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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

OBRAS NO TRIÂNGULO DA FRATERNIDADE

Prezados irmãos planetários,

   Neste momento, ACONTECE no Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade, execução da obra de impermeabilização da laje dos 3 banheiros, 2 internos e 1 externo. Teremos telhado novo e calhas para coleta e canalização adequada da chuva no corredor - vão lateral - entre os banheiros e o terreiro. Este espaço será utilizado para "depósito" do lixo que produzimos - humano e litúrgico; como folhas, flores, resto de velas, etc, adequando-nos ao descarte do lixo produzido em conformidade com a atual legislação orgânica do município.

   Trata-se ainda da segunda etapa da obra no telhado que iniciou semana passada, pois refizemos todo o telhado velho do segundo piso, que estava seriamente danificado depois de uma chuva de granizo e com várias goteiras.

     Os recursos investidos à vista, entre material e mão de obra, ultrapassarão os R$ 8.000,00. O custeio que viabiliza a comissão de obras vêm de uma parte da mensalidade e de outra parte - principal - da venda da Livraria do Triângulo - bazar e livros.

  Em breve estaremos pintando a casa, corredores e banheiros internos.

    Contamos com a conscientização de todos no uso e preservação pró ativa dos bens materiais coletivos, pois sem eles não poderíamos fazer a caridade através da mediunidade.

COMISSÃO DE OBRAS

GRUPO DE UMBANDA TRIÂNGULO DA FRATERNIDADE




domingo, 2 de agosto de 2015

RAÍZES DO CULTO AOS ORIXÁS – PRECONCEITO E PSEUDO SUPERIORIDADE RACIAL.


    
Por Norberto Peixoto. 

    Tenho verificado que o pior preconceito é o velado, o dissimulado, àquele que não se mostra. Por dentro da Umbanda, sendo o que vivencio e posso falar, ainda existe sim, muito preconceito. Há os que preconizam uma Umbanda pura, e o esforço de busca desta pseudo pureza doutrinária é proporcional à exclusão de tudo que remete à África. Verifiquemos que as inteligências intelectuais históricas da Umbanda criaram orixás “novos”, foram buscar nos vedas e nas escrituras hebraicas – cabala – referências para explicar as raízes do culto aos orixás, desprezando a rica etnografia africana, especificamente nagô iorubana.
    Tivemos um marcante e histórico recorte etnográfico inicial com o trabalho de Nina Rodrigues, no inicio do século passado, O ANIMISMO FETICHISTA DOS NEGROS BAIANOS, que embora preconceituoso, pois absorve o conceito de superioridade de raças vigente na Europa e decorrente do iluminismo francês, ao qual por sinal, o próprio Allan Kardec bebeu na fonte, tendo escrito um artigo a respeito na revista espírita A IMPERFECTIBILIDADE DA RAÇA NEGRA, que diz que os espíritos atrasados reencarnariam em corpos africanos e chineses - uma “mancada” pessoal de Allan Kardec que não foi abalizada pelos espíritos da codificação e assim não desmerece sua importante obra -, é válida a pesquisa de campo de Nina Rodrigues, sendo o marco inicial do estudo antropológico das religiões africanas no Brasil.  
    No Brasil, conforme Nina Rodrigues em seu segundo estudo etnográfico OS AFRICANOS NO BRASIL, o culto foi “unificado” e centralizado num mesmo espaço sagrado. Ou seja, os orixás principais são cultuados num mesmo espaço e tempo, num mesmo rito, que é único por não existir igual em África. Todavia, a descentralização de poder, cada sacerdote é totalmente independente, causou um enfraquecimento ético e moral em muitos casos, especialmente logo após a abolição da escravatura, conforme este autor. Assim tivemos uma prevalência da rica cosmogonia nagô iorubana, e quando falamos em orixás bebemos inexoravelmente nesta fonte, mesmo com todas as  absorções e reinterpretações que houveram na diáspora africana no Brasil, o culto aos orixás se mantém vivo e pujante em nossa pátria como em nenhuma outra no planeta. Há que se considerar que originalmente o culto aos orixás era “fragmentado”, cada cidade ou comunidade cultuava um orixá. Havia um poder central organizador e disciplinador, uma confraria – espécie de maçonaria – de babalaôs que ordenava e “fiscalizava” os aspectos éticos e morais do culto.
    Acredito fielmente que na atualidade estejamos vivenciando um forte impulso de retomada ética e moral do culto aos orixás no Brasil, independente de denominação religiosa e de diferenças rituais, observo um crescimento da ética – Sabedoria de Ifá -, dos antigos babalaôs, que robustece a religiosidade com os orixás. Sem dúvida, o Brasil é o maior país “africano” de culto aos orixás, pois em terras africanas os muçulmanos e católicos reduziram significativamente o culto, num processo de aculturação e domínio catequista perverso.
    Infelizmente, temos muito ainda a melhorarmos no tocante ao preconceito, pois sabemos que é muito forte ainda o ideal de raça superior, que está impregnado no imaginário coletivo, a ponto de idealizarmos raças extraterrestres evoluídas, brancas, de cabelos loiros e olhos azuis.
    Espero com este pequeno artigo ter contribuído para a reflexão sobre as raízes de origem do culto aos orixás, independente de denominações religiosas.     

