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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cristo na Umbanda

Por Pai Solano de Oxalá  - Casa Branca de Oxalá  cristonaumbanda.blogspot.com
    
Muitas vezes já fomos questionados de o porquê de cultuarmos o Cristo na Umbanda. Responderemos primeiro do ponto de vista histórico, depois do ponto de vista doutrinário. 

Do ponto de vista histórico, não podemos nos esquecer que nossa Religião foi anunciada em seu primeiro dia -15/11/1908 – através da manifestação das entidades que comporiam a Umbanda em uma mesa Kardecista.  Rechaçadas, pelo preconceito que antes reinava até nas mais inteligentes cabeças do Espiritismo, as entidades se propuseram, através do Caboclo das Sete Encruzilhadas, a lançar a religião de Umbanda no dia seguinte, na casa do aparelho daquela entidade, Zélio Fernandino de Moraes.

A segunda razão histórica está no fato de o Caboclo das Sete Encruzilhadas ter confirmado que havia sido um Padre Jesuíta de nome Gabriel Malagrida. Por que as entidades escolheriam um Padre Jesuíta, queimado na fogueira da Inquisição para ser seu porta-voz? Ainda mais se considerarmos que esse jesuíta foi queimado vivo por ter se oposto a ações do Marquês de Pombal, as quais prejudicavam o povo e beneficiavam somente a um grupo próximo a ele.  Acreditamos que essa foi a razão mais forte para sua escolha, pois a Umbanda, enquanto a Manifestação do Espírito para a Caridade, já nasceu com o intuito de atender a todos Irmãos, igualmente, sem discriminação.

Finalmente, a terceira foi a comunicação que o Caboclo das Sete Encruzilhadas fez, a respeito da chegada desse grupo de entidades para o trabalho da caridade na Umbanda, de que eles tinham vindo em nome de Santo Agostinho (lembremo-nos que a origem deste santo é africana, da região onde hoje é a Argélia).

Do ponto de vista religioso, não podemos esquecer que no ocidente nosso Governante maior é Cristo. Se estivéssemos no oriente, provavelmente teríamos outro.  Assim, doutrinariamente, devemos tomar os ensinamentos de Cristo como balizadores de nosso comportamento. Esse compromisso com o Evangelho de Cristo se dá em nossas ações do dia a dia, não se limitando ao Templo.
A grande pregação de Cristo, se baseava em apenas um palavra: Amor!!!
Amor ao próximo, visto como nosso irmão em Cristo, amor à natureza, como resultado da energia divina que nos envolve, perpassa e nos fortalece no enfrentamento com nosso cotidiano.

Devemos lembrar que a prática do amor ao nosso próximo é a caridade em ação.  Caridade no seu sentido lato.  Não apenas a doação de bens materiais, tão confundida com a real caridade pregada por Jesus Cristo.  Essa caridade vai muito além daquela restrita à doação material. Ela é a tolerância, é a compreensão, é a disposição de ouvir àquele que necessita falar, é o saber falar com aquele que precisa ouvir, é o alegrar-se pelas vitórias dos irmãos, é não se deixar levar pelo egoísmo, é ser pacífico e apaziguador, enfim é cumprir em todos os momentos aquilo que nos foi ensinado há mais de 2000 anos.  Para cumprir seu objetivo a Umbanda preconiza a pratica do bem do amor e da caridade, ou seja, tem por objetivo principal a evolução espiritual de toda a humanidade.
Quando o Caboclo das Sete Encruzilhadas anunciou a Umbanda nos ensinou também que, tal como Nossa Senhora da Piedade recebeu o seu Filho em seus braços, a Umbanda estaria de braços abertos a todos aqueles que necessitassem da caridade por ela pregada.  Na primeira carta de Paulo aos Coríntios, a caridade é considerada a mais importante de todas as virtudes.  “Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade. A maior delas, porém é esta última: a caridade (Cor.13; 13)”.
Portanto, na Umbanda a base fundamental é o amor que Cristo veio nos ensinar, a pratica da caridade. 


        




Preceptor das almas

      
“Mas o papel de Jesus não foi simplesmente o de um legislador moralista, sem outra autoridade que a sua palavra; ele veio cumprir as profecias que haviam anunciado sua vinda; sua autoridade decorria da natureza excepcional de seu Espírito e de sua missão divina...”


