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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

LANÇAMENTO: A HISTÓRIA DA UMBANDA VOL. 2.

Umbanda é coisa séria pra gente séria - Caboclo Mirim.

Mais um livro de Diamantino Fernandes Trindade.


     A história da Umbanda é uma grande pesquisa em construção. Sua divulgação é necessária para que os umbandistas e adeptos dos cultos afro-brasileiros conheçam cada vez mais suas origens e desenvolvimento. Depois do sucesso da obra História da Umbanda no Brasil, este segundo volume presenteia o leitor com diversos textos perdidos no tempo, de autores consagrados, em jornais e revistas já extintos do Rio de Janeiro, berço da Umbanda. Matta e Silva, Capitão José Alvares Pessoa, João Severino Ramos, Olívio Novaes, Floriano Manoel da Fonseca, J. Alves de Oliveira, Reynaldo Xavier de Almeida, João Severino Ramos, Lourenço Velho, Yataman, Jayme S. Madruga, Sabino Catalini, Ubiratan de Lemos e outros estão presentes em matérias dos periódicos: Jornal de Umbanda, O Semanário, Diário Carioca, Ultima Hora, Diário de Notícias, O Imparcial, A Noite, A Manhã, Correio da Manhã, Diário da Noite, O Paiz, O Pasquim, O Cruzeiro e Revista da Semana.
     Algumas reportagens trazem mais luz sobre a grande missão do Exu Sete da Lira, fenômeno de massa dos cultos afro-brasileiros nas décadas de 1960 e 1970, e o emblemático Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda, em 1941. O autor faz interessantes abordagens sobre as relações entre a Umbanda e as macumbas cariocas, e sobre o lançamento do primeiro selo comemorativo da Umbanda. Joãozinho da Goméia, Grande Otelo e Lilia Ribeiro também estão presentes nesta obra, que dispõe de uma brilhante galeria de imagens.
     Este segundo volume é direcionado para os umbandistas e espiritualistas em geral que desejam conhecer os escaninhos da memória umbandista sob a ótica da imprensa carioca.

http://edconhecimento.com.br/

A sonoridade dos caboclos.


Pergunta - é possível falar-os sobre a magia das cantigas e da sonoridade dos caboclos da umbanda, descendente do magismo tribal mais antigo do planeta?
Ramatís: Os homens afoitos e zelosos das purezas doutrinárias criticam os caboclos da umbanda quando assoviam, cantam, assopram e chilream como pássaros, baforando o charuto. A estreiteza de opinião oriunda do desconhecimento, aliado ao preconceito, favorece as "superioridades" doutrinárias e as interpretações sectárias. Os fundamentos dos mantras e seus efeitos curativos (vocalização de palavras mágicas) fazem parte dos ritmos cósmicos desde os primórdios de vossa civilização. Os vocábulos pronunciados, acompanhados do sopro e das baforadas, movimentam partículas e moléculas do éter circundante do consulente, impactam os corpos astral e etérico, expandindo a aura e realizando a desagregação de fluidos densos, miasmas, placas, vibriões e outras negatividades. Assim como as muralhas de Jericó tombaram ao som das trombetas de Josué, os cânticos, tambores e chocalhos dos caboclos desintegram poderosos campos de força magnetizados no Astral, bem como o som do diapasão faz evaporar a água. Os infra e os ultra-sons do Logos, o Verbo sagrado, deram origem ao Universo e compõem a tríade divina: som, luz e movimento. Como o macrocosmo está no microcosmo, e vice-versa, se pronunciardes determinadas palavras contra um objeto ou ponto focal no Espaço, mentalizando a ação que esse som simboliza, será potencializada a intenção pelo mediunismo do caboclo manifestado no médium, e energias correspondentes serão movimentadas. Ao mesmo tempo, cada chacra é uma antena viva dessas vibrações que repercutirão nas glândulas e nos órgãos fisiológicos, alterando os núcleos mórbidos que causam as doenças, advindo as"notáveis" curas praticadas na umbanda. É comum religisosos e exímios expositores de outras doutrinas acorrerem a ela, sorrateiramente, às escondidas, com os filhos ou eles mesmos adoentados, ditos incuráveis pela medicina materialista, tendo sua saúde reinstalada, para depois nunca mais adentrarem um terreiro. A todos o manto da caridade dá alento, sem distinguir a fé fragmentada de cada um. 
Editora do Conhecimento.

sábado, 25 de outubro de 2014

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Psicanálise e Umbanda: a demonização do Exu como interdição simbólica e intolerância religiosa.




