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domingo, 5 de dezembro de 2010

Transfusão de energia que altera o campo celular

Esta energia é direcionada pelo médium passista ao necessitado, através dos recursos da mente, para equilíbrio e harmonização do campo vibratório. 
Daí, porque, a necessidade de os médiuns se portarem como doadores e os necessitados como receptores.
A criação deste campo magnético, entre o médium e o necessitado é o suficiente para assimilação dos recursos, dirigidos pelos espíritos colaboradores.
O que queremos dizer, é que todos precisamos ter muita fé, a fim de alcançarmos os nossos objetivos primeiros, ou seja, regular a saúde ou enfermidade, a harmonia ou desarmonia, colocando em pleno funcionamento nossos centros de forças e órgãos.
O passe como auxílio, dispensa quaisquer preocupações, sendo sua aplicação valiosa a enfermos de toda classe, visto sua ação universal.
Seu direcionamento ao mal (doença física, moral ou espiritual), tem assistência da equipe espiritual, que se encarregará dos problemas, conduzindo as energias ao campo afetado.
O passista é elemento fundamental na administração dos passes, por ser o condutor físico dos atos da espiritualidade.
Sua postura exemplar, sua convivência em todos os níveis, levando paz e compreensão, serão marcos positivos em sua jornada evolutiva.
A frase: -
 "Dai de graça, o que de graça recebestes", é refrão a todos que de boa vontade, se põe à disposição do outro.
A este é importante o aumento da sua capacidade de entendimento, a busca do conhecimento e o aprimoramento moral, baseado sempre nos ensinamentos evangélicos.
Deve o médium passista ter argumentos justificáveis à sua opção de trabalho nesta seara, e consciência de seu estado vibratório antes e depois de sua atuação.
Explicando, dizemos que seu mau proceder em termos de vaidade, egocentrismo, ambição inferior, fatalmente atrairá companhia de esferas inferiores, afinadas com o momento desarmônico.
É também de suma importância que o médium passista, seja coerente de seu estado(sistema nervoso, oprimido, esgotado, mágoa, paixão desvairada, inquietude, impedem a passagem de energias auxiliadoras), e leve ao conhecimento do dirigente.
Este ato poderá beneficiá-lo, pelo não uso de atitudes enganosas, como também, preservará a harmonia do grupo.
Manter disciplina na administração dos passes, evitando gestos escandalosos, barulhentos, teatrais ou ritualísticos, usando seu magnetismo e o envolvimento espiritual, de forma mais mental, na firmeza de propósitos de superar suas deficiências.
Solicitem sempre que necessário, o auxílio do dirigente e os conhecimentos adquiridos através dos livros, obedecendo as normas da casa em que trabalharem.
Confirmamos (mais uma vez) a "imposição de mãos" como veículo condutor, e também como demonstração eficaz na transmissão do passe, pois tudo se resume na nossa vontade, força extraída da mente pelo nosso pensamento.
Diz André Luiz: - 
"Os passistas assemelham-se a duas pilhas humanas deixando os raios a lhes fluírem das mãos depois de lhes percorrerem a cabeça, ao contato dos Benfeitores Espirituais".
Ratificamos o que aventamos anteriormente, 
"que o médium não precisa se fixar em certas partes do corpo do necessitado", pois a Entidade socorrista se encarregará de fazê-lo (auxílio espiritual).

Para finalizar acentuamos que 
"a tarefa do passista é de solidariedade pura, sendo medianeiro entre necessitado/espiritualidade, e de forma nenhuma responsável pela cura".
Fonte: Espada de Ogum

