AFRAM - Associação Mundial das Fraternidades Ramatís, dando continuidade ao projeto "Mãos Unidas": Grupo de Estudos Ramatís e Núcleo Espírita Francisca Julia em visita ao Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade - Porto Alegre / RS.
sábado, 31 de maio de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Como a Umbanda se mantém? Pai Tomé.
PERGUNTA:
Observamos que os frequentadores do terreiro vem sempre pedir algo para si,
raro são os que vem doar, raríssimos os que atendem ao chamado da mediunidade
para serem ativos trabalhadores. Como a Umbanda se mantém?
PAI
TOMÉ:
Meus filhos amados, da nossa esfera de trabalho para a Terra, o terreiro é o
Espaço Sagrado onde se realiza a ligação vibratória entre os dois planos da
vida imortal. Os que nos procuram são como os viajantes exauridos que encontram
no caminho uma parada para descanso com fecundo poço d'água, no qual saciam a
sede imediata e enchem o cantil do bornal do espírito para continuarem a longa
caminhada. Contudo, lá fora na estrada da existência diária, são para com os
outros desertos áridos de individualismo, pela fixação mental do querer tudo
para si mesmos.
Reflitamos que é justo
pedir; entretanto, é preciso igualmente saber receber a água das dádivas
concedidas e redistribuí-las. Deus dá e é provedor sempre, igualmente a todos e
nada pede para Si. A própria natureza, moldada por Deus oferece-nos as mais
profundas lições neste sentido: a fonte recebe as águas e as espalhas em
regatos cristalinos; a árvore frutífera ganha o benefício da seiva e dá os
frutos curvando seus galhos para que os homens os alcancem; o mar forma as nuvens que fecundam a terra seca fazendo chover
pingos de vida, e as montanhas em suas formações rochosas amparam os vales
verdejantes. Somente os homens costumam receber e nada dar em troca.
Se a Umbanda dependesse tão somente das criaturas
de senso comum, que querem tudo da mediunidade para si próprias e quase nada realizam
de doação para os outros, muito menos como médiuns a favor da Lei Divina e
desta para a faina sofredora da humanidade, de há muito tempo o "poço" que mitiga a sede das almas teria
secado. A Umbanda se mantém pela
abundância inesgotável da Fonte Divina da Criação, provinda do amoroso Deus
Criador.
Psicografia médium Norberto Peixoto.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
DE “ADONDE QUE VÉVE OS MORTOS”...
- Dr. Inácio, alguns amigos dizem que se o senhor não fosse tão crítico em seus livros, eles poderiam vender bem mais do que vendem...
- Talvez, sim, pudessem vender mais do que vendem, mas, então, eu estaria vendendo com eles a minha própria consciência.
- Se, porventura, algo pudesse retificar em algum dos livros que, até o presente, o senhor escreveu e publicou, retificaria?...
- Nada, nem uma vírgula! A minha convicção em tudo o que escrevi é sempre, a cada dia, maior.
- Sequer abrandaria o seu estilo?...
- Mais ainda?! Caso viesse a fazê-lo, viraria “maria-mole”... Aliás, como doce, é muito gostoso, mas como estilo literário...
- A campanha contra os seus livros tem sido acirrada...
- A verdade sempre incomoda os... acomodados! Lamento o incomodo! Desculpem o mau jeito... na coluna dorsal de seu personalismo!...
- O senhor é proibido em muitas livrarias...
- Se algo eles tivessem escrito, teriam feito o mesmo com Sócrates e Jesus Cristo – portanto, estou em muito boa companhia, você não acha?! A um deram uma taça de cicuta, e ao Outro deram uma cruz... A mim, por enquanto, apenas censura – não mereci mais do que isto!...
- Dizem que o senhor é um espírito baixo...
- De fato, mas como é que um espírito tão baixo quanto sou pode perturbar a quem se coloca em patamar tão elevado?! Desconfio, portanto, que essa turma está no mesmo nível em que me encontro, ou seja: ao rés do chão, e... comendo pó!...
- O senhor sempre foi assim? Quer dizer: quando encarnado, o senhor era exatamente assim?...
- Eu vou pedir a Dorival Caymmi alguns de seus versos emprestados: “Eu nasci assim/ Eu cresci assim/ Eu sou mesmo assim/ Vou ser sempre assim...”
- Dizem que, quando encarnado, o seu estilo literário era outro...
- De fato. Acho que estou melhorando... Segundo o meu amigo revisor, Prof. Fausto De Vito, apenas continuo cometendo os mesmos erros de Português! Realmente, estou precisando estudar...
- O senhor se comunicaria por outro médium?