É na entidade Exu que são reunidos os aspectos mais contraditórios e decisivos da ação nefasta da intolerância religiosa nas estratégias atuais do neoconservadorismo e, são eles, que permitem também compreender a complexidade e o dinamismo do universo simbólico, imaginário e cultural da Umbanda.


Prof. Dr. Sidney Oliveira (UFPR)

Resumo: Parte-se neste trabalho de uma reflexão inspirada na vocação social da psicanálise e sua particular investigação e teorização da cultura para, posteriormente, elucidar alguns aspectos da intolerância religiosa por meio da interdição simbólica e imaginária e da destituição política e cultural. O contexto em que se incide esse processo e que será tomado como continente de análise é de uma religião tipicamente brasileira: a Umbanda e, dentro dela, optou-se por investigar uma entidade muito conhecida e, sem dúvida, uma das mais polêmicas: o Exu. Parte-se da premissa que o processo de demonização do Exu cumpre especialmente uma função de opressão e desmonte do universo representacional simbólico e cultural.

Leia o artigo completo:

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Ogum e o evangelho de Jesus.


Ogum é a vontade, os caminhos abertos, a energia propulsora da conquista, o impulso da ação, da
vontade, o poder da fé, a força inicial para que haja a transformação. É o ponto de partida, aquele que está à frente. É a vida em sua plenitude, a vitalidade ferrosa contida no sangue que corre nas veias, a manutenção da vida, a generosidade e a docilidade, a franqueza, a elegância e a liderança.
A energia oriunda da vibração de Ogum pode ser percebida claramente nestas palavras de Jesus:
“A tua fé te curou” (como a imposição das mãos, Ele acionou o poder da vontade de mudar de atitudes e pensamentos).
“Pedi e recebereis! Buscai e achareis! Porque todo aquele que pede,recebe!” , demonstrando que Deus nos dotou de inteligência e capacidade para que superemos nossas dificuldades, recomendando-nos o trabalho, a atividade e o esforço próprio.
Precisamos aprender a pedir, pois costumamos exigir soluções rápidas e eficazes para problemas de ordem material.
Estamos sempre correndo contra o relógio e perdidos entre compromissos assumidos, os quais muitas vezes extrapolam nossa capacidade de cumprir.
Esquecemos de cuidar de nossos sentimentos, de ir ao encontro do que nos realiza e nos dá satisfação interior, das coisas simples da vida.
Se acreditamos em reencarnação, então sabemos que tudo aqui é transitório, que estamos na Terra para evoluir em espírito, para superar a nós mesmos.
O “pedir”, colocado aqui, é no sentido de “receber” da Providência Divina o ânimo, a coragem, as boas idéias, a fim de que possamos crescer e adquirir a paciência necessária para lidar com as nossas imperfeições e com as dos outros.
Cada problema contém em si próprio a solução. Tudo está certo como está, pois tudo tem o seu tempo para mudar, crescer e amadurecer.
Aquilo que não nos cabe resolver “agora”, confiemos em Deus, pois quando estivermos prontos para compreender, tudo se resolverá. Devemos dar o melhor de nós, com ânimo, entusiasmo e confiança, agradecendo a oportunidade da vida.
Ogum representa, portanto, o caminho que precisamos percorrer, aquele caminho solitário para vencer os dragões internos que, na verdade, é o espírito em busca de si mesmo; percorrer o caminho de volta à unicidade com o Pai.
(Fonte: Livro Umbanda Pé no Chão - Ramatís - Ed. do Conhecimento).

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Exu Mirim existe???

ESTUDO CONTÍNUO DA UMBANDA

Três vídeos novos publicados:


- EXU MIRIM EXISTE???

- A INCORPORAÇÃO NA UMBANDA É UMA MANIFESTAÇÃO ESPÍRITA???
- RAMATÍS - CONVERGÊNCIA E PENSAMENTO DE SÍNTESE.

