Prezados
irmãos planetários, eu, Norberto Peixoto, estarei no próximo dia 03 de novembro
na 65º FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE: às 15 h no Auditório Barbosa Lessa, na
Rua dos Andradas nº 1223, num diálogo sobre Invocação dos Orixás nos trabalhos
de apometria e às 16 h e 30 min sessão de autógrafos dos livros Jardim dos
Orixás e o Transe Ritual na Umbanda. Axé, Saravá, Namastê!
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
O CRUZEIRO DAS ALMAS...
O CRUZEIRO
DAS ALMAS é um ponto de referência nos cemitérios para que velas sejam acesas
em lembrança e homenagem às pessoas que ali foram enterradas. Os devotos
desejam luz às almas e que elas sejam levadas a Deus. Os pretos velhos que
atuam neste campo de força são enviados divinos. Já venceram a escravidão da
consciência aos sentidos do corpo físico. São espíritos que interiorizam com
galhardia o “amar ao próximo como a ti mesmo”. Venceram as barreiras do egoísmo
em condições dificílimas na carne. São voltados para a coletividade e não têm
qualquer interesse pessoal em suas existências, a não ser servir a Deus e a
toda as criaturas.
In Umbanda
Pé no Chão
Ramatís -
Norberto Peixoto.
terça-feira, 10 de setembro de 2019
O MEDIUNISMO UMBANDISTA "SOFRERÁ" PROFUNDO IMPACTO.
Mensagem de
Pai Tomé
A FASE DA
MEDIUNIDADE SUPRACONSCIENTE
Os estados
mentais do homem, similarmente ao fogo que esquenta o ar e faz o balão subir,
tendem às alturas da percepção extrafísica. As sucessivas encarnações são como
achas de lenha colocadas na fogueira imposta aos corpos físicos em uma vida
material: frágil, transitória e impermanente. O atrito da consciência com o ego
“esquenta” o duelo entre o infinito e o finito, o espírito imortal e
mortalidade corpórea.
O
deslocamento da percepção mental para além das muralhas físicas é o balão que
sobe para dentro do ser, para as alturas do permanente estado mental de
autorrealização que é a essência do espírito reverberando no ser. O ar quente
de cada expiração encerra na Terra uma combustão que transforma a consciência,
rumo à religação com Deus.
Inevitavelmente,
a mediunidade consciente da era atual dará passagem à mediunidade supra
consciente no início do Terceiro Milênio. A expansão da consciência que
extravasa os estreitos limites dos sentidos ordinários rompe a barreira da
ignorância de quem realmente os homens são - assim como o condutor de um balão
enxerga panoramicamente além do limite dos muros do castelo que o aprisionava.
O castelo do
ego encarcera o ser nos desejos de ter bens e possuir a satisfação de seus
sentidos. Promete e dá riquezas, mas constrói barreiras à plenitude da visão
espiritual. Os “olhos” hipnotizados nas coisas do mundo são fuligem no
candeeiro do espírito – disse Jesus: “a candeia do corpo são os olhos; de sorte
que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; se, porém, os teus
olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso”.
O mediunismo
umbandista “sofrerá” profundo impacto. A Umbanda pelo seu universalismo, que
lhe dá flexibilidade, fará com que de fato se perceba a unidade na diversidade:
a Luz de um só Deus que contrasta entre sombras e trevas da existência terrena.
O Supremo tem muitos nomes e formas simbólicas. Todavia, a luz que ilumina este
diversificado mosaico é uma só. As religiões se expressaram na Terra de acordo
com os ciclos de tempo necessários à compreensão das massas humanas, em locais
diferentes da geografia planetária.
A primeira
fase da Umbanda exaltou as manifestações espontâneas inconscientes, fenomenais,
de muitas curas físicas. Chamou-se a atenção com as trombetas, escudos e
espadas de Ogum, abrindo-se o caminho e ceifando-se a incredulidade vigente.