sábado, 4 de dezembro de 2010

Quem não pode com mandiga não carrega patuá

Mandinga = Povo de uma tribo na costa africana onde hoje é a Etiopia. Existe uma ligeira confusão de que a palavra Mandiga trata-se de feitiço, o porque desta confusão, é em virtude da seguinte e celebre frase: “quem não pode com Mandinga não carrega Patuá”. Então vamos lá, no tempo da escravidão uma variedade de escravos de etnias diferentes foram trazidas ao nosso continente entre eles “Os mandingas”, que eram negros do continente Africano no lado oriental da africa. Estes negros tinham eram mulçumanos, religiã que se baseia no alcorão, eram instruidos e sabiam ler e escrever na lingua arábica e cumpriam a risca os mandamentos do alcorão: rezar virado pra Meca 6 vezes ao dia, etc… também eram submissos aos seus patrões pois entediam que deveriam cumprir o destino a eles destinado por Alá… assim ganhavam a confiança dos feitores das fazendas e tinham mais liberdades que os outros escravos e eram sempre galgados ao posto de Capitão do mato, posto este que lhe davam o direito de caçar negros fujões. Estes “Mandingas” carregam uma pequena bolsa de pano pendurado ao pescoço que davam o nome de “Patuá”, e dentro dessa  bolsa havia uma página do alcorão , para que o mesmo pudesse fazer a oração diaria… os negros observam que quando fugia um “Mandiga” e era encontrado por um capitão do mato também “Mandiga” nada acontecia com o mesmo, então esses negros passaram a fazer um pequeno saco igual aos dos mandigas e carregarem ao pescoço e quando fugiam imaginavam eles que nada lhes aconteceria, mas ledo engano… um mandiga quando encontrava outro abria o saco retirava a folha do Alcorão e lia o texto, ai o bicho pegava… os outros negros não sabiam ler e colocavam dentro do patuá uma folha de papel qualquer, o Mandinga se revoltava e irado com o ocorrido não contava tempo matava o negro Fujão… daí advém a célebre frase acima “quem não pode com mandinga não carrega patuá”