Acesse neste link:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLzkxg0mwALZ3NbNPdw2gdlUJsvyfcTnSp

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

As sutilezas para impedir o médium de comparecer no dia da sessão


       
          As sutilezas para impedir um médium de comparecer nos dias de sessão pública são muitas. Recentemente, uma das médiuns, repentinamente começa a sentir uma dor intensa na perna esquerda, “casualmente” numa sexta-feira que é o dia que ocorrem nossos atendimentos de passes e consultas, havendo grande movimentação de consulentes.
      Esta médium falta para ir ao médico, pois não suportou a dor a ponto de não conseguir pisar no chão. Fez vários exames pela medicina terrena e nada de anormal descobriram, ficando sem um diagnóstico conclusivo. E a dor continua um pouco mais branda nos dias seguintes de sua ausência no terreiro.

       No dia da próxima sessão, telefona para a secretaria deixando recado que a dor voltou a aumentar e vai ter que ir novamente ao médico.
       Quando me deram o recado, estava trocando os elementos do congá, senti uma fisgada na minha perna esquerda e me entrou um pensamento que não era meu, mas que não identifiquei de qual guia, sendo isto de menos importância naquele momento, mas que senti com certeza era de um dos Exus da casa:

       - "Será que esta danada não vai se dar conta que tem coisa aí. Ela tem que vir com dor e tudo. Não diga nada a médium, que precisa se dar conta da situação por seu esforço e merecimento para seu próprio aprendizado mediúnico..."
      E chegando a hora da sessão, a médium aparece mancando. Nada falamos.
      No ritual de abertura, durante a incorporação dos médiuns da corrente, eu já vibrado no chacra coronário com Caboclo Ventania, repentinamente este guia se afasta de minha sensibilidade e dá passagem do seu aparelho para o Exu Sr.João Caveira, que sutilmente se apropria do meu psiquismo, sendo que não houve nenhuma exteriorização visível à corrente de médiuns para que pudessem perceber a diferença. A intenção foi chamar o menos possível da atenção e não dispersar a concentração, eis que estávamos com aproximadamente 130 pessoas aguardando para serem atendidas. Rapidamente, Sr. João Caveira orienta que continuem o ritual, chama a filha na tronqueira de Exu – local reservado, interno, de firmeza desta vibração dentro do templo, atrás do congá -, pede um charuto e um alguidar – vasilhame de argila - com água. Acende o charuto, mastiga-o e cospe o sumo no alguidar. Ficou uma espécie de lavagem escurecida pelo fumo mastigado, na verdade um tipo de maceração. Ato contínuo, a médium está a postos com a perna dolorida na frente da tronqueira. Aí lava sua perna, mandando-a imediatamente trabalhar e dar consulta normalmente, dizendo que a dor iria passar e que não tinha tempo para maiores palavreados. Recomenda que ela venha na segunda para um atendimento individual e orientação adequada.

              Na segunda-feira, na hora do atendimento da médium, manifesta-se novamente Sr. João Caveira e pede duas moedas e começa a bater uma na outra. Este som serve de chamariz para o espírito do pé gigante que está pedindo esmola, hipnotizado se encontra “grudado” na médium, que por ressonância sente a dor na perna, já que este espírito desencarnou com um tipo de trombose por embolia, que se generalizou na perna entupindo gradativamente os vasos sanguíneos, o que fez inchar enormemente o pé esquerdo, impedindo-o de andar, o que serviu para que ele pedisse esmolas e sobrevivesse disto quando estava “vivo”.  Foi encaminhado este sofredor para a linha de OMULU no astral, orixá de cura, para os devidos esclarecimentos e cuidados.
       Pergunta então Sr. João Caveira:

-“filha, o que acha de pedir esmola e o que você faz com este monte de moedas guardadas em casa?”
        A médium diz que tem horror de pedir esmolas e se lembra que tem uma panela velha cheia de moedas antigas no seu quarto e que sempre solicita aos seus parentes  moedas para guardar, desde há muito tempo, pois tem o hábito de guardá-las para apreciar, como um tipo de coleção preciosa.
         Sr. João Caveira explicou:
- “minha filha, as moedas são movimento, troca, bonança, progresso. Ao deixá-las paradas numa panela esquecida, só para o seu deleite enquanto são de sua posse, o que não significa poupança, impregnaram-se vibrações de avareza e cobiça, imantado o vil metal, que pode atrair espíritos em mesma faixa de sintonia mental, atração esta que é potencializada  nos processos de indução obsessiva arquitetados pelos inimigos do terreiro objetivando tirá-los de suas vindas ao trabalho mediúnico.Vocês devem vigiar suas afinidades, manias, cacoetes. A ligação mediúnica é sutil e se dá de forma que não se percebe, as vezes naquilo que é o mais comum na conduta diária. Na maioria dos casos a psicologia para alijar os médiuns é inteligente e certeira.”
          Cabe o esclarecimento do motivo das entidades usarem o fumo. Claro está que as folhas da planta chamada "tabaco" que estão enroladas e picotadas formando o charuto absorvem e comprimem uma grande quantidade de fluído vital telúrico enquanto estão em crescimento, cujo poder magnético é liberado através das golfadas de fumaça quando usados pelas entidades. Essa fumaça espargida libera princípios ativos altamente benfeitores, desagregando as partículas densas do ambiente. O tabaco ao ser mastigado e cuspido pelo Sr. João Caveira enquanto estava vibrado no  psiquismo do médium, que aos olhos mais zelosos do purismo doutrinário vigente em muitos centros pode parecer um absurdo ou maneirismo indisciplinado dos umbandistas, na verdade liberou seus princípios ativos físicos e químicos que ficaram em suspensão concentrados na saliva e daí foram dispersos ao serem macerados na água, que quando usada na lavagem da perna da médium atendida, serviu como eficaz “detonadora” dos miasmas e vibriões astrais que estavam impregnando a contraparte etérica da sua perna e por um efeito de repercussão vibratória da energia deletéria do obsessor que estava com ela, causando a vermelhidão e a dor.
         E quanto à panela velha? Tinha catorze quilos de moedas, das mais antigas às atuais. Foi trazida para o terreiro para ser desmagnetizada, dado que estava servindo como um tipo de amuleto para fixação de espíritos sofredores pedintes de esmolas.  As moedas foram lavadas com arruda e guiné, renovando-as na imantação com estas folhas na vibração de Oxoce, orixá regente de nosso congá. Posteriormente as moedas foram alojadas em local propiciatório para geração de axé – energia - para a prosperidade e abundância do terreiro, cujo local não temos autorização de dizer. É o “segredo” para a magia de Exu não perder o encanto.
       
       
Iah, ah, ah, ah
Exu João Caveira
Vem das matas da Guiné
Chegou nesta Seara
Prá salvar filhos de fé
Ele vem chegando
Prá trabalhar
Sarava meu pai
Saravá

( do livro DIÁRIO MEDIÚNICO - Editora do Conhecimento )

domingo, 19 de outubro de 2014

Na hora da morte, minha vida valeu a pena??? Refletindo com NANÃ!!!


" Venho saudar a dona da terra para que ela me proteja "

Nanã cede a lama, mas a quer de volta .

Conta uma lenda que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, Ele tentou vários caminhos.
Tentou fazer o homem de ar, como ele.
Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu.
Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura.
De pedra, mas ainda a tentativa foi pior.
Fez de fogo e o homem se consumiu.
Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada.
Foi então que Nanã veio em seu socorro e cedeu à Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as águas, que é Nanã.
Oxalá criou o homem, o modelou no barro.
Com o sopro de Olorum ele caminhou.
Com a ajuda dos Orixás povoou a Terra.
Mas tem um dia que o homem tem que morrer.
O seu corpo tem que voltar à terra, voltar à natureza de Nanã.
Nanã deu a matéria no começo mas quer de volta no final tudo o que é seu .
Nanã é uma divindade ligada ao princípio de tudo. A deusa cercada dos mistérios, do duvidoso; quando Odudua separou a água parada (que já existia) da terra (retirada do saco da criação), formou-se a lama e os grandes pântanos. E é lá, o local de maior fundamento desta Orixá.
Nanã é considerada o princípio, o meio e o fim. Pois ela é a dona do barro, e o barro é a vida. Fomos formado dele e para ele voltaremos.
Nanã sintetiza em si, a morte. E por isto, está muito relacionada à passagem da vida para a morte. Juntamente com Oxalá, Obaluê e Oyá.
Por estar presente desde a criação do mundo, é considerada a orixá mais velha do panteão cultuado. Em um, dos vários títulos dados a esta divindade existe o Ìyá Agbá (mãe antiga); ela é a mãe de Obaluaê...
A vida está cercada de mistérios. Um deles, é a morte! Ninguém compreende de fato a morte. Nanã se apresenta juntamente com outros orixás nessa incógnita natural da vida.
Ela é a água parada, a água da vida, a água da morte. Nanã se apresenta também nos barros, nos lamaçais, nos grandes pântanos, onde pairam o medo e a incerteza.
Para aqueles que encaram a morte como algo negativo, Nanã pode ser a triste e angustiante lembrança da morte. Para aqueles que encaram a morte como algo normal e inevitável, Nanã se apresenta como a resposta para a incerteza e a certeza da imortalidade de nossa essência espiritual.
É no momento da morte que o homem encontra resposta para dúvidas que lhe cercava durante toda a vida. É no momento da morte, que aquele que não se conectou com o divino durante toda a vida, acha a linha de conexão.
É ali que também se apresenta Nanã. Que na hora da morte, se apresenta o renascimento e a certeza de uma posterior continuação. Nanã é a deusa da lama, da chuva, da terra, do barro primitivo que se deriva em tantas outras coisas.
É o elemento sólido tão desvalorizado corriqueiramente, embora tão valioso e importante! Com passos lentos, quase rastejantes, Nanã chega na linha do encontro entre a vida e a morte, para trazer todos os seres humanos no exato momento de sua partida.
É a grande mãe que acompanha de longe o crescimento dos filhos.
Que sua natureza nunca nos deixe. Que possamos crescer firmes, sem esquecer de nossas origens. E também, na hora que Nanã receber o material que emprestou para a formação do nosso corpo, se orgulhe e diga:

"Esse , valeu a pena."

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A CORDA DO DESTINO – REFLEXÕES SOBRE A EXISTÊNCIA HUMANA.




A "Corda do Destino" - Reflexões Sobre a Existência Humana.

Uma tentativa de “olhar” pela Sabedoria de Ifá.
Por Norberto Peixoto.

Prezados irmãos planetários,

Proponho, nesse breve artigo, uma singela reflexão sobre a existência humana, dado que somos espíritos reencarnando sucessivamente na Terra, ou egos humanizados.

Nossas reflexões baseiam na imagem simbólica que acompanha este artigo. Observem que Deus – Oludumarè – está à frente de um mosaico, uma estrela de oito pontas. Oito é detentor de uma energia cíclica. Ele representa a mudança, as estações, o tempo, e o reino do infinito. Oito “fala” de equilíbrio e consistência. No sistema oracular de Ifá, base da visão espiritual da cosmogonia nagô, o número 8 corresponde ao ODÚ – signo ou destino – EJIOGBÉ, e é o primeiro na ordem de chegada de Ifá. Representa fogo sobre fogo, que indica dinamismo puro que impele a conquista dos objetivos de forma instintiva. No entorno da estrela de oito pontas, temos várias chamas simbolizando o Fogo Criador Divino. Seguindo a lógica de convergência e pensamento de síntese que nos move, encontramos em Jesus a afirmação: “Vim trazer fogo à terra”: desci do alto dos céus e, pelo mistério da Minha encarnação, manifestei-Me aos homens para acender no coração humano o fogo do amor divino. “E que quero se não que arda”! (Jo 19, 30).

Oludumarè nos estende a CORDA DO DESTINO, que é o ODÚ ou signo OBARA MEJI, o sétimo na ordem de chegada de Ifá, e significa grande proteção espiritual em todos os níveis, no sentido que nada nos acontece que não seja justo em nossos caminhos rumo a espiritualização inexorável. A representação esotérica da CORDA, em que todos estão se agarrando até a arvore da vida, é referência ao poder que a DIVINDADE CRIADORA – DEUS – possui de tudo levantar, exprimindo força e a possibilidade de realização humana, em conformidade com o Plano de Vida – Destinos – de cada um.

Há que se observar que DESTINO não significa determinismo ao sofrimento, e que no seu “núcleo periférico”, está constantemente se reconstruindo na encarnação, fruto de nossos atos, pois somos causa geradora de reações que vivenciaremos. Existe sim um “núcleo duro”, que é a nossa missão de vida, nossas aptidões psíquicas mais profundas que serão postas a prova num plano de experiências terrenas previamente elaborado e aceito antes de reencarnarmos que não conseguimos alterar na presente vida. O nosso amadurecimento espiritual nos conduz a uma compreensão mais profunda de nosso destino, de nossos caminhos e quais os passos que temos que dar para estarmos em paz conosco mesmos, auferindo abundância e prosperidade na presente encarnação.