A segunda
fase da Umbanda foi de expansão, com médiuns manifestados de caboclo e pai
velho aqui e acolá, neste imenso Brasil, nos mais variados rincões, cozinhas e
garagens. Não foi unicamente o Caboclo das Sete Encruzilhadas desde o seu
início, mas uma plêiade de preparadas entidades que desceram a Terra – uma
parte encarnando antes e depois do advento do Caboclo para serem médiuns
receptores da outra parte que ficou no Astral, os Guias que solidificariam a nascente
Luz Divina entre os homens, como sementes jogadas no campo fértil pela mão do
semeador cósmico.
A terceira
fase da Umbanda, ainda vigente e no seu final, deu prevalência à mediunidade
consciente. O transe e os estados alterados e superiores de consciência são
vivenciados com parcial ou plena recordação ao final. Milhares de jovens
médiuns conscientes batem às portas dos terreiros pedindo abrigo, reforçam e
renovam a religião. Assim como as ondas desconstroem os castelos de areia à
beira-mar, diluem-se tabus limitantes de uma falsa mediunidade inconsciente,
individualmente raríssima e episódica na presente data, sem continuidade de
expressão coletiva.
A luz e o
calor do Sol abrasam as poças d’água e as fazem evaporarem após a chuva.
Similarmente, em breve e avassaladoramente, no máximo em até trinta anos, não
haverá mais nenhum médium encarnado com “resíduos” psíquicos de mediunidade
inconsciente nos transes.
Urge
reavaliarem-se posturas equivocadas, reverem-se a falta de veracidade,
liberarem-se de falsos dogmas e de tabus limitantes ainda vigentes por dentro
do movimento umbandista, que bloqueiam a educação da mediunidade neste início
de Terceiro Milênio. Educação que tem por finalidade precípua formar cidadãos
maduros e potencialmente espiritualizados e nunca deveria ter tido a intenção
de conceder “dons” e poderes magísticos para eleitos.
Umbanda é
ciência divina de autorrealização espiritual para liberar os seus adeptos e
simpatizantes das garras afiadas da paralisante ignorância de si mesmos.
Reestruturaremos
os métodos de educação mediúnica na Umbanda. A magia e o poder sobre os
elementos serão secundários e dispensáveis, pois são impermanentes. O poder do
espírito reflete a sua luz na consciência e a expande. Diminuir-se-á os egos e
o verdadeiro e real significado da Luz Divina será vitorioso.
Porque esta
é a vontade do Pai e todos os Santos e Mestres autorrealizados de todas as
tradições ao longo das eras cósmicas em todos os orbes a implantam.
Especialmente neste momento, a fazemos para a evolução da humanidade.
Que a
Estrela Polar os guie com as bênçãos das Santas Almas do Cruzeiro Divino.
Pai Tomé.
Refletiu a
Luz Divina
Com todo seu
esplendor
Vem do reino
de Oxalá
Aonde há paz
e amor
Luz que
refletiu na terra
Luz que
refletiu no mar
Luz que veio
de Aruanda
Para nos
iluminar
Umbanda é
paz e amor
Um mundo
cheio de Luz
É força que
nos dá vida
E a grandeza
nos conduz
Avante,
filhos de fé
Como a nossa
lei não há
Levando ao
mundo inteiro
A bandeira
de Oxalá
Levando ao
mundo inteiro
A bandeira
de Oxalá
Nota:
Mensagem, psicografada em 09 de setembro de 2019 pelo médium Norberto Peixoto,
no Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade, Porto Alegre – RS. Faz parte de
livro no prelo.
terça-feira, 27 de agosto de 2019
DIFICULDADES DOS GUIAS ESPIRITUAIS COM OS SEUS MÉDIUNS.
Nem sempre
os guias preveem qual seja o êxito e aproveitamento nas suas relações futuras
com os seus pupilos ou candidatos a médiuns em serviço espiritual na Terra.
Embora os medianeiros, em geral, "desçam" para a carne depois de
efetuar mil promessas de absoluto devota-mento ao serviço mediúnico na matéria
e renúncia às ilusões sedutoras e sensuais da vida física, são poucos os que
resistem às vicissitudes humanas ou dominam os prazeres deletérios. Alguns
tombam desamparados por falta de recursos econômicos; outros debilitam suas
forças espirituais arrasados pelas paixões viciosas; alguns desanimam diante da
tarefa mais simples; outros esgotam-se no trabalho desordenado.
