Capa

domingo, 31 de julho de 2011

Indumentária dos guias na Umbanda

A vestimenta e indumentárias que uma Entidade espiritual séria usa tem como função expressar, simbolicamente, uma atividade ou característica do seu trabalho ou da sua falange, como também ser um instrumento, cuja duplicidade etérica, é usada nos trabalhos de magia na ajuda aos irmãos a serem socorridos.

Não se trata de elementos imprescindíveis à mediunização ou atividade de ajuda do Guia ou Protetor, mas apenas um instrumento a mais que embeleza e instrui a quem busca, para além da aparência, a mensagem que estas vestimentas ou indumentárias visam oferecer, dando à Umbanda o seu caráter ritualístico.

A Umbanda é uma religião que trabalha, e atua no plano físico, através dos seus rituais litúrgicos, desde o acender de uma vela até aos pontos cantados, riscados e etc... Ora, as vestimentas são, para nós, objetos litúrgicos, ou seja: instrumentos que nos levem ao sagrado, como é a capa do Exu, que simboliza seu poder de proteção e defesa e, ao mesmo tempo, é usada a sua contra parte etérica nos trabalhos do terreiro, neste mesmo mister. Sem dúvida, tudo isso dentro do discernimento e amparado pelo afã de, unicamente, realizar o culto umbandista da forma mais bela, simples e espiritualizante possível. Da mesma forma como um culto despido de qualquer aparato pode levar ao orgulho e à ilusão de ser mais espiritualizado que os outros, o culto com uso de indumentárias litúrgicas poderá levar os desavisados ao exagero, à fantasia, ao luxo e à vaidade. Tanto uma forma de culto quanto outra não pode ser medida pelo mau uso feito por aqueles que a praticam, e sim pelo cumprimento de suas finalidades específicas, a de levar os corações ao altar de Deus, única fonte de paz e alegria.

Seja qual for a forma de culto que se use, isso é de menos importância. O importante é sabermos se esta Casa está cumprindo sua missão de religação, se está proporcionando o encontro com Deus, por meio de Jesus e Seu Evangelho, ou está aprisionando a gurus, guias, filosofias ou espírito tal ou tal.

Diz o Caboclo Ventania de Aruanda que

O filósofo e o Preto Velho

 
  Certo dia, um filósofo adentra a uma tenda de umbanda e senta-se no banquinho de um preto velho. Sua intenção era questionar, investigar; enfim, experimentar.

Ao se sentar, o preto velho já sabia o que ele queria, mas mesmo assim saudou-o gentilmente e perguntou em que poderia ajudar. O filósofo respondeu:
_ Meu preto velho, na era da biotecnologia vemos os cientistas avançarem cada vez mais nas pesquisas referentes à manipulação do material genético humano. Além disso, estamos na era do multiculturalismo, de forma tal que a diversidade, inclusive no sentido intelectual, se faz cada vez mais presente. Pergunto eu: _ o que pode um preto velho dizer sobre assuntos de tamanha complexidade?
Preto Velho, com toda sua calma, respondeu gentilmente ao filósofo:
Misin fio, vós suncê (Sic) tem palavra bonita na boca, por causa de que tu és homem letrado (Sic). Nego véio cá, num estudou nem escrevinhou essas coisa. Mas daqui do meu cantinho, aonde os ventos de Aruanda tocam em meus ouvidos, recebo as notícias que vem da Terra. Vejo também com meus próprios olhos e presencio as lágrimas e sorrisos que brotam como flores e espinhos no âmago de meus filhos.
Vou dizer a vós suncê uma coisa. Esse bicho chamado “biotecnologia”, eu sei muito bem como funciona. Misin fio, [bio] vem do grego “bios” = vida. “Téchne” e “Logos” também vem do grego, fio. Logo, biotecnologia é o conhecimento sobre as práticas (manipulação) referentes à vida.
Assim sendo, nego véio é a favor de tudo que respeita a vida e que é usado para o bem. O bem, não só de si mesmo, mas da humanidade. Uma faca pode ser uma ferramenta de cozinha e ajudar a preparar um alimento. No entanto, a mesma faca pode ser uma arma a machucar alguém. Não é a ferramenta, mas sim o que se faz com ela que torna perigosa a humanidade.
Pasmo, o intelectual não sabia o que dizer, tamanha sua surpresa sobre tão sábias palavras. E não só isto, o conhecimento até sobre a origem das expressões que vem do grego, aquela humilde entidade possuía.
Por alguns segundos sentiu um misto de inveja e indignação, uma vez que pensou ser mais conhecedor sobre as coisas da vida que o Preto Velho. Daí então indagou:
_ Você acha que suas opiniões podem superar a luz da ciência? Este, respondeu:
_ Fio, o que nego véio fala, nego véio comprova, pois este nego vivenciou. Caminhou na terra que vós suncê pisa hoje. Sorriu, chorou, se emocionou, amou. Conviveu com homens de bem e também com homens do mal. Fez suas escolhas e por isso é hoje um espírito guia. E só pude aqui chegar porque acertei na maioria das escolhas que fiz. Naquelas em que não acertei, tive que vivenciar novamente, até aprender. Assim como vós, na Terra.
Quanto aos estudos (risos), esse nego véio aqui não frequentou escola na última encarnação. Mas, das muitas encarnações que tive, eu estudei, me formei e, em algumas delas me doutorei. A medicina chinesa, a filosofia grega, a sabedoria hindu; tudo isso fez parte da minha evolução. Da matemática egípcia até os estudos astronômicos de Galileu pude aprender.
E depois de aprender tudo isso, sabe qual o maior ensinamento que obtive misin fio?!