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A PRÁTICA ISOLADA DO TRANSE MEDIÚNICO FORA DO TERREIRO.


       Fico triste quando observo os dramas vívidos por pessoas de boa fé, mas de pouco ou quase nenhum conhecimento sobre os mecanismos da mediunidade, por falta de leitura ou pesquisa edificante, e que se arvoram nas práticas da fenomenologia do transe quase sempre induzidos a realizarem incorporações particulares, fora do ambiente do terreiro, por um familiar ou "amigo" desavisado, sob o pretexto da "caridade", caridade esta que normalmente visa questões ingênuas, curiosidades frívolas ou questões sem nenhuma urgência. A prática isolada do transe, fora do ambiente preparado espiritualmente e com direção espiritual para tanto, expõe o médium e o consulente as possibilidades malévolas de espíritos mentirosos, enganadores e até mesmo obsessores astrais. O fato é lastimável porque além de contaminar a aura do medianeiro e o ambiente doméstico onde é praticado, pode causar constrangimentos de grande monta, visto que raramente o transe se dá de maneira completa podendo deixar o médium a mercê de suas próprias opiniões. O mais dramático é que normalmente o médium é induzido a tanto tocado na vaidade com insistências do tipo: "seu guia é lindo e poderoso", ou ainda, "você já nasceu pronto e não precisa dar satisfações a ninguém para fazer a caridade". Enfim, estas questões são cada dia mais corriqueiras e trazem consequências que na maioria das vezes são de difíceis soluções, atingindo quase sempre o sistema neurológico e psíquico do praticante. Em questão de espiritualidade é preciso disciplina, orientação e responsabilidade pessoal, além da necessidade de "testar os espíritos para ver se são de Deus", pois as aparências enganam e trazem efeitos terríveis. Em outras palavras, médium coerente e com conhecimento de causa NÃO faz incorporação particular a domicílio, mas sim indica o necessitado para um sessão no ambiente correto que é a casa de religião...asé.

Pai Mozart de Iemanjá.

sábado, 11 de julho de 2015

ANIVERSÁRIO DO GRUPO DE UMBANDA TRIÂNGULO DA FRATERNIDADE


CONVIDAMOS A TODOS PARA PARTICIPAREM DA NOSSA SESSÃO FESTIVA, ALUSIVA AO ANIVERSÁRIO DE 23 ANOS DE FUNDAÇÃO DO GRUPO DE UMBANDA TRIÂNGULO DA FRATERNIDADE, A REALIZAR-SE NO PRÓXIMO SÁBADO, DIA 18 DE JULHO DE 2015, COM A SEGUINTE PROGRAMAÇÃO:

18 H E 00 MIN - ABERTURA DO PORTÃO 

19H E OO MIN - LANÇAMENTO DVD CANTEI VITÓRIA EM 7 LINHAS / APRESENTAÇÃO OGAN RONGALI - ESCOLA DE CURIMBA CABOCLO GIRASSOL - TAUBATÉ - SP.

20 H E 00 MIN - TOQUE E LOUVAÇÃO AOS CABOCLOS COM PASSES
                        SESSÃO DE CARIDADE PÚBLICA

21 H E 00 MIN - ENCERRAMENTO 

IMPORTANTE:
- NÃO TEREMOS SESSÃO PÚBLICA NA SEXTA, DIA 17 DE JULHO DE 2015.   

quinta-feira, 2 de julho de 2015

ASSENTAMENTO VIBRATÓRIO DE ORIXÁ

        Um assentamento vibratório não “prende” e muito menos “assenta” um Orixá, que é uma irradiação divina, cósmica e livre. Todavia, representa apenas a ligação vibracional entre dois espaços dimensionais que convivem lado a lado, o físico e o espiritual. É uma espécie de ponte ou portal entre dois planos de existência, abrindo canais de comunicação em que nossas mentes criam e potencializam energias o tempo todo. Em verdade, não existe separatividade na religião de Umbanda, mas um simbolismo significativo para traduzir a ininterrupta e contínua união entre o mundo espiritual e o material, sendo este último consequência do primeiro. Um assentamento vibratório é um centro ou ponto focal de poderosa influência magnética. O valor intrínseco de um assentamento vibratório de Orixá não está só na sua existência como instrumento ritualístico, mas, acima de tudo, no que ele representa: uma manifestação de fé, um elemento de ligação metafísica e um potente concentrador e dinamizador energético.

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