Assim,
enfrentando todas as probabilidades hostis no labor espiritual junto à Terra,
os guias precisam estudar previamente o ambiente fluídico onde devem operar
através dos encarnados que lhes servirão de medianeiros. Analisam os fluidos
ambientais, as auras perispirituais e as correntes magnéticas que poderão
influir na receptividade mediúnica; investigam desde as amizades terrenas, e
quanto ao tipo dos espíritos desencarnados que poderão influir futuramente em
suas comunicações doutrinárias.
Malgrado
esse trabalho inteligente, exaustivo e cuidadoso, dos mentores desencarnados, o
programa espiritual em descenso para a matéria continua a sofrer os mais
variados tropeços, cuja maior porcentagem vai até ao fracasso, ante a
imperícia, a má vontade, a negligência, a vaidade e os interesses dos médiuns
esquecidos do seu compromisso pré-reencarnatório. A obra benfeitora ideada no
Espaço retarda-se na sua transferência para o mundo físico, pois, embora os
guias sejam argutos e inteligentes, nem por isso são oráculos infalíveis e
capazes de prever as fraquezas, a enfermidade, a rebeldia, o desânimo e a
desconfiança dos seus medianeiros futuros.
O trabalho
do bem, na Terra, ainda é duvidoso e imprevisível, pois além de laboratório
corretivo do espírito, trata-se de um planeta geologicamente instável e que se
sincroniza perfeitamente com a discórdia, o sensualismo, a cupidez, o egoísmo
e a crueldade dos seus habitantes.
Ramatís
In
Mediunismo
quarta-feira, 31 de julho de 2019
ALERTA DE RAMATÍS - espíritos presos no passado.
ALERTA
DE RAMATÍS
-
espíritos presos no passado.
Existem
muitos espíritos ainda "aprisionados" nas crenças e lendas das
tradições antigas, que influenciaram a formação das práticas mágicas do
mediunismo popular. São cultuados como divindades, reis e rainhas, alimentados
num processo ininterrupto de obrigações sacrificiais.
Se
forem abruptamente afastados e não receberem mais os alimentos sacrificiais,
sofrem séria degradação em seus corpos astrais, visto que estão habituados às
comidas votivas e plasma vital sanguíneo dos animais - dependendo da
intensidade do vício alimentado pelo éter primário do sangue dos sacrifícios, o
perispírito se degradará em contato com o magnetismo telúrico do planeta.
Nestes lamentáveis e tristonhos episódios, somente com a intervenção de espíritos
benfeitores seguida da imediata reencarnação em planetas inferiores, num voltar
a ser “homem da caverna”, tendo que caçar para comer, livram-se estes seres de
indescritíveis degradações de seus corpos espirituais.
Alimentam-se
tais espíritos dos eflúvios do plasma vital do sangue sacrificial. Tudo farão
para levar seus médiuns a cumprir as “obrigações” para alcançarem oferendas
renovadas, com ameaças veladas de punição, para sustentar a entidade
aprisionadora no ciclo de reposição fluídica – axé - que se repete
infinitamente. Se rompida a periodicidade das oferendas sacrificiais, envidarão
todos os esforços para que essas criaturas venham a sofrer toda a sorte de
irritações e conflitos, no trabalho, no lar, na família e entre amigos.
Ramatís
in Mediunidade de Terreiro
quinta-feira, 11 de julho de 2019
QUANDO O MÉDIUM SENTE-SE SUPERIOR.
UMBANDA -
QUANDO O MÉDIUM SENTE-SE SUPERIOR.
Por Norberto
Peixoto.
O que
poderia dizer ou escrever que pudesse ser aproveitado por todos que estão com
os pés no chão em um terreiro, para a comunidade umbandista - tantos que estão
vestindo o branco como médiuns?!