- Não tenha nada contra, não, mas, cá entre nós, eu custei amansar este cavalo... Agora que ele está manso de coçar, cheio de cicatrizes das esporadas que levou, e só relincha para me cumprimentar quando chego para subir em seu lombo e me deixar cavalgar como quero...
- Dizem que os seus livros são muito apreciados na Umbanda...
- Oxalá, meu Pai! Se eu souber que vou contrariar um pessoal aí, essa gente do Elitismo, eu arranjo uma bengala, acendo um cachimbo, pego uma dor na lombar, me curvo em 45 graus, sento num banquinho e aprendo a falar mizifio...
- Outros dizem que o senhor é um “câncer” no Espiritismo...
- Sim, eu dou muitas metástases! Além do mais, sendo do mês de julho, o meu signo é de Câncer... Dizia o já mais que desencarnado Omar Cardoso, que uma das qualidades do canceriano é a tenacidade! Talvez, no meu caso, seja mera coincidência...
- O que o senhor escreve é supervisionado pelo Dr. Odilon Fernandes, Irmão José, ou outro espírito?...
- Todos esses são muito bons amigos, dos quais, sinceramente, eu não sou digno de desatar as sandálias, mas quem me supervisiona é Jesus Cristo! O dia em que Ele me vetar, eu estou vetado! Enquanto isto não acontecer, sinto, mas muita gente vai ter que me aguentar!...
- Suas considerações finais.
- Em minhas considerações finais, vou evocar o espírito do grande humorista Chico Anysio: - “Eu sou aquele que vem do aquém do além, adonde que véve os mortos! Tomou, papudo? Não creu neu, se finouce. Minha vingança será malígrina!...”
Uberaba – MG, 26 de maio de 2014.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Refletindo o universalismo.
O Espiritismo é Jesus
ensinando
A Umbanda é Jesus
trabalhando
Pai Tomé
Os espíritos trabalhadores
na linha de Umbanda, designados de pretos velhos, nos repassam constantemente
uma lógica que infelizmente, nós encarnados ainda estamos demorando em
aplicar. Dizem eles, com sua maneira
peculiar e simples de expressão, que no “mundo dos mortos” não existe raça, cor
ou credo que diferencie as almas ou crie fronteiras, o que existe é o homem de
bem e o homem que desaprendeu de ser bom.
Baseado nisso, nos falam
das lágrimas que insistem em cair de seus olhos, pela arrogância dos homens e
de suas religiões que acabam se distanciando de Deus, pela pretensão de se
adonar d’Ele, impondo a “sua” verdade.
As religiões ou os credos em geral, ainda existem por necessidade de
nossos espíritos que se diferenciam na escala evolutiva, encontrando dentro de
cada uma delas a melhor adaptação de “religar-se” ao Criador. O que fica
desvalorizado aos olhos da Espiritualidade Superior é o combate que se trava
entre os homens por questões religiosas como se vivessem em eterna disputa,
chegando ao absurdo das ditas “guerras santas”. Como nos traduz o espírito
Ramatís, “o rótulo religioso não passa de uma experiência transitória em
determinada época do curso ascensional do espírito eterno.”
Também nos dizem os bons
espíritos, que o homem erra mais por ignorância do que por maldade, talvez por
isso ao cessar os tempos inquisitórios, jorram do mais alto através de vários
canais mediúnicos e por todos os cantos do planeta, muita informação vinda do
Alto nos forçando à evolução. E se hoje, por força do ambiente energético denso
da Terra não é mais possível a descida de Avatares entre nós, a bondade divina
nos presenteia com Allan Kardec, com Zélio Fernandino de Moraes, com Francisco
Cândido Xavier, além de outros espíritos iluminados, para retirar dos nossos
olhos, o véu de Isis. Mostrando de novo a humanidade terrena, aquilo que havia
sido roubado pelo interesse das religiões manipuladores, provam a imortalidade
da alma, a existência do mundo espiritual e a lei da reencarnação. Abrindo
novos horizontes através do concurso da mediunidade, que além de instruir
promove o socorro dos que ainda no além túmulo, ignoram sua condição de
espíritos imortais ou se aproveitam disso para dar continuidade às práticas
antifraternas de quando encarnados. O Espiritismo chegou para esclarecer e
caridosamente auxiliar. A Umbanda e sua
magia branca vem neutralizar as forças trevosas que insistem em conquistar a
humanidade através da manipulação negativa dos elementos.