       Ele andou pelos caminhos terrenos desprovido de qualquer apego, consideração ou aplausos.
       Ensinou a excelência da mensagem do amor em sua grandeza superlativa e, ao mesmo tempo, percorreu os caminhos, desacom­panhado de seus pais ou parentes, solicitando, todavia, a presença espontânea de amigos amorosos que lhes absorveram as lições inesquecíveis.
       Não tinha sequer onde reclinar a cabeça, despojado de qualquer bem material; nunca tomava decisões precipitadas em face de atitudes positivas ou negativas que aconteciam em seu redor, mas sempre reflexionava com sua estrutura divina, pois tinha plena consciência de sua missão terrena em favor da educação de uma humanidade ignorante e sofredora.
       Ele afirmava que todos deveriam ser vistos como irmãos ou amigos, porque sabia que em potencial poderiam vir a ser pais, filhos, cônjuges ou irmãos, visto que é da lei universal a reencarnação e a caminhada a um só rebanho e a um só Pastor.
       Independente de tudo e de todos, conhecia a estrada a ser percorrida, pois estava seguro em Si mesmo; dessa forma, fez sua trajetória livre de convenções e padrões preestabelecidos, não acei­tando preconceitos de qualquer matiz, porqüanto sabia transitar com grandeza e dignidade pelos caminhos do mundo. Criatura magnífica, retinha na mente poderes que lhe per­mitiam manipular desde a intimidade da matéria até as essências mais sutis da alma humana.
Homem generoso, sempre voltado à Natureza, com a qual se integrava em plenitude.
Amava os lírios dos campos, os pássaros dos céus, os montes arborizados, as brisas da manhã, as águas dos lagos, os trigais, e a própria natureza divina que existe em tudo e em todos.
Ele exemplificou as belezas naturais terrenas, comparando-as com o Reino dos Céus, fazendo dessa forma um elo divino, isto é, uma ligação de amor entre os Céus e a Terra.
Ensinou-nos a respeitar inicialmente as coisas da Terra, para que pudéssemos, então, amar as coisas da Vida Maior.
Aparentemente fracassado na cruz, mostrou-nos logo após que venceu o mundo em todos os aspectos.
Jesus podia “ver” com absoluta facilidade por trás das cortinas do teatro da vida humana e tinha a nítida percepção das intenções mais secretas.
Os seres humanos, para Jesus, eram verdadeiros “livros abertos”: seu olhar penetrava o âmago das almas, onde conseguia alcançar seus pontos fracos.
Não sufocava com a força de sua personalidade aqueles que O procuravam; ao contrário, afirmava: ‘Tudo depende de ti”, ou mesmo, “Atua fé te curou”. Em outras ocasiões, aconselhava-os:
“Vai e não peques mais”, convidando-os para uma vida autêntica e oferecendo apoio e incentivo para construírem a “Casa sobre a rocha”.
Foi Mestre por excelência, porque se manteve longe dos excessos nos relacionamentos: do excesso de “convites”, que pro­move desmedido envolvimento pessoal, dificultando a ajuda real, e do excesso de “indiferença”, que provoca falta de compaixão e posicionamento frio.
Preceptor das Almas, levou-nos à reflexão íntima, ou melhor, à interiorização de nós mesmos, quando assegurou: “Eu estou no Pai e o Pai está em mim”, (1) formalizando assim a necessidade do nosso autoconhecimento como base vital para alcançarmos o Rei­no do Céus.
Sigamos Jesus, Ele é a Luz do Mundo, o Sol Fulgurante que aquece as almas do frio interior, da desilusão e da desesperança.
Busquemos Jesus agora e sempre, porque só assim estaremos caminhando ao encontro da paz tão almejada.
(1)  João 14:11.
Livro: RENOVANDO ATITUDES
FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO
DITADO PELO ESPÍRITO HAMMED

Para quem tem Jesus como Mestre, simplesmente emocionante:

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cuidado com os depressivos


O sucesso não é medido por aquilo que uma pessoa alcança, mas pela oposição que encontrou e pela coragem com a qual manteve sua luta contra as adversidades."
(Charles Lindbergh)

Você já tomou depressivos? Não, não se trata de drogas. Estou me referindo ao tipo de comentários que deprimem o seu espírito. Você é promovido. Faz uma boa venda. Decide começar seu próprio negocio. Voltar para a escola a fim de obter um diploma. Levantar acampamento e mudar para o outro lado do país. Então um conhecido diz: "Isso é loucura" ou "Espero que saiba o que está fazendo". Ou ainda: "Espero que não se arrependa", num tom de voz que soa como a previsão de que em breve você ficará mesmo arrependido.
Essas pessoas passam então a contar exemplos dos fracassos de que têm conhecimento. Questionam seu bom senso. Duvidam de que você obterá o resultado que planejou. Apontam o lado negativo, as desvantagens e as decepções que poderiam surgir pelo caminho.
“Os depressivos fazem qualquer coisa para impedir que os outros sigam adiante, tentando evitar que as pessoas se aperfeiçoem ou melhorem a situação em que estão”
Certa vez um amigo me contou algo que ilustra esta situação muito bem.
Ele cresceu próximo ao litoral, num lugar onde as pessoas pegavam caranguejos para o jantar. Ele me disse que conforme iam pegando os caranguejos, jogavam-nos dentro de um balde ou de um cesto.
A história que ele contou é que se houvesse apenas um caranguejo no cesto, era preciso colocar uma tampa para que ele não saísse. Mas se houvesse mais de um, não era necessário tampar. Isto não fez sentido pra mim até que ele explicou o resto da história. Ele disse que, quando há mais caranguejos juntos, um fica puxando o outro, de modo que nenhum consegue sair.
Descobri que muitas pessoas mal sucedidas agem da mesma forma. Elas fazem qualquer coisa para impedir que os outros sigam adiante, tentando evitar que as pessoas se aperfeiçoem ou melhorem a situação em que estão. Elas usam todo tipo de comentários para manter os outros na mesma cesta. Elas têm baixa auto-estima e lhes falta coragem. Não dão muito valor aos seus talentos e bom senso. Ou então invejam a sua habilidade, visão de futuro ou circunstâncias.
Uma boa maneira de ficar fora da cesta é aplicar a velha regra: Se - você - é - tão esperto - por - que - não - está - rico? Isto é, observe cuidadosamente os mensageiros: Qual é o estilo de vida deles? Até que ponto obtiveram sucesso no que fazem? Qual a atitude geral deles sobre outros mais bem-sucedidos ou afortunados?
Você é capaz de ficar fora da cesta e assim recusar-se a ser um caranguejo?
Pode ser que você enfrente oposição e passe por momentos de insegurança, mas também vai experimentar a liberdade, aumentar seu potencial e sua realização pessoal.
Se um desses depressivos caranguejos o atingir, fique acima dos comentários e trabalhe na prova do erro de julgamento do mensageiro. Você talvez ache úteis estas palavras: "Você pode estar certo sobre o que vou fazer. Vou tentar lembrar que você me advertiu. E vou mantê-lo informado dos acontecimentos. Se as coisas forem bem melhores do que você espera, também quer que eu o informe?".
"A única coisa que devemos temer é o próprio medo."
(autor desconhecido)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Jesus e os caminhos do homem integral