Pensando nos
anos que já passei como zelador desde a fundação do Triângulo e nas centenas de
giras de caridade que já realizamos, concluo que o grande obstáculo que
paralisa muitos médiuns é a jactância - àquele sentimento velado de
superioridade, um certo tipo de tédio, que vai se instalando em relação aos
irmãos de corrente e consulentes, de tanto escutar suas queixas, que anda de
mãos dadas com o orgulho e a vaidade, estabelecendo uma altivez e um senso de
superioridade irreal, um certo enfado e ar desmotivado. Obviamente que tal
situação já observei em espíritas, espiritualistas, pastores, padres, bispos,
teosofistas, budistas, maçons, rosacrucianos, apômetras,..., então atribuo este
estado psíquico inerente ao ser humano.
Mas como se
instala a jactância no médium umbandista?
O médium
sendo consciente, o que é o estado natural da mediunidade na atualidade, é
provável que ele caia num automatismo comodista e, inevitavelmente, nas suas
reflexões examine as consciências alheias, identificando os erros do próximo,
muitas vezes opinando em questões que não lhe diz respeito, indicando as
fraquezas dos semelhantes, educando os filhos dos vizinhos, reprovando as
deficiências dos companheiros, corrigindo os defeitos dos outros, aconselhando
o caminho reto a quem passa, receitando paciência a quem sofre, e segue resoluto
retificando os defeitos de quem o procura no centro umbandista, como se ele
fosse só perfeição.
Mas enquanto
o medianeiro se distrai orientando, se distância de si mesmo, e como aprendiz
que foge à verdade e à lição, agrava a situação enfatuando-se e sentindo-se
superior aos consulentes e irmãos de corrente, sempre incansáveis em seus
pedidos de ajuda, reclamações e tristezas.
Enquanto o
médium se ausentar do estudo das suas próprias necessidades e fragilidades que
fundamenta o indispensável processo de autoconhecimento e autorrealização,
esquecendo a aplicação dos princípios superiores que deve abraçar na fé viva
que é mero instrumento, cheio de defeitos e imperfeições e tão frágil e carente
quanto àqueles que o procuram, será simples cego do mundo interior relegado à
treva da ilusão. Nada estará realizando, pois locupleta-se em si mesmo e se
basta, achando que está fazendo uma grande obra, um palácio de realizações com
o passar dos anos. Muitos até se gabam do tempo de mediunidade e menosprezam os
mais novos.
Claro que a
experiência acumulada ao longo dos anos dá sabedoria ao medianeiro, mas ele não
deve sentir-se melhor a quem quer que seja, pois não sabemos o passado e a
idade sideral de cada um de nós. Ou você sabe qual a idade do teu espírito?
Despertemos
e vigiemos sempre.
Mantenhamos
nossas energias mais profundas para que os ensinamentos, instruções e consolos
que passamos na forma de orientações recebidas de nossos guias espirituais aos
consulentes não seja para nós médiuns uma bênção que passa, como é a dádiva e
misericórdia divina da mediunidade que nos foi concedida, em proveito à nossa
própria retificação pelo auxilio incondicional aos irmãos de caminhada que nos
procuram, porque o infortúnio maior de um médium e para a sua combalida alma eterna
é aquele que o infelicita quando a graça do Alto passa por ele em vão em toda
uma encarnação!
Nenhuma
valia tem um rito, seus elementos e liturgias, se o médium internamente não tem
a condição necessária de recebê-lo satisfatoriamente. A aplicação ritualística
externa é feita pelo sacerdote e seus assistentes, mas a ligação espiritual
interna é de cada médium. Se assim não acontecer, qualquer rito será um mero
PLACEBO RITUAL, inócuo e sem efeitos positivos.
É tarefa
primeira de um zelador espiritual vigiar e "correr gira" para que a
jactância mediúnica não se instale nele ou em sua corrente.
Reflitamos.
Paz, saúde,
força e união.’
NP.
*Jactância -
s.f. Ação, hábito de se gabar: falar com jactância. Arrogância, altivez.
segunda-feira, 8 de julho de 2019
PAI OMULU...
PAI OMULU, poderoso Orixá que levanta os caídos e faz os mortos renascerem para a vida imortal, livra-nos do mau olhado, da cólera e de todo pensamento ruim que os invejosos nos enviam. Que vossas palhas protejam-nos sempre dos maledicentes que nada realizam e só almejam ferir quem faz. Em teu nome rogamos, misericórdia a todos os que estão vivos mas morreram para as realizações em vida.