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Um patuá para me defender

      
      Anualmente no aniversário da choupana, que ocorre todo dia 13 de maio, distribuímos patuás para todos que comparecem na sessão festiva especial. Além do aspecto festivo da data cabe uma reflexão sobre a comunidade que está envolvida na manutenção e expansão do terreiro enquanto pólo irradiador de caridade amparada no mediunismo.
        Não poderia deixar de pensar profundamente sobre as repercussões sociais e psicológicas envolvidas em todas as atividades desenvolvidas, especialmente quando me deparo com um grupo de médiuns mulheres, sentadas na frente do congá, numa tarde de sábado calorento, alegremente costurando os patuás que serão distribuídos. Há que se refletir que determinadas tarefas e funções, nós homens não admitimos participar, mesmo veladamente. Será por isto que muitos médiuns homens não admitem ver-se costurando ou ainda existem varões que bloqueiam a manifestação de uma entidade feminina, como sói acontecer em relação às caboclas das águas ou pomba giras?
       Uma comunidade, conforme definição da ecologia,  a totalidade de organismos vivos que fazem parte do mesmo ecossistema e interagem entre si. Em sociologia, uma comunidade é formada pelo conjunto de pessoas que dividem um mesmo objetivo, convivendo juntas sob uma mesma normatização, compartilhando um mesmo legado político, cultural e histórico. Então, uma comunidade de terreiro é o conjunto de pessoas envolvidas nas atividades rituais requeridas. Obviamente o impacto de sua rede de relações extrapola largamente as portas do terreiro, sendo a assistência – grupo de pessoas que vem em busca de auxílio – seu principal foco de atuação. Esta comunidade está amparada na captação, manutenção e distribuição de axé – força mágica dos orixás -, envolvendo um aglomerado de consciências maior que a definição sociológica comporta, dado o mundo invisível – os espíritos - é a sua verdadeira mantenedora. Então podemos afirmar que uma comunidade de terreiro é formada pelos encarnados, médiuns e assistência, e pelos desencarnados, entidades espirituais como guias e protetores, e espíritos que vem a casa no mundo etéreo acompanhando os encarnados que comparecem na Terra.
         Tudo que se faz numa comunidade terreiro tem impacto etéreo, energético e no mundo dos espíritos. As médiuns sentadas costurando os patuás para serem entregues na sessão festiva que se aproxima, impregnam os elementos utilizados com a ponta de seus dedos e sentimentos. A alegria e o bem estar de estarem unidas numa tarefa comum em prol do bem estar de uma coletividade, que por sua vez almeja a re-distribuição de axé – força dos orixás -, que estará contido nos patuás, são o alimento indispensável no dia a dia do terreiro. Assim juntas e felizes, acabam magnetizando os elementos necessários para a sua confecção, propiciando a alteração nas redes elétricas quânticas que compõem sua estrutura molecular etérica, fazendo com que as estruturas orgânicas que compõem o tecido, as linhas, as fitas, o arroz, as lentilhas, as ervas,..., que fazem parte do patuá, imantadas e propícias para receberem a consagração dos guias enquanto estiverem no congá com esta finalidade. Se assim não fosse, não se tornariam um condensador energético do axé de abundância e prosperidade a que se destinam.
         Na rede de relações sociais e psicológicas internas do terreiro está baseada a sustentação de toda a egrégora espiritual. No bem estar e harmonia propiciada pela convivência templária que se costura o pano original mantenedor de todos os fundamentos do terreiro. O respeito mútuo, a camaradagem, a vontade de rever os colegas de corrente, a cumplicidade, o comprometimento, o desinteresse pessoal, a humildade, a parcimônia, enfim, o sentimento de igualdade fraterna que a roupa branca nos dá quando consolidado no psiquismo interno, oferece-nos a segurança e a confiança no grupo. Expandindo-se este estado de espírito, cria-se importante mola propulsora de todos os trabalhos espirituais, pois é a partir deste clima psicológico que os guias encontram ambiente vibratório ao qual conseguem se manifestar em seus aparelhos. A partir de então, espraia-se pela assistência a sensação de bem estar e aconchego, de confiança e de veneração ao congá, fazendo com que o axé se movimente entre todos que vêm ao terreiro, retro-alimentando a egrégora espiritual e a fortalecendo, eis que as pessoas que comparecem a casa também são doadoras de ectoplasma – axé, energia vital, prana.
           Há que se considerar a repercussão na sociedade que as atividades desenvolvidas no terreiro apresentam. A ética, a idoneidade, a moral, a gratuidade, o altruísmo, o respeito à preservação do meio ambiente, entres outros aspectos intangíveis que extrapolam o tangível que são os elementos rituais, os cantos, os cheiros, os sons, as ervas, os atabaques, as imagens,..., sustentam a confiança social que se requer para consolidação de um terreiro. O zelador do axé, o dirigente espiritual, conhecido no meio umbandístico como sacerdote, é em primeira instância o responsável por estar zelando toda a gama de relações, inter-religiosas e intra-religiosas que são de sua única responsabilidade, buscando o bem estar geral. Desde as questões internas, a disciplina, a assiduidade, o estado emocional de cada médium,..., bem como os tratativas externas, recepção dos consulentes, acomodação e bem estar enquanto presentes nas sessões. Ainda é o responsável por todos os procedimentos que impactam na opinião pública, desde que a agremiação pela qual responde interage com o meio que a cerca: ecologia, outros centros, familiares de médiuns e assistentes, pessoas que procura ajuda, prefeitura,..., responde por todos os requisitos legais mantenedores do terreiro enquanto instituição de interesse comunitário.
          A importância das festividades, concretizadas em sessões especiais com esta finalidade, como o são o dia do orixá regente ou de aniversário do terreiro, é crucial para que tenhamos encontros marcados para o congraçamento recíproco num clima de alegria em feliz fraternidade, diferente do dia de sessão de caridade normal, ocasiões em que prepondera a dor e o sofrimento, os queixumes e as choramingas. É no encontro festivo que a “família de santo” recebe efusivamente os que vêm ao terreiro. Através de um sarau musical com pontos cantados com a distribuição de patuás ao final, todos se abraçando e confraternizando num ágape – encontro de amor-,  que se está reforçando e consolidando os relacionamentos entre cada indivíduo que compõe a comunidade. Assim também acontece com os espíritos; eles também sentem alegria e ficam felizes junto com os médiuns, vindo nestas ocasiões muitas entidades visitar o terreiro, parentes de médiuns, guias que “descem” de esferas vibratórias que comumente não atuam na crosta. É uma festa muito além de nossos olhos, tato, ouvidos e paladar.
       A distribuição de patuás para a assistência, tradição no aniversário da choupana, materializa o axé de abundância e prosperidade de Oxoce – orixá regente de nosso congá. O patuá é uma forma de amuleto, palavra que deriva do latim Amuletum, sinônimo de ciclâmen, uma planta utilizada antigamente para proteção contra venenos. Então o patuá é um tipo de amuleto ou escudo contra influências maléficas. Diz a cultura popular que ele deve ser usado junto ao corpo, como proteção e atrativo de sorte e saúde. Os amuletos são objetos comuns em diversas sociedades e épocas, variando os símbolos utilizados. A simbologia ganha conotações diversas entre épocas ou culturas diferentes. Na verdade, mesmo que entendamos os fundamentos de magnetização que imantam os elementos usados na confecção dos patuás, pensemos que o seu poder emanado não tem nenhuma valia sem a crença de quem os utiliza.
       A crença da assistência, construída na confiança na corrente mediúnica, que por sua vez consolida-se nas relações positivas entre os indivíduos participantes da comunidade do terreiro, que propicia a ambientação vibratória requerida para o rebaixamento energético e manifestação dos espíritos guias, assim materializada e apoiando-se nos patuás, expande a força emanada de nosso congá pela distribuição e movimento desta mesma força - axé.