sábado, 30 de julho de 2011

Batismo na Umbanda


É muito comum médiuns umbandistas serem batizados sem nenhum tipo de consciência sobre o que significa esse sacramento. Pais e Mães espirituais simplesmente batizam seus filhos sem ao menos perguntarem se é isso mesmo que eles desejam, sem ao menos prepararem ou explicarem o que significa esse ritual, assim como é comum vermos médiuns trabalhando há anos em seus terreiros com várias confirmações, mas sem terem sido batizados ou convertidos para a Umbanda, religião que comunga, ama e pela qual se dedica.

Nessas duas situações percebo a falta de atenção desses Pais e Mães espirituais que, talvez por falta de conhecimento ou por falta de tempo, deixam de lado esse importantíssimo e fundamental ritual para qualquer Ser, independente de religião. Aliás, o Batismo é o mais importante sacramento para qualquer religião, e isso é tão claro que percebemos com facilidade o quanto as religiões de forma geral incentivam, divulgam e trabalham em prol do batismo entre sua comunidade e seus fiéis, algumas inclusive chegam a exigir tal sacramento.


É fato que existe hoje em dia um movimento de valorização da Umbanda, mas será que as principais regras estão sendo cumpridas? Será que os fundamentos básicos e iniciais estão sendo preparados? Será que o Batismo ou a Conversão Religiosa, sacramentos fundamentais para todo Ser que dão “vida ao Espírito”, estão sendo realizados nos terreiros com total consciência, responsabilidade e beleza?

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Desenvolvimento mediúnico na Umbanda


Vamos falar um pouco sobre desenvolvimento, pois sabemos que este é um dos maiores problemas que encontramos dentro de muitas casas e muitos Zeladores permitem que tal procedimento aconteça ao Deus Dara, sem uma regra ou uma doutrina necessária para o futuro do médium, que vejo da seguinte forma:
--Vem a ser a base de todo trabalho resultante para o futuro de um médium e tem que haver um preparo minucioso para que o mesmo não se perca com suas próprias entidades. Tudo deve ter um começo, meio e fim.
Para nós o que realmente interessa é o começo! Imagine um alicerce mal construído, a base quebra e tudo desmorona, ou seja, os andares de cima não se ajustam à base e tudo vem a baixo.
Portanto, para nós o que interessa em nosso desenvolvimento é a nossa base, que é chamada de Entidade Chefe de nossa Coroa, seja ela um Caboclo ou um Preto velho.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Vício do álcool