Enuncia resumidamente os caminhos do autoconhecimento para a libertação e a sintonia com a fonte cósmica de abundância e prosperidade que se mantém com o equilíbrio entre espírito, mente, emoção e corpo – cristo interno, discernimento, educação dos sentimentos e saúde física.

Veja o vídeo da palestra:

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Os múltiplos ritos e a união dos espíritos

Caboclo Pena Branca

  "As entidades espirituais são as mesmas, a mudança das formas de apresentação varia consoante a necessidade dos trabalhos e o ambiente."

Por um artificio, mais literário do que lógico, costumamos situar em posições extremas as tendências que não caminham de mãos dadas na vida. Mas, se nos detivermos em serena meditação analítica, verificaremos que só aparentemente são opostos os extremos, isso na ciência, nas artes e nas religiões, pois nenhuma voz e nenhuma ação nesses campos de meditação e do sentimento deixam de ser uma afirmação de vida.
Essa é uma verdade que se perde nos confins milenários de eras remotas. Pta-hoep, que viveu mais de três mil anos antes de Cristo, filósofo que foi ministro do faraó, dizia que: “tudo é duplo; tudo tem dois polos; tudo tem seu oposto; os opostos são idênticos em natureza e diversos em grau; os extremos se tocam; os paradoxos se reconciliam em manifesta forma os opostos se reúnem”.
Todos caminham para o mesmo fim, com o mesmo conteúdo sentimental, com suas cambiantes de amor, de felicidade e de crença, todos são cavaleiros andantes de perpetuação da vida, igualmente heróis do mesmo exército: o amor.
Que importa existam múltiplos rituais desde que seja um só espiritualismo?
Os valores da contribuição nos diversos ritos constituem a formação de quadros educativos que tem, todos eles, os mesmos obreiros silenciosos, aqueles que comungam das tarefas gerais - os espíritos do lado de lá. ( grifo nosso )
Certa vez, quando Chefe de Policia o coronel João Alberto, fomos convocados para uma reunião cujo fim era o de traçar rumos tendentes a estabelecer um critério uniforme quanto à pratica do espiritismo. Entre outros representantes das diversas organizações estávamos eu e o Presidente da Federação Espirita.
No gabinete do Chefe, enquanto aguardávamos sua chegada, palestrávamos sobre assuntos espiritualistas, sendo que eu discordava radicalmente dos propósitos da reunião, pois que, sendo leigo o Estado, qualquer intromissão da autoridade nos Centros Espiritas não só era ilegal, inconstitucional, como ainda criminosa face o Código Penal, ponto de vista esse que foi vitorioso e deu em resultado a revogação de uma portaria sobre o assunto.
Durante a tertulia ouvi do Presidente da Federação Espirita o seguinte e eloquente episódio: 
– eu recebera diversos convites de um centro de Umbanda, por intermédio de pessoa amiga, para assistir a uma reunião de suas práticas, sempre me esquivando, pois entendia que o umbandismo era “baixo espiritismo”. Certa ocasião foi-me impossível deixar de atender a um desses convites. Durante a reunião, vendo médiuns manifestados, fumando charutos e falando um vocabulário eivado de erros, a minha decepção era tal que cheguei a me tomar de piedade profunda por aqueles seres atrasados e aquelas práticas que eu reputava inferiores. E maior foi a minha convicção quando o Guia Chefe do terreiro pôs-se a dizer que minha fazenda estava com a divisa errada e que eu devia aceitar a proposta que fora feita para vendê-la ao vizinho confinante. Contestei que minha propriedade estava certa, que meu irmão a administrava e nenhuma proposta de venda fora feita. O Guia insistiu em suas afirmativas e no conselho da venda, para evitar uma triste demanda.
Deixei o terreiro com o pensamento firme de que se fazia mister impedir reuniões como essa, pois os chamados guias eram seres atrasados e até tratando de assuntos materiais e inverídicos.
Na primeira reunião da Federação falei ao nosso Guia espiritual sobre o que vira e ouvira e com surpresa ouvi dessa entidade que aquele espírito com a forma de preto velho e que me dera aqueles conselhos era ele mesmo, o nosso amado mentor.
Dias depois chegou meu irmão ao Rio trazendo a proposta do vizinho e declarando-me que de fato as divisas da propriedade estavam erradas. Vendi-a sem discutir.
O ritual da Federação Espirita tão diverso daquele humilde terreiro era apenas aparência, pois a contribuição do obreiro espiritual era a mesma, o ser valoroso o mesmo, os fins educativos e de caridade igualíssimos.

