sábado, 11 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
O rosário dos pretos velhos
Ecoou
um canto vindo de longe
Num
lindo dia uma luz do céu brilhou
Morando no
Rio de Janeiro, no bairro da Pavuna, por volta de sete anos de idade acudiu-me
uma terrível urticária por todo o corpo. Mesmo tendo ido ao médico, passando
pomada e tomando corticoides não cedeu a incômoda descamação da pele, que se
encontrava numa vermelhidão como se eu tivesse ficado ao Sol de quarenta graus
um dia inteiro. Neste estado, sem dormir a uns três dias, com intensa coceira
por todo o corpo, inclusive dentro das bochechas da boca e nas solas das mãos e
pés, fui levado ao centro de Umbanda que meus pais trabalhavam e atendido pelo preto velho do chefe de terreiro que
benzia os consulentes com um rosário de lágrimas de nossa senhora sempre na mão
direita. A entidade disse aos meus pais que eu tinha compromisso nesta vida com
os Orixás e que era necessário, urgentemente, ser feito um preceito para Omulu
para que eu me curasse. Foi feito um banho de ervas de imediato e eu fui para a
casa, devendo retornar ao terreiro todos os dias ao final da tarde para tomar
banho de ervas por sete dias consecutivos. No terceiro dia eu não tinha mais
nada, a vermelhidão cessara, a descamação era mínima e a pela já retornara a
sua textura emoliente natural.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Entre médiuns - o efeito da paixão arrebatadora e a etiologia espiritual das causas geradoras.
Ana
estava se dirigindo para a Casa Espírita, como fazia semanalmente. Frequentava a mesma há bastante tempo e participava
do atendimento de emergência. Diante deles desfilavam problemas de toda ordem. Às
vezes batia um desânimo tão grande, por assistir pessoas que não estavam
interessadas em melhorar e buscavam somente resolverem suas pendengas de forma
imediata e descompromissada. Seres que não entendem que não existe cura sem
merecimento. Os problemas e as doenças fazem parte da nossa caminhada e do uso
dos talentos de que fomos dotados e através dos quais deveremos encontrar as
soluções e não ficar choramingando e pedindo ao Pai Maior, para resolver por
nós que ficamos esperando um milagre acontecer, sem levantar um dedo sequer.
Chegou remoendo os pensamentos e um tanto contrariada
pelas condições climáticas, pelo trânsito caótico, tiritando de frio,
entretanto precisava se concentrar para o trabalho da noite. E assim fez.
Num determinado procedimento, Ana precisou impor as
mãos sobre uma mulher e suas mãos roçaram as mãos de um trabalhador do grupo.
Um choque percorreu o sistema nervoso de ambos e foi explodir na cabeça.
Surpresos olharam-se e não conseguiram desviar o olhar. Estavam anestesiados.
Tentaram disfarçar e continuar. Foram surpreendidos com novo toque de mãos e
tudo aconteceu novamente. Os demais não perceberam e ela pensou que era apenas
uma pequena coincidência, fruto da imaginação. Não falaram sobre o acontecido e
foram cada um para suas casas.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
sábado, 4 de maio de 2013
sexta-feira, 3 de maio de 2013
É injusto sermos enfeitiçados?
PERGUNTA: - Não seria injusto sermos
enfeitiçados quando já nos empenhamos na renovação de nossa conduta moral e
cooperamos, também, na edificação de obras filantrópicas em favor do
esclarecimento espiritual alheio?
RAMATÍS: - As vicissitudes, dores e os
desenganos são tão peculiares na face da Terra, como o calor é um produto
natural do fogo! Sem dúvida, a diferença de sensibilidade espiritual faz certas
criaturas sofrerem mais do que as outras, embora todas estejam submetidas às
vicissitudes e padecimentos semelhantes. Enquanto a Terra é um orbe
desagradável e injusto para os mais sensíveis, constitui-se num ótimo viver
para as criaturas afinadas à violência, pilhagem, intriga, maldade, ao ciúme,
ódio e egoísmo! O mesmo pântano que exala o gás metano, onde o beija-flor
viveria um inferno, é um paraíso para a vida do sapo! As pessoas habituadas à
limpeza e higiene de suas residências bem-tratadas sentem-se aflitas no
ambiente sórdido das favelas.
O certo é que no cenário do mundo
terrícola viceja o crime, o roubo, o acidente, a exploração e a morte,
independentemente das virtudes e dos méritos dos espíritos encarnados! Os
homens terrenos ainda são como os doidos dos asilos, pois fazem uma porção de
coisas desatinadas e perigosas, contra eles próprios! Por isso, os espíritos
primários vivem melhor na Terra, assim como o animal selvagem também se ajusta
melhor na mata virgem! Em verdade, enquanto o príncipe rasga o seu delicado
traje de seda na sarça miúda, o aldeão imuniza-se com a roupa de couro entre os
espinheiros mais bravios!
Do livro Magia de Redenção.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Os significados do Congá - altar - na Umbanda.
Em todos os tempos o altar teve o propósito de
centralizar o conjunto vibratório.
Desde remotas eras o fogo , a chama sobre o
altar simbolizava a luz divina, desde
Atlântida, passando pelos egípcios, gregos , hindus , celtas e Tb os romanos. Se lembrarmos que durante séculos, , milênios, a iluminação era
feita pelo fogo. Até hoje , acendemos
velas , representando a luz, o divino.
· Kardec, foi sacerdote druida, e eles faziam o altar nas florestas , para trabalharem diretamente
com as forças da natureza.
Na
umbanda o gonga tem a mesma função, pois
nele está a centralização, a
convergência vibratória
Os
elementos dispostos nos altares tem a função específica de atraírem nossas mentes para um foco, nos
remetendo a um referencial que sucite uma identificação com o sagrado, ou com
os elementos de nossa fé.
Se
associamos o criador a luz, a chama no
altar remete nosso inconsciente a se
identificar com a chama divina. Feita a identificação ( a nível inconsciente)
nos tornamos reverentes, buscando o mais
alto ou o mais puro, o mais sincero de nós para se comunicar...então elevamos
nosso padrão vibratório, e nos tornamos sem o saber, mais receptivos às energias
que vem do alto.
O livro Umbanda –Pé –no Chão define o gongá ( altar) como o mais potente aglutinador
de forças do terreiro. Ele coloca o altar com: atrator , condensador , escoador, expansor, transformador e alimentador
de diferentes energias.
Atrator- o altar atrai
pensamentos referentes as imagens e aos
elementos que apresenta...quanto mais harmonioso, maior a atração. Aquilo que é
visto é vibrado, então , as vibrações de
amor, de gratidão, de confiança , entre outras, são atraídas para o conga
(altar).
Condensador – no conga, são
condensadas as ondas mentais oriundas do que acontece no terreiro, palestras, consultas ,
por exemplo.
Escoador- o conga funciona como
um para-raio, escoando para a terra o que ainda tiver de negativo na pessoa.
Expansor- expande o positivo, ou
seja, as ondas mentais positivas presentes, uma vez atraídas, são expandidas
em movimento constante...são devolvidas ao ambiente.( combustão)
Transformador- no conga, acontece o reciclar do lixo astral.
Pela
força do amor e das energias positivas que ele agrega, nada de negativo ali
permanece.
Alimentador- essa função significa
que o gongá é o sustentador vibratório do trabalho no terreiro.
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