiuns "incorporados" em que a
entidade dá a sua opinião, não raras vezes questionando diretamente a chefia
dos trabalhos, só fazem demonstrar a extrema dificuldade de um campo muito
fragmentado em sua relação com o mundo dos espíritos.
É impossível
uma uniformidade na diversidade da Umbanda pelo fato de sua natural
convergência não significar unidade ritualística. Outro aspecto é que a fala
dos espíritos pode ser questionada a qualquer momento pelos chefes de terreiros
quando contrariados pela orientação de um guia "subalterno" na
hierarquia do Espaço Sagrado. Dessa forma, são muito difíceis quaisquer
mudanças na maioria dos terreiros que contrariem o interesse do dirigente
encarnado.
Logo, quando
se trata de prática ritualística e fundamento de cada terreiro, conclui-se que
dificilmente haverá uma unidade em toda a diversidade existente. Diante dessa
constatação, infere-se que o movimento de convergência está, antes, ligado a
preceitos mais genéricos.
É consenso
fazer a caridade desinteressada, o maior ponto convergente na umbanda.
Há de se
refletir sobre como surgiu na umbanda a vinculação com sua essência: fazer a
caridade. Pode haver críticas, contrariedades, mas não há como negar que o
apelo caritativo da umbanda, assim como sua ligação com Jesus Cristo, foi
instituído pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas pela inequívoca mediunidade de
Zélio de Moraes. Esse canal, desobstruído, natural, simples, não teve nenhuma
iniciação na Terra. O apelo iniciático é dispensado pelo Caboclo das Sete
Encruzilhadas, que preparou seu médium em muitas encarnações antes da atual
personalidade ocupada.
Pensemos
sobre isto: o Caboclo praticou uma umbanda mediúnica, não iniciática.
O excesso de
ritos de iniciação e a ênfase sacerdotal criam uma casta hierárquica rígida e
podem estar sinalizando ausência de mediunidade em muitos "centros de
umbanda". As complexidades exteriores de métodos que somente uns poucos
dominam emboloram a simplicidade dos médiuns, que, em vez de se interiorizarem
para perceber o mundo espiritual, são condicionados a prestar atenção e a
decorar incontáveis procedimentos externos, bloqueando a natureza da
manifestação mediúnica que ocorre e principia dentro da mente, não fora. É o
que podemos chamar de "mediunidade" de apostila, de certificado de
conclusão de curso na parede. Ainda temos os sacerdotes "formados" em
01 ano ou até menos, sem nenhuma mediunidade de fato e de direito, sem quaisquer
pré-requisitos morais e psicológicos para orientarem vidas.
Daí pipoca
um terreiro aqui, outro acolá...
Mas a
Umbanda continua sendo a Umbanda de todos nós.
Até quando?
Axé!!!
Norberto
Peixoto
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
QUANDO NASCE UMA CASA DE UMBANDA.
Muitos
umbandistas expressam o desejo de terem suas casas. Na maioria dos objetivos, a
razão é para fazer o que discorda da atual casa ou para ditar as suas próprias
regras. No entanto uma corrente espiritual de Umbanda nasce de razões
profundas, alicerçadas no compromisso moral, ético e espiritual. Não se trata
de um local para atender as vontades das pessoas e nem tão pouco um palco de
atrações.
Uma casa de
Umbanda é um lugar sagrado onde se encontra apoio e acolhida aos encarnados e
desencarnados. Um lar para quem quer ficar, uma escola para quem quer aprender,
um hospital para quem quer se curar. Ela nasce em coração simples e sincero,
com disposição e capacidade de agregar, somar e de partilhar. São esses os dons
que outorgam o nascimento de uma corrente umbandista. Valores que não se
aprendem em cursos, que não são comprados ou adquiridos por graus parentescos e
“ritos mágicos”. São valores forjados pela dedicação ao trabalho mediúnico,
pelo discernimento e disciplina que no decorrer no tempo são adquiridos. A
espiritualidade que desenvolve e educa o filho de fé indica o momento de
construir uma casa, quando a formação se completa. A autorização parte da
Umbanda e não das pessoas. Quando a concepção é sagrada entre a espiritualidade
e um coração humilde, a Umbanda vibra no ori, no olhar, na pele. Não há recuo
pelas dificuldades, pelas próprias limitações ou ingratidões. Há objetivo,
determinação e realização. O resultado se apura no decorrer dos anos. Os
trabalhos crescem, se desenvolvem e se multiplicam. As correntes espirituais se
consolidam e a identidade da casa se constrói junto com sua história. É como
uma semente que possui o dom dos frutos, mas terá que trabalhar em sua formação
até se transformar em uma árvore.
Que as
sagradas casas de Umbanda promovam ambientes adequados para que seus filhos sejam
capacitados a cuidar da fragilidade humana.
Saravá!
Templo de
Umbanda Caboclo Pena Branca – Taubaté SP
Mãe Márcia
Moreira
domingo, 15 de janeiro de 2017
ENTENDENDO A "UMBANDA DO MEU UMBIGO".
Nas redes
sociais diariamente são postadas mensagens de pessoas dizendo o que é ou não é
UMBANDA. Partem da premissa de vivência em seus terreiros, parte de um todo, e
equivocadamente percebem a parte como sendo o todo.