Findley, o grande sábio inglês, uma das glórias científicas, que realizava admiráveis sessões de voz direta em Londres, confessa em sua obra “No limiar do etéreo” que estranhava e até ficava irritado por ver nessas reuniões, a que compareciam espíritos da mais elevada cultura, mestres sublimados, a direção inicial era dada a um ser cujo linguajar, modos bruscos e atitudes autoritárias revelavam tratar-se de um espirito atrasado, que se dizia Caboclo Pena Branca.
Foi tal sua ojeriza que um dia reclamou de um dos mestres essa presença, ouvindo então que sem o Caboclo Pena Branca nada poderiam fazer, pois ela era o mentor do grupo.
As entidades espirituais são as mesmas, a mudança das formas de apresentação varia consoante a necessidade dos trabalhos e o ambiente.

Carlos de Azevedo - texto do livro Umbanda: religião do Brasil, publicado pela Editora Obelisco em 1968 - 



sábado, 5 de fevereiro de 2011

* “Toques” de Preto-Velho!

 “O rótulo religioso não passa de uma experiência transitória em determinada época do curso ascensional do espírito eterno.”
Ramatis

“Os espíritos trabalhadores, designados como pretos velhos, nos repassam constantemente uma lógica que, infelizmente, nós encarnados ainda estamos demorando em aplicar.  Dizem eles, com sua maneira peculiar e simples de expressão, que no “mundo dos mortos” não existe raça, cor ou credo que diferencie as almas ou crie fronteiras; o que existe é o homem de bem e o homem que desaprendeu de ser bom. Baseado nisso, nos falam das lágrimas que insistem em cair de seus olhos, pela arrogância dos homens e de suas religiões que acabam se distanciando de Deus, pela pretensão de se adonar d’Ele, impondo a “sua” verdade.”
“As religiões ou os credos em geral, ainda existem por necessidade de nossos espíritos que se diferenciam na escala evolutiva, encontrando dentro de cada uma delas a melhor adaptação de “religar-se” ao Criador. O que fica desvalorizado aos olhos da Espiritualidade Superior é o combate que se trava entre os homens por questões religiosas, como se vivessem em eterna disputa, chegando ao absurdo das ditas “guerras santas”. Por enquanto, a humanidade percorre vários caminhos em busca dessa verdade, mas chegará o dia em que o Universalismo será pleno, então haverá um só rebanho para um só pastor. E, como acontece no “andar de cima”, formaremos uma única corrente de trabalho, auxiliando a quem necessita, mostrando que a ferramenta mediunidade tem um só objetivo: a caridade! Fora isso, tudo o mais fica por conta de nosso Ego.”


 A seguir, alguns ensinamentos (“toques”) trazidos por um destes queridos amigos espirituais:

“Lá nos planos sutis, aonde vocês muitas vezes vão quando dormem, mas ao acordarem não se lembram, existe uma grande família espiritual a lhes esperar, velar e torcer por vocês. Quebrem a barreira vibracional com sentimentos e pensamentos elevados, levando seus corações até eles. Matem a saudade espiritual que existe dentro do seu peito. Deixe a intuição fluir. Os guias espirituais não são mestres intocáveis que vocês devem reverenciar, mas, sim, são amigos de jornadas. Conheçam-nos, conversem com eles, trabalhem juntos, mas sorriam e brinquem juntos também. Eles estão esperando.”
“Mediunidade é coisa importante e séria, mas não diviniza nem inferioriza ninguém. Vocês sabem disso. Há pessoas que pensam que ser grande médium é praticar fenômenos para “incrédulos verem”. Outros pensam que é se vestir todo com uma fantasia, “virar os olhos” e “rebolar” bastante. Não! Mediunidade é você trabalhar em parceria com os amigos do lado de cá para o bem de todos, apenas isso.”
“Vocês complicam muito as coisas. Na verdade, tudo é muito simples. Pensem na manifestação das criancinhas durante um processo mediúnico. Existe algo mais simples e belo do que isso? Parem de julgar a manifestação mediúnica ou a experiência do outro. Vocês podem até não concordar, mas, caso para ele faça sentido, deixem. É dele! Isso lembra muito a postura daquele que não consegue fazer melhor e por isso mesmo vive a criticar e apontar defeitos nos outros. As experiências espirituais muitas vezes são de foro íntimo, cada um busca a sua. E que cada um fique feliz com a sua.”
“Aprendam também que a dedicação e o estudo ajudam muito. Mas o que realmente conta é o seu dia-a-dia, como pessoa comum, passando pelo crivo do grande mestre que é a vida. Não adianta nada estudar muito e praticar pouco, principalmente em relação à humildade, à  tolerância e ao amor.”
“Fazer caridade é muito bom. Se, além disso, buscam esclarecer as pessoas, melhor ainda. Há aqueles que acham que, doando uma cesta básica de Natal, ao desencarnar será “salvo”. Outros ainda se acham muito especiais e caridosos, verdadeiros missionários. Não caiam nessa bobagem. Saibam que, em verdade, ao auxiliar os outros, vocês ajudam a si próprios. E, quando fizerem a caridade, também não apenas dêem o peixe, ensinem as pessoas a pescar. “Caridade de consolação” ergue a pessoa, mas, depois que ela já está de pé, está na hora de ensiná-la a andar, com a “caridade de esclarecimento”. Pensem nisso! Caridade – façam sempre que surgir a oportunidade de auxiliar o irmão. Esclarecimento – levem a todos os lugares, fazendo a sua aura brilhar e contagiando as pessoas com alegria e vontade de viver.”
“Trabalho em grupo é coisa séria, deve haver amizade, alegria, mas não é reunião social. Os guias escutam os seus pensamentos e não estão nada interessados em suas preferências físicas, nem em suas “paqueras” dentro do grupo, nem dão importância a isso. Tampouco são cúmplices das fofocas, guerras de vaidade e ciúmes que existem dentro do mesmo. Um trabalho espiritual em grupo é uma bênção e oportunidade única de evolução, tanto de encarnados como de desencarnados. Aproveitem bem!”
“Existem muitos mestres esperando por vocês desse lado, mas muitas vezes eles não os conseguem amparar; afinal, vocês não param de pensar no “vizinho”, ou como a vida é difícil e injusta com vocês…”
“Os Orixás, os Mestres, os Anjos, os Devas, todos Eles amam a humanidade. Caso queiram fazer um ritual a algum Deles, tudo bem. Mas lembrem-se sempre: Vela acesa só tem valor se o coração estiver aceso antes. Caso contrário, não!”
“A energia de uma erva é poderosa e realmente cura, mas, antes, suas próprias energias e o respeito com a vida vegetal devem ser grandes; caso contrário, é desperdício de tempo. Qualquer ritual de magia para o bem é lindo e bem quisto pela espiritualidade, mas não se perca no meio de muitos rituais e elementos e esqueça o essencial. O grande mestre da magia é o coração, e a grande força motriz é a sua mente. Lembrem-se disso.”
“Não sejam espiritualistas pela metade. Durante o dia vocês ficam pensando em espiritualidade, mas, ao dormir, que é a grande hora onde o espírito se liberta do corpo físico, vocês não pensam em nada, ficam com preguiça e logo suas mentes são invadidas por um monte de coisas, adormecendo na mais perfeita desordem. No mínimo, orem ao deitar-se. Agradeçam o dia, coloquem-se à disposição do aprendizado, aproveitem as horas de sono. Eles são chaves de acesso ao crescimento espiritual. Meditem nisso.”
“Eu sou um preto velho. Pouco importa minha forma ou meu nome. O que importa é que eu sou luz, como vocês e todos nós filhos da Grande Luz. O Sol brilha em meu coração, no seu e em toda a humanidade. Você ainda tem preconceito em relação as raças? A culturas diferentes? Religião? E julgam-se espiritualistas? Ora, amigo, deixe disso! Lembre-se: todos viemos da mesma “fôrma”. Eu tenho apenas uma palavra para descrever o preconceito: ignorância!”
“Ignorância também são as paredes e preconceitos religiosos. Todos os mestres da humanidade pregaram o desprendimento, mas o que os seus seguidores mais fazem é ter o sentimento de posse em relação a Eles. E lá se vão guerras, ofensas e desarmonia entre uma religião e outra. E lá se vão discussões infindáveis entre doutrinas diferentes. Todos os caminhos levam a Deus, mas muitos acham que seu caminho é melhor do que dos outros, não é mesmo? Façam um favor à humanidade, meu filhos: vão voando nas asas do Universalismo ecumênico! E parem com essas bobagens…”
“Do lado de cá, nós adoramos música. Ela rejuvenesce a alma, acorda o coração e desperta a intuição. Aproveitem as músicas de qualidade. Elas são ótimas e verdadeiro brilho e alimento para vossos espíritos. Também escutem a música que os espíritos superiores cantam secretamente dentro do coração de cada um. É a música da Criação, ela está em todos, mas só pode ser escutada quando a mente silencia e o coração brilha. Pensem nisso!”
“Pensem também na natureza. Coloquem uma música suave. Direcionem-se mentalmente a um desses sítios sagrados, verdadeiros altares vivos do amor de Deus.”
“Pensem na força curativa das matas, na força amorosa e pacificadora das cachoeiras, da limpeza energética que o mar traz ao espírito. Meditem neles. Isso traz sintonia, reciclagem energética e boa disposição. Façam isso por vocês e fiquem bem!”
“Por fim, dediquem-se mais ao autoconhecimento. Ele é muito importante. E, um dia, mesmo que isso demore milênios, vocês se conhecerão tanto que realmente descobrirão sua natureza divina. Nesse dia, as cortinas da ilusão se abrirão e vocês verão o universo à sua frente. Não existirá mais Orun* (céu) nem Ayê* (mundo material). Nem eu nem vocês. Apenas Ele… Pai e Mãe dentro de nós mesmos!”