Na Umbanda eu mandei fazer
No terreiro mandei preparar
Um patuá meu Pai
Um patuá
Um patuá para me defender
Um patuá
Um patuá para me defender

Texto: Diário Mediúnico - Ed. do Conhecimento.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Os efeitos do perdão


Há os que, salvaguardando as devidas proporções, assemelham-se a urubus enquanto outros se comportam como colibris. No que tange ao perdão - ao ato de perdoar ou não - cabe ainda a comparação com rosas e espinhos.
Quem opta por não perdoar é um colecionador de espinhos, consumidor de alimentos com data de validade vencida. Pois são estas as sensações, os valores, os perigos e as perturbações que a ira, o desejo de vingança e a raiz de amargura fazem germinar e frutificar em quem opta pelo não perdão. Tais padrões limitantes de pensamentos, sentimentos e atos ferem quem os abraça, produzem cegueira e roubam da vida o encantamento. Abrem as portas para perturbações psicossomáticas, sobrecarregam e comprometem o bom funcionamento da mente e do coração, do corpo e da alma e azedam os relacionamentos.
Manter estes sentimentos menores, mesmo que os tais nos acenem com aparentes "ganhos secundários" é optar pelos espinhos em lugar das rosas, pelo padrão alimentar do urubu ou invés do atraente, aromático, suculento e adocicado cardápio do beija-flor. Sem dúvida, não são as melhores opções, temos a liberdade e o dever de fazer escolhas melhores.
 Quem perdoa, entretanto, prefere se encantar com os cenários amorosamente criados e percebidos a partir de olhos bons, capaz ainda de energizar e iluminar todas as dimensões do corpo ou, como diria o Mestre Jesus: "Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso".
Quem perdoa, abandona os espinhos e corre em direção às flores, assemelha-se a elas despertando para a Vida em expressões de beleza, bondade e graça. À semelhança dos colibris, move-se pela vida nutrindo-se do aroma Crístico, da Essência Divina, facilmente perceptível aos que carregam no peito um coração limpo. Ao declarar "bem-aventurado os limpos de coração, porque verão a Deus", o Mestre está também afirmando que os que optam e praticam o perdão, como um modo de vida, tornam-se capazes de perceber expressões e manifestações da divindade em tudo e em todos; o limpo de coração, quando olha para o semelhante, é capaz de "ver a luz ao invés do abajur".
 Quando perdoamos, faxinamos o coração e lavamos a alma, abrimos as janelas na direção de novos e reconfortantes horizontes, ao mesmo tempo em que nos libertamos das sombras com seus julgamentos, culpas e medos. Ao vivenciarmos o perdão, deixamos de desperdiçar preciosas e sagradas energias, até então insanamente utilizadas na geração de stress elevado e nocivas batalhas mentais, verbais e até mesmo físicas. Podemos justificar a opção pelo não perdão com os mais lógicos e contundentes argumentos; com toda certeza, não nos faltarão argumentos! Entretanto, nenhum desses infindáveis argumentos nos beneficiará, trará paz ou nos fará melhores, pois manter o ressentimento, a ira e o desejo de vingança hospedados no coração, significa infligir uma crueldade igual ou maior àquela da qual acreditamos termos sido vítimas. Não perdoar, portanto, é ser carrasco de si mesmo.
 O perdão é jóia preciosa, de rara beleza, com a qual presenteamos a nós mesmos. É um ato de elevada generosidade e constitui imprescindível investimento em nossa qualidade de vida, saúde psicossomática e relacional. É um grito de independência em relação a quem nos mantemos acorrentados pelos grilhões da amargura. Guardar ressentimento, ira e desejo de vingança, equivale a segurar uma brasa na mão com a intenção de jogá-la em alguém; é como perder precioso tempo procurando a serpente que nos inoculou seu peçonhento veneno. Ao sentirmos o incômodo de uma pedra no sapato, paramos, tiramos o sapato, livramo-nos da pedra e, confortavelmente, continuamos a caminhar. O não perdão é uma pedra que carregamos no coração, que dificulta a caminhada e que faz sangrar a alma.
O mais atingido e prejudicado com a ausência do perdão é quem se recusa a perdoar e, obvio, quem mais lucra é quem perdoa. Perdoamos alguém não pelo fato de ser ou não merecedor de perdão e sim porque merecemos contemplar a nós mesmos com esta divina dádiva, pois quem perdoa investe em si mesmo. Há quem passe pela vida esperando alguma coisa ruim acontecer com quem lhe infligiu algum dano, entretanto, como já disse, isso equivale a segurar na mão uma brasa à espera do momento de arremessá-la, é manter no sapato a pedra que dificulta a caminhada. O sentimento de vingança se volta contra quem o hospeda podendo, dependendo da intensidade e da durabilidade, produzir perturbações irreparáveis. Portanto, perdoar é também um bom plano de saúde, pode trazer considerável economia com médicos e remédios. O perdão libera espaço na mente e no coração para ser dedicado aos amigos, a quem amamos, pois, admitamos ou não, os inimigos são mais íntimos e mais presentes em nossos pensamentos e sentimentos dos que os amigos. Não perdoamos para nos sentirmos superiores, importantes, santos ou mais bonitos, perdoamos para nos sentirmos libertos, em paz e saudáveis. O perdão é uma prova de amor a nós mesmos: quem se ama, perdoa. Busque em Deus a força para perdoar mas evite lembrar-se diante Dele do seu ressentimento e seu desejo de vingança. Deseje simplesmente que Ele transborde de Amor o seu coração. Onde chega o amor, o ódio é despejado e se existir amor existirá perdão. Se não for capaz de sozinho libertar-se dos ressentimentos, da ira, do desejo de vingança, busque ajuda através de um psicanalista, psicólogo ou psicoterapeuta de sua confiança. Perdoar é fazer uma plástica na alma, é deixar o sorriso livre, é desatar as asas da paz e ser acolhido em si mesmo. É sentir-se abraçado pelo universo, por Deus, pelo Eterno Mistério. Ao perdoar nos tornamos livres do passado, leves no presente, abertos para o futuro; expandimos o divino em nós, percebemos que Deus nos habita e que por Ele somos perdoados.
por Oliveira Fidelis Filho