Outros
começam a estudar a UMBANDA em livros e apostilas baixadas da rede e já se
arvoram em vozes da verdade, por vezes abrindo canais de vídeo e já ditando
doutrina, com pouca ou nenhuma vivência presencial no terreiro.
Há ainda os
que são "formados" a distância, em cursos rápidos e sem quaisquer
pré-requisitos, que "diplomados" com certificado do mestre sicrano ou
beltrano, também se acham (presunção) no direito de dizer o que é ou não é
UMBANDA.
Enfim, é a
"UMBANDA DO MEU UMBIGO"...
Eu sou do
tempo do pé no chão, do saber transmitido de boca a orelha, do silêncio e
discrição nos preceitos, da humildade no trato com os mais velhos e respeito
aos mais novos...Sou do tempo que o aprendizado era vivenciado com o tempo
certo de preparo e quando se abria uma casa, depois de muitos anos, respeitava-se
a UMBANDA DE TODOS NÓS e raramente o novo terreiro não se enraizava. Era o
tempo que as sementes tornavam-se árvores frondosas. Hoje temos muitas folhas
ao vento, pois qualquer brisa as levantam do chão.
Axé!!!
Norberto
Peixoto.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
A FALÊNCIA DO PONTO DE FORÇA DO ORIXÁ OXUM.
A FALÊNCIA
DO PONTO DE FORÇA DO ORIXÁ OXUM.
Por Norberto
Peixoto.
Ontem a
tarde estive na Praia de Ipanema, a beira do lago Guaíba, na zona sul de Porto
Alegre.
Foi um final
de dia abafado, sem nenhuma brisa para refrescar.
Tinha
intenção de caminhar na areia e molhar os pés, saudando o ano novo.
Mas isto não
foi possível.
Para a minha
tristeza, verifiquei muito, muito lixo nas calçadas, que ainda não havia sido
recolhido pela prefeitura. Tal fato seria
contornável, se a praia estivesse limpa.
Infelizmente,
além do esgoto escuro, largo e fétido que deságua a céu aberto a menos de 50
metros do monumento de Oxum, a praia estava cheia de oferendas em decomposição.
Andando pela
calçada, não tinha como não sentir o cheiro de carniça, tal a quantidade de
galinhas com penas em putrefação, deixadas a esmo entre pedras e pés de
árvores, isto que são locais públicos. Afora os materiais sintéticos,
plásticos, bandejas de alumínios e barcos melancólicamente caídos na areia,
devolvidos pelas marolas de água doce.
Ainda fiquei
surpreso e profundamente decepcionado por verificar que o monumento à Oxum está
bem "ao lado" do principal e fétido esgoto, que escoa aos nossos
olhos, entre emanações de insurportáveis gases nauseabundos, para as àguas do
Lago Guaíba.
Com intensa
e penetrante tristeza na alma, não senti a presença do Orixá Oxum neste local.
E esta
constatação não é desrespeitosa ao culto popular do Orixá e a fé individual e
coletiva.
Tão somente
constatei que pela poluição cloacal, pelos elementos não biodegradáveis e pela
descaracterização de fundamentos ancestrais, o ponto de força que seria de Oxum
está em completa fadiga, em total falência vibratória, não havendo mais conexão
com os poderes de realização da divindade.
Reflito que talvez
estejamos falhando galhardamente em orientar nossas comunidades
afro-umbandistas, de como devemos proceder em nossa oferendas e louvações
públicas no sítio sagrado do Orixá.
Triste,
triste experiência.
Axé.
A FOTO FOI
CAPTURADA DA INTERNET. NÃO FOI TIRADA NO LOCAL ONTEM, EM RESPEITO A OXUM, POIS
AS IMAGENS SE PUBLICADAS PROFANARIAM ESTE SAGRADO ORIXÁ.
sábado, 17 de dezembro de 2016
TRANSMISSÃO DE VÍDEO AO VIVO COM NORBERTO PEIXOTO. DOMINGO, DIA 18/12/16, ÀS 19 H. TEMA DO LIVE: OFERENDAS JUNTO À NATUREZA
TRANSMISSÃO DE VÍDEO AO VIVO COM NORBERTO PEIXOTO.
DOMINGO, DIA 18/12/16, ÀS 19 H.
TEMA DO LIVE: OFERENDAS JUNTO À NATUREZA ( ritos em praia, mata, cachoeira e rio...) - fundamentos da abertura de uma frente para Orixá no ponto de força virginal; fé x encantamento; consciência ecológica; o manejo dos elementos e dos resíduos; o comportamento no espaço público e muito mais.
1º bloco expositivo
2º bloco respondendo a perguntas - interativo
3º bloco sorteio do livro O EVANGELHO À LUZ DO COSMO
Neste domingo, na Fanpage Pérolas de Ramatís - 19 h.
DOMINGO, DIA 18/12/16, ÀS 19 H.
TEMA DO LIVE: OFERENDAS JUNTO À NATUREZA ( ritos em praia, mata, cachoeira e rio...) - fundamentos da abertura de uma frente para Orixá no ponto de força virginal; fé x encantamento; consciência ecológica; o manejo dos elementos e dos resíduos; o comportamento no espaço público e muito mais.
1º bloco expositivo
2º bloco respondendo a perguntas - interativo
3º bloco sorteio do livro O EVANGELHO À LUZ DO COSMO
Neste domingo, na Fanpage Pérolas de Ramatís - 19 h.
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