Neste momento, ACONTECE no
Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade, execução da obra de
impermeabilização da laje dos 3 banheiros, 2 internos e 1 externo. Teremos
telhado novo e calhas para coleta e canalização adequada da chuva no corredor -
vão lateral - entre os banheiros e o terreiro. Este espaço será utilizado para
"depósito" do lixo que produzimos - humano e litúrgico; como folhas,
flores, resto de velas, etc, adequando-nos ao descarte do lixo produzido em
conformidade com a atual legislação orgânica do município.
Trata-se ainda da segunda
etapa da obra no telhado que iniciou semana passada, pois refizemos todo o
telhado velho do segundo piso, que estava seriamente danificado depois de uma
chuva de granizo e com várias goteiras.
Os recursos investidos à
vista, entre material e mão de obra, ultrapassarão os R$ 8.000,00. O custeio
que viabiliza a comissão de obras vêm de uma parte da mensalidade e de outra
parte - principal - da venda da Livraria do Triângulo - bazar e livros.
Em breve estaremos
pintando a casa, corredores e banheiros internos.
Contamos com a
conscientização de todos no uso e preservação pró ativa dos bens materiais
coletivos, pois sem eles não poderíamos fazer a caridade através da mediunidade.
Tenho verificado que o pior
preconceito é o velado, o dissimulado, àquele que não se mostra. Por dentro da
Umbanda, sendo o que vivencio e posso falar, ainda existe sim, muito preconceito.
Há os que preconizam uma Umbanda pura, e o esforço de busca desta pseudo pureza
doutrinária é proporcional à exclusão de tudo que remete à África. Verifiquemos
que as inteligências intelectuais históricas da Umbanda criaram orixás “novos”,
foram buscar nos vedas e nas escrituras hebraicas – cabala – referências para
explicar as raízes do culto aos orixás, desprezando a rica etnografia africana,
especificamente nagô iorubana.
Tivemos um marcante e
histórico recorte etnográfico inicial com o trabalho de Nina Rodrigues, no
inicio do século passado, O ANIMISMO FETICHISTA DOS NEGROS BAIANOS, que embora
preconceituoso, pois absorve o conceito de superioridade de raças vigente na
Europa e decorrente do iluminismo francês, ao qual por sinal, o próprio Allan
Kardec bebeu na fonte, tendo escrito um artigo a respeito na revista espírita A
IMPERFECTIBILIDADE DA RAÇA NEGRA, que diz que os espíritos atrasados reencarnariam
em corpos africanos e chineses - uma “mancada” pessoal de Allan Kardec que não foi
abalizada pelos espíritos da codificação e assim não desmerece sua importante
obra -, é válida a pesquisa de campo de Nina Rodrigues, sendo o marco inicial
do estudo antropológico das religiões africanas no Brasil.
No Brasil, conforme Nina
Rodrigues em seu segundo estudo etnográfico OS AFRICANOS NO BRASIL, o culto foi
“unificado” e centralizado num mesmo espaço sagrado. Ou seja, os orixás
principais são cultuados num mesmo espaço e tempo, num mesmo rito, que é único por
não existir igual em África. Todavia, a descentralização de poder, cada
sacerdote é totalmente independente, causou um enfraquecimento ético e moral em
muitos casos, especialmente logo após a abolição da escravatura, conforme este
autor. Assim tivemos uma prevalência da rica cosmogonia nagô iorubana, e quando
falamos em orixás bebemos inexoravelmente nesta fonte, mesmo com todas as absorções e reinterpretações que houveram na
diáspora africana no Brasil, o culto aos orixás se mantém vivo e pujante em
nossa pátria como em nenhuma outra no planeta. Há que se considerar que originalmente o culto aos orixás era “fragmentado”, cada cidade ou comunidade
cultuava um orixá. Havia um poder central organizador e disciplinador, uma
confraria – espécie de maçonaria – de babalaôs que ordenava e “fiscalizava” os
aspectos éticos e morais do culto.
Acredito fielmente que na
atualidade estejamos vivenciando um forte impulso de retomada ética e moral do
culto aos orixás no Brasil, independente de denominação religiosa e de diferenças
rituais, observo um crescimento da ética – Sabedoria de Ifá -, dos antigos
babalaôs, que robustece a religiosidade com os orixás. Sem dúvida, o Brasil é o
maior país “africano” de culto aos orixás, pois em terras africanas os
muçulmanos e católicos reduziram significativamente o culto, num processo de
aculturação e domínio catequista perverso.