terça-feira, 30 de novembro de 2010

As bananas do Chico - alimentos nocivos


Interessante caso de Chico Xavier, quando o maravilhoso médium visitou uma família com sérios problemas espirituais para fazer o que hoje poderíamos denominar de “atendimento fraterno”. Chico, que adorava bananas, se encantou com um cacho de bananas muito formosas que havia na mesa. No decorrer da conversa com os familiares, entretanto, Chico Xavier ficou extremamente chocado ao ver duas entidades espirituais inferiores entrarem no recinto e literalmente comerem as bananas. Ora, como um Espírito desencarnado pode comer a banana?! Posteriormente, Emmanuel esclareceria a Chico Xavier que o referido lar não tinha barreiras vibratórias em função de uma sintonia mental com entidades negativas, em função de seus sentimentos, pensamentos e hábitos negativos do ponto de vista moral. Assim, seres espirituais atrasados e com perispíritos muito materializados e que teriam grande necessidade de sensações de ordem material não teriam impedimentos maiores para entrarem no lar, podendo gerar obsessões e quadros lamentáveis em função da afinidade vibratória. Ao sentirem fome, estes Espíritos comeram, de fato, as bananas, ingerindo o corpo vital das mesmas. Por outro lado, além de eliminarem grande parte do conteúdo vital das bananas, deixaram nas mesmas impregnações fluídicas negativas, fazendo com que as bananas se tornassem alimentos perigosos para aqueles que as ingerissem, tanto sob o aspecto físico quanto do ponto de vista espiritual.

Em vista disso devemos nos preocupar com alimentos servidos em lares com desavenças, pois, os mesmos podem nos fazer mal. O mesmo pode ocorrer quando um alimento é preparado por pessoas de baixa vibração, por problemas pessoais, raiva, rancor...

E quanto a estas oferendas de encruzilhadas de rua, em praças, em locais diversos de entrecruzamentos de pensamentos profanos, como será a vibração das entidades espirituais que se alimentam do corpo vital das frutas e dos fluídos do animal sacrificado?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Espíritos vampiros

