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sexta-feira, 29 de março de 2013

O culto aos Orixás na Umbanda.

O culto aos Orixás e a vivência do transe de possessão anímico-mediúnico  na Umbanda, como fatores de predisposição a saúde física e espiritual.

    

Iansã - Orixá da tecnologia e inovação.

Divulgação do canal de vídeos do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade. Entendemos que a tecnologia e inovação, atributos do Orixá Iansã, associam-se a divulgação do conhecimento - Oxossi. A partir desta data todos nossos vídeos serão publicados em HD, com melhor qualidade de imagem e som. Inscreva-se em nosso canal e fique por dentro sempre que realizarmos um novo upload - publicação de vídeo. 

 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Médiuns novatos - o causo de Gigi.

         Gigi nasceu rechonchuda, cabelos negros, fartos e encaracolados. Linda e rosada, pulmões tão saudáveis que quando estava com fome,  todo andar  destinado a maternidade  ficava sabendo.  Após a saída do hospital, necessitou cuidados rebobrados, apesar de ser saudável,  entretanto  berrava noite e dia o que deixava sua mãe enlouquecida . Médicos foram consultados e a criaturinha não tinha nada demais, a não ser coisinhas comuns na vida de um bebê como dor de barriga, adaptação a alimentação, fome, mais todos os “ites”, que afetam todas as criancinhas. Ninguém descobria porque a danada da garota berrava tanto. Algumas vezes estava tranquila e faceira e repentinamente abria o berro sem causa aparente. A mãe tinha umas olheiras de dar inveja a qualquer um. Quando limpava a casa, a fofa estava no colo. Quando cozinhava eram as mãos nas panelas e o pé balançando o carrinho, porque se não lá vinha berreiro. Nossa Senhora dos Desesperados e das mães estribuchadas, nem benzendo com a Sinhá Mariquinha, levando na casa de religião dos compadres, entregando o causo para o Padre Tibira, que já queria fazer um exorcismo, porque na missa do domingo a criatura berrava o tempo todo, atrapalhando a concentração dos fiéis.

               Mas o tempo passou, entre benzeduras, passes, água benta jogada na cabeça, ramos de arruda debaixo da cama, misturados com camomila e uma enorme figa pendurada no berço. Tesoura aberta para cortar os maus sonhos e energias negativas. E a danada se criou  esperta e faceira, porém de vez em quando sem mais nem menos botava os pulmões pra fora de tanto berrar, ficando cor de beringela. Soluços e lágrimas sentidas. A mãe chorava junto porque não sabia o que fazer. A irmã mais velha, com 8 (oito) anos ajudava como podia para distrair a pequena, que tomada de gana, enchia a coitada de dentadas, quando não batia a cabeça na guarda do berço, no chão, na parede, onde fosse mais acessível no momento.

               Um belo dia, véspera do aniversário de 6(seis) anos da menina, estavam reunidas as tias e primas ajudando a preparer os quitutes, quando ela que brincava distraída olhou para a  avó, que cuidava das crianças e disse tranquila : - Vovó o Tio Lico chegou! A avó levou um baita susto e ficou branca, perguntando:  - Tem certeza? Como sabe que é ele? Porque o Tio Lico, havia desencarnado num acidente antes da menina nascer, portanto ela não o conhecia.  Repetiu a pergunta tremendo: - Gigi, como sabe que é ele?   E ela com naturalidade respondeu : -Porque ele está dizendo. E veio me desejar feliz aniverário.  Pânico instalado,  as mulheres apavoradas. O que fazer com esta criança? E depois do fato Gigi não mais parou. Via o que não queria, ouvia o que não gostaria de ouvir. Gritava feito doida e deixava os pais mais doidos ainda.  A menina cresceu e aos 11(onze) anos acompanhava a mãe em uma casa de caridade para estudar e aprender a  lidar com o fato. Era a mascote da casa  e quando estavam em trabalho a pequena ajudava na biblioteca  acompanhada pela pessoa responsável. De tanto ouvir falar sobre espíritos, reencarnação, a danadinha passou  a  pedir explicações para os pais que muitas vezes se viam encurralados  para explicar de acordo com as necessidades dela. A família passou a se empenhar e os acontecimentos tomaram um rumo  mais tranquilo para a casa. Eventualmente  ela acordava aos gritos, deixando todos em polvorosa.

terça-feira, 26 de março de 2013

Os orixás mitológicos não são espíritos individualizados

Pergunta: - Afinal, se o orixá não é uma entidade extra-corpórea, mas uma essência primordial e básica, energética e vibratória, que influencia o modo de ser e o destino de cada espírito, seja encarnado ou desencarnado, o que é que se incorpora no transe de possessão?
Ramatís: - O que se incorpora nos transes dos cultos aos orixás pode ser uma forma-pensamento (egrégoro) do orixá, que é plasmado e mantido pela ritualização frequente da mitologia (humanização) do orixá. Nesse caso, não tem consciência e atua como se fosse um robô com gestual, cores, sons, odores e movimentos semelhantes e propiciatórios à manipulação da energia do sítio vibratório e do reino da natu­reza do orixá em questão. A férrea uniformização litúrgica dos cultos mais conservadores das tradições antigas acaba forman­do e mantendo esses elementares energéticos, o que não deixa de ser positivo, sob o enfoque de fluidos benfeitores. Por outro lado, e agora causaremos polêmica, existem espíritos desencar­nados que pensam e acreditam serem os orixás cultuados como deuses. Tomam conta da mediunidade dos seus aparelhos e realmente incorporam, especialmente quando afrouxa a rígida pa­dronização ritualística junto ao neófito recém-iniciado no culto. É o que chamam de orixá individual - justificando o consenso vigente que cada filho de santo tem o seu orixá próprio, embora a mitologia seja comum e padronizada.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Os atabaques são sagrados