Atotô!!!
terça-feira, 4 de junho de 2019
ESCLARECIMENTOS DE RAMATÍS QUANTOS AOS SACRIFÍCIOS ANIMAIS NAS “UMBANDAS”.
ESCLARECIMENTOS
DE RAMATÍS QUANTOS AOS SACRIFÍCIOS ANIMAIS NAS “UMBANDAS”.
Excertos do
livro Umbanda Pé no Chão.
Pergunta:
Qual vossa opinião sobre o sacrifício de animais na Umbanda?
Ramatís: A
Umbanda não recorre aos sacrifícios de animais para assentamentos vibratórios
dos Orixás nem realiza ritos de iniciação para fortalecer o tônus mediúnico com
sangue. Não tem nessa prática, legítima de outros cultos, um dos seus recursos
de oferta às divindades. A fé é o principal fundamento religioso da Umbanda,
assim como em outras religiões. Suas oferendas diferenciam-se das demais por
serem isentas de sacrifícios animais, por preconizarem o amor universal e,
acima de tudo, o exercício da caridade como reverência e troca energética com
os Orixás e seus enviados (os guias espirituais). É incompatível ceifar uma
vida e, ao mesmo tempo, fazer a caridade, que é a essência do praticar amoroso
que norteia a Umbanda do Espaço. Toda oferenda deve ser um mecanismo
estimulador do respeito e união religiosa com o Divino, e daí com os espíritos
da natureza e os animais, almas-grupo que um dia encarnarão no ciclo hominal,
assim como já fostes animal encarnado em outras épocas.
Pergunta: E
quanto aos dirigentes de centros que sacrificam em nome da Umbanda?
Ramatís:
Reconhecemos que na mistura de ritos existentes, nem tanto nas práticas mágicas
populares, dado que templos iniciáticos vistosos matam veladamente para fazer o
“indispensável” ebó ou padê de “Exu”, se confundem o ser e o não ser
umbandista. Observai a essência da Luz Divina (fazer a caridade) e sabereis
separar o joio do trigo. Tal estado de coisas reflete a imaturidade e o despreparo
de alguns dirigentes que se iludem pela pressão de ter de oferecer o trabalho
“forte”. As exigências de quem paga o trabalho espiritual e quer resultados
“para ontem” acabam impondo um imediatismo que os conduz a adaptar ritos de
outros cultos aos seus terreiros. Na verdade, há uma enorme profusão de rituais
que é confusa, refletindo o estado da consciência coletiva e o sistema de troca
com o Além que viceja o “toma lá, dá cá”. Toda vez que um médium aplica um rito
em nome do Divino e sacrifica um animal, interfere num ciclo cósmico da
natureza universal, causando um desequilíbrio, pois interrompe artificialmente
o quantum de vida que o espírito ainda teria de ocupar no vaso carnal, direito
sagrado concedido pelo Pai. Pela Lei de Causa e Efeito, quanto maior seu
entendimento da evolução espiritual (que inexoravelmente é diferente da
compreensão do sacerdote tribal de antigamente), ambição pelo ganho financeiro,
vaidade e promoção pessoal, tanto maior será o carma a ser saldado, mesmo que
isso aparentemente não seja percebido no presente. Dia chegará em que tais
medianeiros terão de prestar contas aos verdadeiros e genuínos “zeladores” dos
sítios sagrados da natureza que “materializam” os Orixás aos Homens e
oportunizam os ciclos cósmicos da vida espiritual, ou melhor, as reencarnações
sucessivas das almas em seu orbe.
Pergunta:
Qual a diferença entre matar um animal nos ritos mágicos e utilizar esse mesmo
animal como alimento, visto que estaríamos interrompendo o mesmo quantum de
vida que o espírito ainda teria de ocupar no vaso carnal, direito sagrado
concedido pelo Pai?