 Os espíritos "vampiros" justapõem-se à aura das criaturas que lhes oferecem passividade, sugando-lhes as energias, tomam conta de suas zonas motoras e  sensoriais, inclusive os centros cerebrais (linguagem e sensibilidade, memória e percepção) dominando-as à maneira do artista que controla as teclas de um piano. Criam assim, doenças fantasmas de todos os tipos, mas causam também degeneração dos tecidos orgânicos, estabelecendo a instalação de doenças reais que persistem até a morte. 
Pelo imã do pensamento doentio e descontrolado, o homem provoca sobre si a contaminação fluídica de entidades em desequilíbrio, capazes de conduzi-lo à escabiose e a ulceração, à vontade incontrolável de beber ou de se drogar e a loucura, à cirrose e aos tumores benignos ou malignos de variada procedência, tanto quanto aos seus vícios que corroem a sua vida moral - estão em simbiose um com o outro: através do próprio pensamento desgovernado, podem fabricar para si mesmo as mais graves eclosões de alienação mental, como são as psicoses de angustia e ódio, vaidade e orgulho, usura e delinqüência, desânimo e egocentrismo, impondo ao veiculo orgânico processos patogênicos indefiníveis que lhe favorecem a derrocada em, alguns casos, até a morte em simbiose com os obsessores.
Nos Domínios da Mediunidade André Luiz se refere a um caso interessante de um homem desencarnado e uma mulher encarnada que vivem em regime de escravidão mútua, nutrindo-se da emanação um do outro. Ela busca ajuda na sessão do trabalho desobsessivo realizado por um centro espirita e, com o concurso de entidades abnegadas, consegue o afastamento momentâneo do espirito obsessor. Bastou, porém, que o espirito fosse retirado para que ela o fosse procurar, reclamando sua presença. Há muitos casos em que o encarnado julga querer o reajustamento, porém no intimo, alimenta-se dos fluidos doentios do companheiro desencarnado e se apega a ele instintivamente.
Em Obreiros da Vida Eterna, André Luiz descreve cenas de vampirismo em uma enfermaria de Hospital: “ Entidades inferiores, retidas pelos próprios enfermos, em grande viciação da mente, postavam-se em leitos diversos, infligindo-lhes padecimentos atrozes, sugando- lhes vampirescamente preciosas forças, bem como atormentando-os e perseguindo-os.” E confessa que os quadros lhe traziam grande mal estar.

domingo, 28 de novembro de 2010

Vampirismo


 “Nos cemitérios costuma congregar-se compacta fileira de malfeitores, atacando vísceras cadavéricas para subtrair-lhes resíduos vitais”
André Luis - Obreiros da Vida Eterna

PERGUNTA: — Há fundamento nas práticas de enfeitiçamento, em que se sacrificam galos pretos nas encruzilhadas, cabritos e bodes..., ou ofertam bifes sangrentos nas portas de cemitérios? 
RAMATIS: — Quanto aos sacrifícios de aves e animais em semelhantes trabalhos conservadores das tradições e da magia primitiva, nem é preciso lembrarvos da importância do sangue ali vertido e fundamento principal para o intercâmbio com os espíritos subvertidos. O sangue é a linfa da vida e elemento imprescindível no ser vivo, pois, além de sua função propriamente física, ainda capta e absorve as forças vitalizantes do Sol, como o “prana”, o magnetismo lunar e certos fluidos do mundo astral. A sua circulação rapidíssima é imantada pela eletricidade animal e nutrida pelo éter-físico, que emana pelos poros da Terra e flui através do duplo etérico. É, enfim, a corrente portadora da saúde ou da enfermidade, pois percorre as zonas mais nevrálgicas e atinge os pontos mais vitais do corpo humano e transporta os diversos hormônios endocrínicos por todo o organismo, nutre e refaz as células carreando os detritos indesejáveis para as vias “emunctórias”. O sangue ainda intervém em todos os processos defensivos do organismo,conduzindo os elementos de combate aos germens e às suas toxinas. Mesmo depois de coagulado e sob o aspecto gelatinoso, dele exsuda-se um líquido amarelado e utilíssimo, bastante conhecido por soro sangüíneo e ainda aproveitável nas transfusões salvadoras. O homem atual possui de 5 a 6 litros de sangue, cuja produção é incessante na intimidade da medula óssea.

PERGUNTA: — Mas esse derramamento deliberado de sangue através de sacrifícios pagãos e macabros, é realmente necessário para o processo de enfeitiçamento? 
RAMATIS: — Na realidade, trata-se de um processo detestável, que se vincula a interesses e subversões abomináveis, ativado e controlado pelo mundo oculto pervertido! Afora as preocupações de enfeitiçamentos, despachos e demandas, a vertência de sangue e os ritos de sua dinamização fluídica atendem às mais ignóbeis tarefas dos “comandos das trevas”! Em torno da Crosta movimenta-se extensa multidão de espíritos exauridos pelas paixões e vícios da carne, famintos de vitalidade e aflitos para obterem o “tônus vital” que perderam e viceja no sangue humano. Eles aceitam qualquer tarefa nefanda, trabalho execrável ou humilhante no Além, desde que possam conseguir o sangue para a sua nutrição mórbida. Tão desesperados como os viciados pela cocaína, morfina, álcool, acompanham os encarnados na esperança de vampirizá-los na sua fonte de vitalidade, que é o sangue! Ademais, os espíritos astutos, malévolos e veteranos do astral inferior ainda costumam vampirizar os infelizes recém-chegados desprotegidos, extraindo-lhes qualquer resíduo vital que porventura ainda possam trazer na sua contextura perispiritual. Só quando os falecidos possuem amigos ou parentes desencarnados, que os protegem de um vampirismo indesejável, os famintos das sombras então permanecem a distância do sepultamento. Então, lhes resta o recurso de se contentarem com a precária nutrição de fluido vital obtida na simbiose com as criaturas viciadas e escravas dos prazeres impuros. Assim como as parasitas extraem a seiva vital dos arbustos benfeitores, os vampiros do Além túmulo exaurem suas vítimas imprudentes no processo de parasitismo de baixa espiritualidade. 