PERGUNTA: No conceito dos habitantes de vossa esfera espiritual, o álcool é também considerado como um dos grandes malefícios da Terra?
RAMATIS: — Em nossa esfera espiritual não consideramos a indústria do álcool como um malefício, mas sim como incontestável benefício para o ser humano. O vosso mundo deve muitos favores ao álcool, pois é elemento de grande utilidade. Ele serve para a fabricação de xaropes, tintas e desinfetantes; move motores, alimenta fogões, ilumina habitações, higieniza as mãos, desinfeta as seringas hipodérmicas e as contusões infeccionadas; limpa os móveis e as roupas, extrai manchas e asseia objetos, destrói germens perigosos e enriquece os recursos da química do mundo.
Usado com parcimônia nos medicamentos, estimula o aparelho cardíaco, ajuda a filtração hepática e desobstrui as veias atacadas pelas gorduras, rios homens idosos. O abuso na sua ingestão é que merece censuras, pois avilta, deprime e mata, embora sejam fabricadas com ele as mais variadas bebidas que se apresentam com reclames pomposos.
O alcoólatra, seja o que se embriaga com o uísque caríssimo ou o que se entrega à cachaça pobre, não passa de um “caneco vivo”, pelo qual muitos espíritos desencarnados e viciados se esforçam para beber “etericamente” e aliviar a sua sede ardente de álcool. Muitas vezes o homem se rebela contra as vicissitudes da vida humana e por isso entrega-se à embriaguez constante, mas não sabe que as entidades astutas, das sombras, o seguem incessantemente, alimentando a esperança de torná-lo o seu recipiente vivo ou o seu tentáculo absorvente no mundo carnal.

PERGUNTA: Quer isso dizer que todos os beberrões desencarnados vivem à cata de “canecos vivos”, na Terra, para poderem saciar o seu vício; não é isso mesmo?

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Os gafanhotos e o mel de João Batista !?


 O Evangelho de Mateus (3.1-4) fala um pouco sobre João Batista, que recebeu de Deus a nobre incumbência de batizar homens e mulheres nas águas do rio Jordão para purificação dos pecados. A história desse último profeta do Antigo Testamento e primeiro apóstolo do Novo Testamento é, para mim, uma das mais singelas, especiais e interessantes da Bíblia. Explico por quê.

A história de João Batista não tem o mesmo peso biográfico ou volume de informações que a dos outros personagens bíblicos. No entanto, percebemos que os relatos sobre esse arauto de Deus na terra são altamente impactantes. Apresento algumas razões para afirmar isso:

A comercialização da fé


Quais são os limites éticos e morais para a exploração da mediunidade?

Foi programada para o mês de julho a estréia do remake da novela “O Astro”, na TV Globo, como parte das comemorações dos 60 anos da telenovela no Brasil. Nela, o protagonista, Herculano Quintanilha (vivido agora pelo ator Rodrigo Lombardi) utiliza seus poderes “paranormais” como forma de garantir seu sustento após oito anos na prisão. Entre seus dons, o personagem consegue mover objetos, advinhar pensamentos e até levitar.
Na mesma época da primeira versão de “O Astro”, estava no ar a novela “O profeta”, na extinta TV Tupi, que explorava ainda mais a questão da mediunidade do personagem principal, que também se valiada sua condição.
Deixando de lado a ficção, as histórias trazem à tona uma eterna discussão acerca dos dons extrafísicos:seria ético e moral utilizar a mediunidade como fonte de lucro? A mediunidade seria apenas uma habilidade, assim como qualquer aptidão para exercer uma profissão ou hobby, e poderia ser explorada para fins materiais?

terça-feira, 26 de julho de 2011

Saluba Nanã, Saluba!!!

De onde vem o mal de Alzheimer


O mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa crônica e irreversível que afeta de um modo geral as faculdades cognitivas do seu portador através de uma atrofia cerebral generalizada, da qual resulta uma morte lenta e progressiva das células neuronais.
Estudo conclusivo aponta a ingestão de carne e laticínios como origem da doença, antes suposta ser degenerativa.

Associado à degeneração dos neurônios, a doença de Alzheimer também pode ter ligação com a presença excessiva de um tipo de aminoácido, a homocisteína, no sangue. Embora pesquisas já tivessem sugerido essa relação, pela primeira vez um estudo conseguiu comprovar que, quanto maior o nível da proteína, mais chances a pessoa tem de desenvolver a doença.

A constatação é do hematologista Dimitri Zylberstein, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Google analytics