Um grande abraço Pai Antônio de Aruanda e Fernando Sepé
(escrito por duas mentes e um só coração)
Para quem não sabe, Pai Antônio de Aruanda é uma das amadas entidades representativas da Falange dos Pretos-Velhos que trabalham na Umbanda e em muitas outras linhas de trabalho, como no Espiritismo, muitas vezes se apresentando com outra roupagem e aparência, em virtude do preconceito.

* Fernando Sepé é escritor e jornalista em São Paulo



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Transição Planetária - Em qualquer Evento o Plano Divino está agindo!

"Importa reconhecer o gênero de destruição sobre o qual estamos falando. Um, de origem natural, conspira a favor da manutenção da vida; o outro, de origem antrópica*, determina impactos negativos sobre os ciclos da natureza, precipitando cenários de desconforto ambiental crescente." ("Espiritismo e Ecologia" - André Trigueiro)
* Ocupação antrópica é a ocupação de zonas terrestres pelo Homem e a decorrente exploração, segundo as necessidades e as atividades humanas, dos recursos naturais. Isto se traduz em pressões ou impactos sobre o meio ambiente, que podem exceder a capacidade de suporte e de regeneração dos ecossistemasbiosfera, contribuindo para o seu desequilíbrio. 

Qualquer religião se refere, em alguns de seus livros sagrados, escrituras, à momentos de crise na massa, limpeza, trocas de energias, evolução, cada uma do seu jeito aborda a transformação. Não estou falando do fim do mundo, mas de uma mudança necessária, que está à caminho e em determinados momentos se torna bem mais evidente. Se você está tão mergulhado e atolado em sua vida estressada, precisa sempre que um evento externo aconteça para te fazer dar um tempo, provavelmente dirá que esse papo é uma bobagem, afinal você não tem tempo para sentir, não tem vida interior. Mas estamos sim no meio de uma transição daquelas que faz o mundo velho desabar para dar chance ao mundo novo.

O mundo continuará, mas de uma outra forma e tudo e todos que não estão compatíveis com a regeneração, serão convidados a saírem na marra. Como eu me identifico mais com as doutrinas reencarnacionistas tenho certeza que ninguém morre e todos os eventos surgem com uma revelação maior, um grande motivo.


Até nos piores eventos, nos mais trágicos, existe um plano divino nos bastidores, muitas vezes, não compreendemos no momento, mas depois tudo se encaixa. É uma forma de chamar a atenção para um certo lugar do mundo que está abandonado, excluído, rejeitado, sangrando todo dia um pouco. Ou onde exista grande exploração, práticas de maldade extrema. Não combina com um mundo regenerado, nações abandonadas, esquecidas, jogadas. Grandes cataclismos acontecem de tempos em tempos para uma limpeza que precisa ser feita. Se vamos passar de mundo de provas e expiações para mundo regenerado, é claro que vamos ver todo tipo de intervenção superior. Sofremos porque inventamos uma separação que não existe, mas sabemos que cada ser humano tem sua hora de deixar esse plano terreno, não perdemos ninguém, é apenas parte do plano. Nossos laços estão ligados  entre encarnados ou desencarnados. Toda noite passamos ao lado superior em sonhos, tantas vezes tão vivos, coloridos e intensos que nos arrebatam de emoção.


O Clima irritado, nervoso, diferente, dá sinais até para aqueles que gostavam de soltar uma piadinha de mal gosto aos que defendiam uma vida mais natural, uma humanidade não separada da Natureza - afinal só estamos vivos por causa dela - isso se você ainda estiver cego. Mas é interessante constatar também que há uma interferência de esferas mais elevadas impulsionado as transformações ambientais. Isso não abre caminho jamais para alguém soltar: "Já que o caos ambiental está programado, então eu não tenho responsabilidade nenhuma com o meio ambiente, posso continuar consumindo sem parar, comprando meus carros e trocando meus aparelhos, construindo, asfaltando, explorando, sugando sem a mínima ética ou culpa, fazendo da reciclagem uma diversão!" 

Por Elaine CrisXavante

Mandinga de Preto-Velho!

  Ele não tinha outra ocupação na vida, nenhum outro pensamento, a não ser que Ele era um espírito, desvencilhado, livre. Com sua visão maravilhosa, descobrira Ele que cada homem e cada mulher, fosse judeu ou gentio, rico ou pobre, fariseu ou romano, escriba, rico ou pobre, santo ou pecador, era a encarnação, como ele próprio, de um espírito imortal provindo da mesma fonte infinita de amor. O trabalho de sua vida foi chamá-los a sentir a natureza espiritual deles próprios, dizendo que "o reino de Deus estava dentro deles" e que "eles e o Pai poderiam ser um".