PERGUNTA: — Porventura, existe alguma disciplina ou coordenação de trabalho entre os espíritos vampiros e obsessores, nas suas práticas maléficas contra os encarnados? 
RAMATIS: — A disciplina tanto pode existir na prática do bem como no exercício do mal. Em conseqüência, nas regiões do astral próximo à superfície terrena, existem cooperativas, confrarias e instituições disciplinadas na prática do mal, as quais orientam e controlam milhares de espíritos em atividade pervertida nas tarefas de obsessões e vampirismos. Os seus mentores diabólicos são hábeis e experimentados psicólogos, conhecedores de todas as fraquezas e subversões humanas! Eles pesquisam na crosta terráquea as criaturas mais propensas aos desequilíbrios mentais e emotivos, a fim de transformá-las em fontes gratuitas de fornecimentode substância vital tão cobiçada para o êxito das operações maquiavélicas das sombras. Malgrado a vossa reação mental, de que transmitimos histórias fantásticas e mórbidas da idade média, os espíritos vampiros, realmente, debruçam-se sobre os cadáveres recém-sepultados, a fim de extrair-lhes os resíduos vitais que ainda possam aderir ao corpo extinto. Trecho extraídos da obra Obreiros da Vida Eterna, pelo espírito de André Luiz, capítulo “Aprendendo Sempre”, que assim diz: 
Magia de Redenção - Ed. do Conhecimento

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Conversa com um xamã


- Médium: Escutei um pássaro chilreando a cantar na minha janela de casa, num dia ensolarado. Quando me virei para vê-lo não mais estava lá...Como posso interpretar isto?
 - Caboclo Pery: Filha, o pássaro que canta na janela, demonstra à alma que o escuta que ela já esta encontrando o seu eixo central na realização espiritual. Rompe as paredes da ilusória persona formada na reencarnação movida pelos anseios do seu passarinho interno - seu espírito - que ressoa de dentro para fora indicando os caminhos que deve seguir em sua busca de libertação da prisão de si mesmo. O pássaro não estava mais lá porque voou, pois é livre em suas escolhas e plantio assim como a centelha espiritual o é, sendo a colheita obrigatória. O pássaro voa livre quando a compreensão da sua finalidade existencial expande a consciência e supera a gaiola de si mesmo. Tal estado de espírito não significa libertação, mas que os passos estão indo na direção que a alma precisa, conscientizada do que tem que plantar para a boa safra.   

 - Médium: Logo após vi duas belas corujas num mesmo galho de árvore em frente à janela de casa, o que é raro, pois na cidade não é seu habitat natural. O que estão me dizendo?
 - Caboclo Pery: Filha, o habitat natural do espírito não é o físico. As corujas mostram que mesmo o dia ensolarado na vida, de sensação de auto-realização e inefável bem estar não será perene, pois a perenidade espiritual não é da Terra: de cada 24 horas, a metade é noite e a outra metade é dia. Assim, os desafios se repetem diariamente e deveis estar sempre atenta como o olhar das corujas estão. A coruja na árvore já enxerga os seres rastejantes no solo. Todavia deve alçar vôo para se alimentar deles. Simbolicamente, este pássaro caçador indica à vossa compreensão espiritual que a clarividência e intuição alcançadas não devem servir para vos distanciar dos que ainda não conseguem levantar os olhos para cima e rastejam na vertical das coisas profanas. O Sagrado que desperta em vosso coração deve vos aproximar dos "pequenos" seres, como mãe dadivosa que a todos acolhe amorosamente. 

 - Médium: Por que duas corujas juntas, dado que são caçadoras solitárias?
 - Caboclo Pery: Filha, uma coruja é o intelecto e a outra a intuição. O intelecto descreve as experiências da alma, a intuição interpreta o que foi descrito. Devem andar juntas, uma não sobressaindo sobre o outra. O intelecto, alimentado pelo esforço do estudo, amplia a razão e dá insumos para a intuição aproveitar o conhecimento, necessário a uma filha do orixá Oxoce, destinada a ser instrumento para o caçador das almas trabalhar. Se a intuição falha, o intelecto racionaliza, aliviando as constrições internas. Se o intelecto se acelera, a distonia psíquica causada se alivia com o bem estar intuitivo ocasionado pelo trabalho pé no chão do terreiro. Outro aspecto, tens muito amparo espiritual e bons companheiros que estão juntos. Lembra: duas corujas são quatro olhos a olhar por ti. 