Infelizmente, temos muito ainda
a melhorarmos no tocante ao preconceito, pois sabemos que é muito forte ainda o
ideal de raça superior, que está impregnado no imaginário coletivo, a ponto de
idealizarmos raças extraterrestres evoluídas, brancas, de cabelos loiros e
olhos azuis.
Espero com este pequeno
artigo ter contribuído para a reflexão sobre as raízes de origem do culto aos
orixás, independente de denominações religiosas.
Fico triste quando observo
os dramas vívidos por pessoas de boa fé, mas de pouco ou quase nenhum
conhecimento sobre os mecanismos da mediunidade, por falta de leitura ou
pesquisa edificante, e que se arvoram nas práticas da fenomenologia do transe
quase sempre induzidos a realizarem incorporações particulares, fora do
ambiente do terreiro, por um familiar ou "amigo" desavisado, sob o
pretexto da "caridade", caridade esta que normalmente visa questões
ingênuas, curiosidades frívolas ou questões sem nenhuma urgência. A prática
isolada do transe, fora do ambiente preparado espiritualmente e com direção
espiritual para tanto, expõe o médium e o consulente as possibilidades
malévolas de espíritos mentirosos, enganadores e até mesmo obsessores astrais.
O fato é lastimável porque além de contaminar a aura do medianeiro e o ambiente
doméstico onde é praticado, pode causar constrangimentos de grande monta, visto
que raramente o transe se dá de maneira completa podendo deixar o médium a
mercê de suas próprias opiniões. O mais dramático é que normalmente o médium é
induzido a tanto tocado na vaidade com insistências do tipo: "seu guia é
lindo e poderoso", ou ainda, "você já nasceu pronto e não precisa dar
satisfações a ninguém para fazer a caridade". Enfim, estas questões são
cada dia mais corriqueiras e trazem consequências que na maioria das vezes são
de difíceis soluções, atingindo quase sempre o sistema neurológico e psíquico
do praticante. Em questão de espiritualidade é preciso disciplina, orientação e
responsabilidade pessoal, além da necessidade de "testar os espíritos para
ver se são de Deus", pois as aparências enganam e trazem efeitos
terríveis. Em outras palavras, médium coerente e com conhecimento de causa NÃO
faz incorporação particular a domicílio, mas sim indica o necessitado para um
sessão no ambiente correto que é a casa de religião...asé.
CONVIDAMOS A TODOS PARA PARTICIPAREM DA NOSSA SESSÃO FESTIVA, ALUSIVA AO ANIVERSÁRIO DE 23 ANOS DE FUNDAÇÃO DO GRUPO DE UMBANDA TRIÂNGULO DA FRATERNIDADE, A REALIZAR-SE NO PRÓXIMO SÁBADO, DIA 18 DE JULHO DE 2015, COM A SEGUINTE PROGRAMAÇÃO:
18 H E 00 MIN - ABERTURA DO PORTÃO 19H E OO MIN - LANÇAMENTO DVD CANTEI VITÓRIA EM 7 LINHAS / APRESENTAÇÃO OGAN RONGALI - ESCOLA DE CURIMBA CABOCLO GIRASSOL - TAUBATÉ - SP. 20 H E 00 MIN - TOQUE E LOUVAÇÃO AOS CABOCLOS COM PASSES SESSÃO DE CARIDADE PÚBLICA 21 H E 00 MIN - ENCERRAMENTO IMPORTANTE: - NÃO TEREMOS SESSÃO PÚBLICA NA SEXTA, DIA 17 DE JULHO DE 2015.
Um assentamento vibratório não “prende” e muito menos “assenta” um Orixá, que é uma irradiação divina, cósmica e livre. Todavia, representa apenas a ligação vibracional entre dois espaços dimensionais que convivem lado a lado, o físico e o espiritual. É uma espécie de ponte ou portal entre dois planos de existência, abrindo canais de comunicação em que nossas mentes criam e potencializam energias o tempo todo. Em verdade, não existe separatividade na religião de Umbanda, mas um simbolismo significativo para traduzir a ininterrupta e contínua união entre o mundo espiritual e o material, sendo este último consequência do primeiro. Um assentamento vibratório é um centro ou ponto focal de poderosa influência magnética. O valor intrínseco de um assentamento vibratório de Orixá não está só na sua existência como instrumento ritualístico, mas, acima de tudo, no que ele representa: uma manifestação de fé, um elemento de ligação metafísica e um potente concentrador e dinamizador energético.