Ramatís:
Muitos alimentam-se dos animais e sequer acreditam em reencarnação. A cada um é
dado o tempo necessário para a dilatação da consciência ante as verdades
espirituais. Quanto às equânimes leis cósmicas, a mortandade impessoal
automatizada nos frigoríficos modernos para saciar a fome animalesca de uma
coletividade insaciável difere do ato individual do sacerdote que mata e
orienta um agrupamento mediúnico. A responsabilidade do líder religioso é
enorme. Quanto mais beneficia-se da energia pelas vidas ceifadas dos irmãos
menores para prejudicar os outros em favor próprio, mais irá agravar sua
prestação de contas nos tribunais divinos. Não somos afeitos a estabelecer
sentenças, mas certamente a avaliação de quem sacrifica em nome do Sagrado, num
rito de determinado culto religioso em que ainda persistem usos e costumes por
questão de fé ancestral, será feita, caso a caso, por quem tem competência no
Astral superior. Os compromissos daqueles que extinguem uma vida num rito
mágico qualquer são proporcionais à consciência que o conhecimento propicia.
Quanto maior o saber, tanto mais dilatadas serão as consequências dos atos de
cada espírito, seja encarnado ou não.
Pergunta:
Qual sua opinião sobre o fato de alguns dirigentes proibirem médiuns carnívoros
de trabalhar em seus centros?
Ramatís: É
importante considerar que quando você julga verticalmente o ato do próximo,
indicando defeitos e sentenciando o que é certo ou errado na conduta alheia,
deixa seu candeeiro embaixo da goteira. As determinações sectárias de alguns
dirigentes espirituais encarnados, proibindo médiuns carnívoros de trabalhar, é
qual gotejamento que “apaga” a tênue luz crística que existe em vocês, uma vez
que a imposição dessa falsa igualdade não conscientiza amorosamente, e sim
exercita horizontalmente o orgulho de considerar-se melhor, mais evoluído e
superior ao outro.
Pergunta:
Percebemos que várias lideranças umbandistas aceitam os sacrifícios animais e a
cobrança para angariar simpáticos ao seu modelo de Umbanda. Como interpretar
isso?
Ramatís: A
sede de poder e a disputa ensandecida de domínio perante a comunidade
umbandista, ainda entontecida pela difusão de fundamentos jogados diuturnamente
nas mais diversas formas de mídia que disfarçam no Sagrado a venalidade de
certos sacerdotes, imperam nessas lideranças, que travam verdadeira guerra para
impor seu modelo teológico. Assim, persistem numa busca ferrenha de adeptos
para ter o rebanho maior, qual pastor que pula seu cercado para pegar as
ovelhas do vizinho. Não importa se o do lado cobra, raspa, corta e mata. O que
vale é aumentar os adeptos, qual “guru” de outrora que impressionava as
multidões ao amansar tigres e cobras. Lembrem-se de que quanto maior a inteligência
e a consciência, maior pode ser a ambição. Aos que muito sabem e ambicionam,
muito será cobrado pelos Orixás.
quinta-feira, 30 de maio de 2019
Umbanda Pé no Chão - Nova Edição.
Umbanda Pé no Chão - Ramatís - é um clássico da literatura
umbandista. Esta edição, ampliada e revisada, nos chega com mais clareza e
profundidade. Novos temas são abordados, como a descrição das pedras – cristais
– por Orixás, utilizadas nos assentamentos vibratórios, altares, tronqueiras
como dinamizadoras energéticas nos trabalhos de cura; a estrutura astral do
movimento umbandista, as formas de apresentação dos espíritos, as linhas de
trabalho, as firmezas, o cruzeiro das almas, a música sacra de terreiro, os
preceitos, as consagrações.
Ramatís elucida ainda a estrutura energética do
homem e a regência dos Orixás, correlacionando-as com os preceitos de firmeza
mediúnica e os transes nos terreiros; a função central de Exu na desobsessão e
“quebra” de feitiços e demandas; a magia que fundamenta a utilização dos
elementos rituais nas sessões umbandistas de caridade.
Sem dúvida, este livro é um consagrado guia
de estudos para todos: médiuns, adeptos e simpatizantes da Luz Divina e da
genuína Umbanda.
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