 - Médium: Como devo proceder para alimentar e manter o pássaro livre e as corujas no galho da minha árvore?
 - Caboclo Pery: Filha, humildade, muita humildade e amor, muito amor. Ame sua vida, seu canzuá - casa - cada pedacinho do solo que seus pés pisam ao suportar vosso espírito em suas andanças terrenas. Ame a si mesma e cada centímetro do seu saudável corpo, sem culpa de nada e expanda este amor para todos os filhos de seu coraçãozinho. No êxtase da intuição espiritual ou no ranger de dentes das dores da alma que virão, em ambos os casos, mantém a serenidade. Não vibra em excesso na euforia da conquista e nem te deixa entristecer pelas derrotas que ocorrerão. É entre um estado e outro que o espírito que almeja conquistar a si mesmo se conduz, mantendo o pássaro livre e a clarividência das corujas a indicar os vôos do pássaro da alma em solo terreno.
Ele é flecheiro
É juremeiro
Vem de Aruanda
Ele vai baixar
Vai amparar
Filhos de umbanda
Okêe, okêe, okêe!
Caboclo Pery no congá!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Fumo, ervas, fundanga...


1) Por que as entidades de umbanda usam o fumo?
As folhas da planta chamada ” fumo” absorvem e comprimem em grande quantidade o prana vital enquanto estão em crescimento, cujo poder magnético é liberado através das golfadas de fumaça dadas pelo cachimbo ou charutos usados pelas entidades. Essa fumaça libera princípios ativos altamente benfeitores, desagregando as partículas densas do ambiente.

2) Por que as entidades usam ervas verdes?
Porque cada erva ( principalmente a arruda, o alecrim, a sálvia, o guiné, mangericão e a espada de Ogum) possuem agregados em sua vitalidade elementos astromagnéticos que desmagnetizam e desintegram elementos etéricos densos e negativos presentes na aura dos consulentes.

3) Por que se usa a queima de pólvora ou ” fundanga”?
Quando queimados os grânulos de pólvora explodem causando intenso deslocamento molecular do ar e do éter, desintegrando miasmas, placas, morbos psíquicos, ovóides astrais, aparelhos parasitas e outros recursos maléficos como campos de força densificados com matéria astral negativa, os quais não foram possíveis de ser desativados pela força mental dos Guias do espaço e o fluido ectoplasmático dos aparelhos mediunizados.

4) Por que dos pés descalços na Umbanda?
Nos atendimentos os médiuns tornam-se os “para-raios” de muitas energias densas deixadas pelos socorridos. Somos fonte condutora de correntes elétricas e pelos pés descarregamos nosso excesso negativo. Solas emborrachadas bloqueiam esse fluxo.

5) Por que do uso de bebidas alcóolicas nos trabalhos de Umbanda?
Não há necessidade de ingestão de bebidas, mas seu uso externo se faz porque o álcool volatiza-se rápidamente, servindo como condensador energético para desintegrar miasmas pesados que ficam impregnados nas auras dos consulentes além de agir como elemento volátil de assepsia do ambiente.

6) Por que dos pontos cantados?
Os diversos pontos cantados na Umbanda estabelecem condições propícias para que os pensamentos dos espíritos se enfeixem nas ondas mentais dos médiuns. Cada vibração peculiar a um Orixá tem particularidades de cor, som, comprimentos e oscilação de ondas que permitem sua percepção pelos sensitivos da Umbanda. Uma vibração sonora específica cantado em conjunto, sustenta a egrégora para que os espíritos da linha correspondente ao Orixá se aproximem, criando e movimentando no éter e no astral formas e condensações energéticas símiles aos sítios vibracionais da natureza que “assentam” as energias, como se nelas estivessem presentes.

7) Por que a Umbanda não faz milagres?
Porque religião nenhuma o faz. Porque o milagre está dentro de você, meu irmão, e se faz à medida que muda as tuas atitudes, reformula teus pensamentos e põe em prática tua fé no Criador. Se alguém te prometer o milagre, fuja! Ali está um caloteiro tentando te enganar.


FONTE: LIVRO A MISSÃO DA UMBANDA - RAMATIS
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