       Eis aí o evangelho eterno, a unidade ensinada por todos os grandes mensageiros das religiões, no qual o Cristo Cósmico pede a todos nós, que primeiro ouçamos e depois percebamos por nós mesmos. 
Swami Vivekananda
                                  


* * *

Certo dia uma pessoa procurou ajuda de nego-velho para solucionar uns probleminhas. Compareceu ao centro espírita  e desfiou um rosário de lamentações à pessoa que o atendeu.
A resposta de pai velho veio logo em seguida no receituário mediúnico:
“Levante pela madrugada, mais ou menos às 4 horas. Colha então algumas rosas brancas no roseiral que está plantado no fundo do seu quintal e, ao fazê-lo, sinta seu aroma. A cada rosa arrancada do pé, faça uma oração pedindo a Deus que o abençoe, bem como aqueles que ama. Depois, dirija-se à cozinha, ponha água no fogo e, enquanto ferve, meu filho, procure o Evangelho e faça uma leitura, preparando assim o ambiente de sua casa para a mandinga de nego-velho. A seguir, coloque as rosas dentro da água fervendo, apague o fogo e abafe. Enquanto aguarda para que esfrie um pouco, vá tomar um banho de asseio, lavando-se todo, da cabeça aos pés. Quando estiver debaixo do chuveiro, ore e feche os olhos, reparando atentamente na água que cai em seu corpo. Enxugue-se e pegue a água de rosas, derramando-a pelo corpo. As rosas que foram cozidas devem ser jogadas em água corrente, no riacho que fica um pouco distante de sua casa. Saia com as rosas embrulhadas e vá cantando uma cantiga qualquer, daquelas que transmitem felicidade. Por fim, volte para casa e, do jeito que puder, deite-se, pois ainda não terá amanhecido o dia. Lembre-se de aproveitar as oportunidades que se fizerem presentes.”
Quando o médium viu o receituário, ficou estarrecido com nego velho. Questionou a eficácia do banho, as orações, o horário que deveriam ser feitas e a fórmula dada para aquele caso particular. Nego velho pensou um pouco e depois respondeu ao médium:
“Sabe meu filho, as rosas servem para perfumar o ambiente e o corpo do nosso companheiro. É que ele reclama que o casamento vai mal, que sua companheira está evitando-o sempre e que ela agora arranjou um trabalho noturno do qual ele está desconfiado. Mas sabe, meu filho, é que o marmanjo não gosta muito de tomar banho, e com aquele cheiro não tem mulher que agüente a situação. Conhecendo a fé do homem em nego-velho, resolvi dar um empurrão no relacionamento. Ele também não gosta muito de estudar o Evangelho nem de rezar. Porém, ajuntando tudo numa receita de pai-velho ele vai seguir à risca. Passará então a se levantar muito cedo, apanhar as rosas, tomar um bom banho e meditar debaixo do chuveiro. Quando despeja o banho de rosas no corpo, então se perfuma todo, e, aí, nego-velho o induz a levar as rosas restantes do banho para jogar no riacho que fica um pouco distante de sua casa, ainda de madrugada. Sabe por quê meu filho? É que a mulher dele é enfermeira e retorna do plantão noturno exatamente naquele horário, de ônibus, e é obrigada a andar sozinha por um bom pedaço até chegar em casa, mesmo na escuridão da noite. Quando for até o riacho, já está na hora da mulher chegar. O resto você já sabe, meu filho, é só confiar na natureza e as coisas se resolvem. Isso é mandinga de nego-velho.”
Ao ouvir a explicação, o médium pegou a receita e entregou ao consulente. O caso se resolveu em alguns dias. Nosso irmão precisava apenas de um empurrão para aprender a tomar banho e se perfumar e de uma desculpa para agradar a mulher, apanhando-a no ponto de ônibus. Nego-velho riu muito ao saber que os dois haviam se reconciliado graças a um banho despretensioso, feito de rosas, e algumas orações acompanhadas de meditação debaixo do chuveiro.
Muita gente, meu filho, tem necessidades as mais estranhas, mas que costumam se resolver com pequenas receitas de paz, diálogo, orações e - quem sabe? – um pouco de higiene também.
Assim como há quem sofra com o corpo sem higiene, há os que mantêm a mente poluída com pensamentos de desarmonia. Precisam urgentemente de uma mandinga bem feita para aprender a se livrar dos maus pensamentos através de uma meditação nas palavras do Nosso Senhor Jesus Cristo. Limpe os pensamentos, harmonize suas emoções e prossiga sua caminhada, meu filho, acertando o quanto puder as desavenças entre você e os seus. Diversas queixas de meus filhos são questões simples de solucionar, e, na maior parte dos casos, um banho de Evangelho associado ao perfume do coração conseguem fazer muito mais por você do que as complicações que procura para dar respostas imediatas aos seus desafios. Desenvolva a capacidade de simplificar as coisas, pois a vida é cheia de caminhos complicados, e, ao percorrê-los, abrimos certas trilhas que nos conduzem, às vezes, à infelicidade. É importante descomplicar nossa busca e simplificar as soluções.
Quer um exemplo? Muitos estão à procura de “se dar bem” na vida e, com esse intuito, perseguem a todo custo um amor impossível para a realidade terrestre ou, em outras ocasiões, vivem atormentados por não possuir aquilo que os distinga no meio social em que se relacionam. Correm o tempo inteiro. Essa situação, embora seja louvável caso leve em conta valores espirituais, faz nego-velho lembrar do que Nosso Senhor falou: “Pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma?” [Mc 8:36].
Grande parte dos conflitos humanos, meu filho, seria resolvida simplesmente com um sim ou um não, o que indica que muitos filhos de fé ainda não aprenderam a impor limites às dificuldades ou às atitudes alheias que os prejudicam. O silêncio constrangedor ante a ação do mal torna vocês coniventes com o erre, perturbando a problemática. Outras vezes, convencidos da possibilidade de superar os obstáculos, os homens esperam coisas complicadas demais, que, caso fossem concretizadas, se constituiriam em entraves à felicidade, pois meus filhos têm uma visão muito estreita a respeito da própria vida. Pedem recursos que não sabem administrar e ambicionam situações que, no futuro, só trariam incômodos; reclamam auxílio, mas recusam-se a participar do trabalho que transforma o panorama geral; aspiram a bênçãos para as quais não concorreram.
O alto envia os recursos; no entanto, não se recebe o que foi pedido, mas o que é necessário para o crescimento interior. Meus filhos então se revoltam, falam coisas indevidas, recusam-se a compreender e repelem o tipo de ajuda enviada. Em vão. Deus não se curva à rebeldia de filhos imaturos. O corpo que você utiliza, meu filho, é tão somente um disfarce para camuflar sua infantilidade em relação às questões espirituais. É hora de crescer espiritualmente e experimentar atitudes mais adultas ante os desafios que cruzam seu caminho.
É impressionante o efeito que os contratempos pequeninos têm sobre você, fazendo-o sofrer e se sentir ofendido com migalhas de comportamento de outras crianças espirituais. Que tal abrir os olhos para uma realidade diferente, meu filho? Talvez você descubra o quanto pode realizar em benefício da própria felicidade. São atitudes simples, pequenos gestos, apenas algumas palavras, e, de repente, todo o panorama estará renovado. Ah! Nego-velho esqueceu que meus filhos não se contentam com o que é simples e com soluções que dependam de si mesmos.
Nego repara como muitos pedem e reivindicam, mas querem tudo pronto. Exigem sem se esforçar, rogam auxílio e logo se enrolam na trajetória, em meio à ajuda enviada. Não reconhecem o surgimento de uma oportunidade, pois Deus escreve através de palavras inarticuladas, que ó poderão ser interpretadas com o coração.
Os problemas de hoje, meu filho querido, não são diferentes daqueles com os quais a humanidade de dois mil anos atrás se deparou. Por isso mesmo as recomendações ainda são as atualíssimas lições ditadas por Nosso Senhor. As palavras de nego-velho não passam de uma versão cabocla da mensagem que Cristo Nosso Senhor trouxe; não há nada de novo.
Urge reconhecer que estamos excessivamente distantes do céu; sendo assim, onde estivermos há muito trabalho por realizar em prol da simplificação das questões da vida.
Utilizemos as rosas da boa-vontade, da ternura e do amor de modo nunca antes experimentado, a começar de cada um, em sua intimidade. A partir daí, experimentemos em nosso ser a avalanche de valores e forças que será encadeada para, em seguida, identificar as águas da fé, que descem perfumadas em nossa alma. Cultivemos essa fé em cada atitude e, assim, simplificaremos muito nossas rogativas e expectativas.
Capítulo 14 do livro “Alforria”
espírito “pai João de Aruanda”
médium robsom pinheiro
editora “casa dos espíritos”