Na religião Umbanda,
embora todo o ritual e simbologia usados, têm a parte filosófica, científica e
doutrinária, como no Espiritismo. Enquanto a Umbanda é mais ação, a Doutrina
dos Espíritos é totalmente mentalista, mas ambas promovem e priorizam a reforma
íntima dos seres, ensinando o bem viver para melhor morrer.
Ambas foram inseridas no
contexto do planeta num momento de extrema necessidade da humanidade, onde urge
a higienização dos ambientes etéricos e astrais do planeta azul, na separação
do joio e do trigo.
Diante deste contexto,
respeitando os preceitos e linhas de pensamento de cada uma, é inconcebível que
possa haver entre estas duas linhas – Espíritismo e Umbanda - qualquer espécie
de antagonismo ou preconceito. Inconcebível a intolerância com a fé alheia no
homem moderno pertencente a qualquer religião, uma vez que se supõe, seja ele
pensante e bem informado. Principalmente
nas linhas que se dizem cristãs, o exemplo do Mestre Jesus nos prova a todo
instante que só existe um caminho, uma verdade e uma vida. Por enquanto a humanidade percorre vários
caminhos em busca dessa verdade, mas chegará o dia em que o Universalismo será
pleno, então haverá um só rebanho para um só pastor.
E como acontece no “andar
de cima”, formaremos uma única corrente de trabalho, auxiliando a quem
necessita, mostrando que a ferramenta mediunidade tem um só objetivo: - a
caridade! Fora isso, tudo o mais fica por conta de nosso Ego.
Leni W.Saviscki
Dirigente do T.U.V.A
sábado, 24 de maio de 2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Programação das reencarnações.
Há leis, organizações, disciplina no Além Túmulo.
Portanto, todo o processo reencarnatório é estudado e programado pelos mentores
espirituais, em todos os seus detalhes: progenitores, constituição física e
mental, temperamentos.
São mobilizados todos os recursos possíveis para que o
espírito, ao retomar à matéria, tenha êxito em seu projeto de vida; inclusive,
com várias soluções secundárias. São programadas uma alternativa principal e
outras secundárias, de modo a ser a vida material mais útil para o
reencarnante. Mesmo os espíritos de consciência primária, que ainda são
incapazes de traçar os programas de suas vivências na matéria, dominados pelos
comportamentos decorrentes das forças coercitivas do instinto animal, são
conduzidos à encarnação obedecendo a certo esquema "coletivo" e
disciplinado pelos mestres da espiritualidade. Embora sejam, mais propriamente,
"arrastados" pela lei gravitacional, em direção ao ventre da mulher
terrena, os responsáveis por seus destinos na Terra vigiam-nos desde o seu
nascimento, crescimento e até os derradeiros minutos de sua vida orgânica. São
entidades que ainda renascem à luz da existência carnal entontecidos e
ignorantes de sua destinação espiritual em individualização no seio do Universo.
Ramatís - Sob a Luz do Espiritismo.
Ramatís - Sob a Luz do Espiritismo.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Fundamento dos atabaques e dos cânticos na Umbanda.
OS ATABAQUES SÃO SAGRADOS
Pergunta -- Se a mediunidade, em suas especificidades na Umbanda, é um processo natural, qual o motivo da percussão de atabaques, danças rituais e a entoação de cânticos?
PAI TOMÉ -- Meu filho, contempla as rosas no jardim, como crescem. Quem de vós pode, com todos os cuidados, prolongar o ciclo de vida de uma flor sequer? Todavia, se não as regar, elas secarão, morrendo antes do tempo. Existe uma profunda afinidade entre a natureza, as coisas do espírito e a mediunidade.
Os elementos de rito citados, quais sejam a percussão de atabaques, danças rituais e a entoação de cânticos, são regatos para o espírito do medianeiro, que o ajudam em sua floração espiritual. Podem ser considerados cuidados supérfluos pelos mais mentalistas, mas os seus ritmos e movimentos estão em harmonia com Deus. As danças rituais criam as condições ideais para essa catarse energética, havendo uma enorme interpenetração das vibrações dos Orixás rebaixadas pelos toques dos atabaques. Nesses momentos o campo eletromagnético do perispírito do médium fica aumentado em sua freqüência vibratória, facilitando a sintonia com o padrão de ondas mentais dos guias do lado de cá. Mantém-se por tempo adequado essa união de forças dos dois planos vibratórios com a entoação dos pontos cantados, ativando-se o emocional e acalmando o mental consciente do médium, que é "ocupado" pela mente dos espíritos mentores. A utilização desses elementos de rito não altera a estrutura da mediunidade, assim como a roseira que não é regada continua a ser a mesma, embora com rosas murchas e despetaladas.
Do livro "Aos Pés do Preto Velho".
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