Corria o ano de 1920.
Interior de uma cidadezinha do interior do
estado do Rio Grande do Sul.
Imigrantes, alemães, sírio-libaneses,
italianos, turcos, franceses. Uma verdadeira babilônia de línguas, vários
dialetos, difícil de entender. Mas a linguagem dos gestos, repetidos
incansavelmente e a boa vontade ajudavam a quebrar o gelo e eles conseguiram o
milagre da boa convivência.
Vindos para o Brasil em busca de uma vida
melhor, porque na Europa havia-se instalado a recessão econômica, a falta de
emprego e a fome. Sonhavam em plantar, produzir, alimentar as famílias e
principalmente fugir dos horrores da guerra. Entretanto muito destes homens
jamais chegara perto de uma lavoura, eram pintores, engenheiros, operários da
indústria e do comércio, mas vieram cheios de sonhos com a terra da fartura.
Foi assim que Francesca, de origem alemã,
vinda com a família da Floresta Negra (Bavária), cujo pai era pintor de quadros
famoso, com uma sala com suas obras expostas no museu desta cidade, conheceu
Armandinho um turco, manhoso, moreno, bonitão.