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Origem africana da Umbanda (*)

As relações mediúnicas com espíritos de índios, caboclos, pretos e congêneres, nas prá­ticas ritualísticas dos ter­reiros e conhecidas como de Umbanda, só significam seita, doutrina ou movimento religioso com atividades mediúnicas de origem africana, num sen­tido exclusiva­mente benfei­tor...
Apesar do louvável empenho dos umbandistas em atribuírem a origem de sua religião a fontes iniciáticas do Egito, da Caldéia ou da Índia, o certo é que a dou­trina de Umbanda, atualmente praticada no Brasil, deriva fundamentalmente do culto religioso da raça negra da velha África. Os seus princípios doutrinários não se vin­culam à magia ou escolástica de qualquer ramo iniciático ou bastardo das religiões e cultos egípcios, hindus, caldaicos, assírios ou gregos. Eles são realmente frutos do “folclore”, dos provérbios, aforismos, das lendas, crenças populares, canções e tradições do negro africano. O vínculo do negro persiste implacável, apesar da penetração do branco e das tentativas dos ocidentais considerarem a Umbanda uma doutrina exclusivamente originária de antigas confrarias do Oriente.(p.136)*

* * *

Umbanda não apresenta uma unidade doutrinária e ritualística, porque todo “terreiro” adota um modo particular de operar e cada chefe ou diretor ainda se preocupa em mono­polizar os ensinamentos pelo crivo de convicção ou preferência pessoal. Mas o que parece um mal indesejável, é conse­qüência natural da própria multiplicidade de formas, labores e concepções que se acumulam prodigamente no alicerce fundamental da Umbanda!
Aqueles que censuram essa insta­bilidade muito própria da riqueza e variedade de elementos formativos umbandísticos, são maus críticos, que devido à facilidade de colherem frutos sazonados numa laranjeira crescida, não admitem a dificuldade do vizinho ainda no processo de semeadura!(p.130)*
(*) Ramatís - Livro a Missão do Espiritismo / texto extraído do capítulo - o maior da obra - sobre a Umbanda e com quase 50 anos da primeira edição - Editora do Conhecimento
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