Pergunta – Se a mediunidade, em suas especificidades na Umbanda, é um processo natural, qual o motivo da percussão de atabaques, danças rituais e a entoação de cânticos?
PAI TOMÉ – Meu filho, contempla as rosas no jardim, como crescem. Quem de vós pode, com todos os cuidados, prolongar o ciclo de vida de uma flor sequer? Todavia, se não as regar, elas secarão, morrendo antes do tempo. Existe uma profunda afinidade entre a natureza, as coisas do espírito e a mediunidade. 
Os elementos de rito citados, quais sejam a percussão de atabaques, danças rituais e a entoação de cânticos, são regatos para o espírito do medianeiro, que o ajudam em sua floração espiritual. Podem ser considerados cuidados supérfluos pelos mais mentalistas, mas os seus ritmos e movimentos estão em harmonia com Deus. As danças rituais criam as condições ideais para essa catarse energética, havendo uma enorme interpenetração das vibrações dos Orixás rebaixadas pelos toques dos atabaques. Nesses momentos o campo eletromagnético do perispírito do médium fica aumentado em sua freqüência vibratória, facilitando a sintonia com o padrão de ondas mentais dos guias do lado de cá. Mantém-se por tempo adequado essa união de forças dos dois planos vibratórios com a entoação dos pontos cantados, ativando-se o emocional e acalmando o mental consciente do médium, que é “ocupado” pela mente dos espíritos mentores. A utilização desses elementos de rito não altera a estrutura da mediunidade, assim como a roseira que não é regada continua a ser a mesma, embora com rosas murchas e despetaladas.
Do livro "Aos Pés do Preto Velho".

Saúde espiritual - o Cristo curador.


        O processo cármico de drenação para a carne dos tóxicos circulantes no perispírito é acontecimento inabalável, que não pode ser desviado ou reduzido em sua marcha profilática. Se o próprio enfermo pudesse sublimar-se instantaneamente para um alto nível angélico, então, sim, lograria a urgente volatilização dos seus venenos astrais. De modo algum a cirurgia livra em definitivo o espírito enfermo do seu elemental mórbido e subvertido pelo mau uso no pretérito. A extirpação de qualquer órgão ou membro canceroso apenas retarda o fluxo da purgação ou então o suspende até ocorrer nova metástase na vida atual ou em outra oportunidade de expurgo na próxima encarnação. A quantidade de veneno ainda latente no perispírito aguarda somente novo ensejo favorável a fim de escoar-se outra vez para o corpo físico, cabendo a outro órgão próximo a sina cancerígena e o armazenamento do veneno restante em descenso. E muito natural que os encarnados se socorram de todos os meios para fugir de suas provas purificadoras e encarem a dor e o sofrimento de modo diametralmente oposto ao que na realidade hão de apreciar depois que desencarnarem. Enquanto deste lado fazemos votos para que os enfermos ou cancerosos se resignem o mais possível ante o sofrimento incauto, a fim de expurgarem a maior quantidade possível de venenos incrustados na sua vestimenta perispiritual, livrando-os mais breve das angústias das encarnações físicas, eles se desesperam ante a mais débil manifestação de qualquer dor!

Ramatís - Fisiologia da Alma.

domingo, 24 de março de 2013

Novidades em nosso canal de vídeos no Youtube.


Prezados irmãos planetários,

Informamos a todos que aderimos ao novo Layout e Design Gráfico do Youtube, conforme mudança havida no portal desde 13/03/13:



Logo estaremos também postando nossos vídeos em HD, melhorando significativamente a qualidade da imagem e som.

Inscrevam-se em nosso canal de vídeos e acompanhem nossas palestras, seminários e cursos. As aulas do estudo sistematizado na Umbanda que iniciam-se em 06/04 próximo estarão sendo filmadas e publicadas no mesmo dia.

Salve Iansã, Orixá co-regente de nosso axé, Orixá da tecnologia.

Façam uma visita e naveguem com as novas facilidades.

São 228 vídeos a sua disposição.

Saravá fraternal,

Norberto Peixoto.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Encostos - espíritos desocupados e mal intencionados.


Encosto é nome usado no meio espiritualista quando um espírito desencarnado, que vive à toa no astral, se aproxima do encarnado para sugar sua energia, seja ela boa ou ruim.

Esse espírito de má índole poderá ser mandado por alguém mal intencionado, trabalho feito, neste caso há um pagamento para o serviço “de prejudicar” o indivíduo, ou então, ele foi atraído, se achegou se sentiu bem aconchegado e ficou junto.

Ambos os casos, o espírito enconsta, literalmente, na aura do encarnado, usufruindo das energias que são movimentadas pelos chacras, passando a sugar essa energia, seja ela de teor benéfico ou nocivo.

Esta atração, muitas vezes inconsciente, proporcionada pelo encarnado passará a ser uma bela fonte de alimento para o espírito, se beneficiando numa ação de vampirismo, o máximo tempo possível. Ele sugará uma parte da luz própria do indivíduo, como também, a energia que move os sentimentos, pensamentos e emoções. Seria como o pulgão que suga a seiva da planta, tirando aos poucos a vitalidade ou, então, como verme num mamífero.
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