Existe uma ancestralidade que nos une, uma família espiritual, simbolizada na arvore, que no aforismo popular africano dizemos que uma comunidade espiritual é da mesma folha. Ou seja, temos um tronco que nos sustenta e vitaliza. Esta arvore nasce nas águas, do amor da Grande Mãe, Mãe de todos os ORIS – cabeças – Iemanjá.

Oxalá é o Grande Pai da Criação, Pai de todos os ORIS (cabeças), e Iemanjá é a Grande Mãe, ambos aspectos diferenciados, masculino e feminino, de um único Deus, irradiação cósmica que é provedora e mantenedora de todo o Cosmo e do nosso planeta humanizado, independente dos nossos precários sistemas religiosos terrenos, tão sectários, sentenciosos e puristas uns com os outros.

Podemos, e devemos, perceber a Criação ou Cosmogonia Divina por diversos ângulos de interpretação, num saudável e harmonioso processo de diálogo inter e intra-religioso, de convergência e síntese do saber.

Muita paz, saúde, força e união.
Norberto Peixoto.   

Orunmilá - o Senhor dos Destinos e o Tempo.




Estrutura energética do homem, carma e regência dos Orixás.

       

     
     O homem é o último elo de uma cadeia de rebaixamento energético. Os chamados corpos sutis (ou veículos da consciência) abrigam o espírito no meio dimensional necessário para que ele se manifeste na busca de experiências destinadas à sua evolução. Desde que somos criados pelo amor de nosso Pai, somos deslocados por um movimento maior que nos conduz a vivências múltiplas destinadas à nossa educação cósmica. Existe um grande contingente de espíritos que habitam em volta da Terra, no chamado plano astral, onde vivem em seus corpos astrais (perispíritos) aguardando na fila a oportunidade divina de ocupar o vaso carnal para resgatar débitos acumulados em vidas passadas, o que podemos denominar de "carma acumulado".

     Pensemos que somos uma pilha que está destinada à descarregar-se para esgotar a quantidade de energia que precisa ser queimada no plano físico, mas nossa semeadura livre, que impõe a colheita obrigatória, acaba sendo potente dínamo que não nos deixa descarregar o carma acumulado. Isso ocorre em razão de nossa infantilidade perante às leis universais, pois, ao invés de gerarmos saldo positivo na balança de nossas ações (darma), geramos dívidas (carma negativo) para com nossos semelhantes, obrigando-nos a saldar débitos por meio de tantas reencarnações quantas forem necessárias ao aprendizado definitivo. O  tempo é como um pai bondoso e a eternidade uma mãe amorosa que nunca se cansa de nos esperar. Os sofrimentos do nosso caminho são, portanto, conseqüências exclusivamente de nossas próprias ações.

      Os orixás, ou melhor, as energias e forças da natureza que estão presentes em todas as dimensões do Universo, tal como se fossem o próprio hálito divino, formam impressões nos corpos espirituais desde o momento em que somos criados. Nesse instante, os orixás vibram em nosso nascituro espírito e demarcam, para o eterno devir, suas potencialidades em nós, como um carimbo que bate com força numa folha em branco. No exato momento em que tomamos contato com a primeira dimensão expressa na forma, se impregna em nossa matriz espiritual indestrutível (mônada) um orixá que mais nos marcará, conhecido no meio esotérico como orixá ancestral. Cada um tem essa marca de nascença espiritual, como uma digital cósmica, e somente os espíritos celestiais responsáveis pelos planejamentos cármicos têm acesso a essa "radiografia" do eu espiritual mais primário de cada um, se é que podemos nos fazer entender, dado a ausência de nomenclaturas equivalentes em nosso vocabulário terreno para melhor descrever a criação de espíritos e a gênese divina.

     Não vamos nos aprofundar nos aspectos mais abstratos da regência dos orixás, os quais envolvem os processos divinos de criação de espíritos, pois ainda não estamos preparados para descrevê-los e entendê-los satisfatoriamente. Com limitações podemos dizer que os orixás demarcam em nossa contextura energética fortes impressões no momento da concepção (união do gameta masculino com o feminino) e durante toda a gestação, uma vez que estamos num meio aquático de grande propensão ao magnetismo. Essa impressão culmina no exato instante de  nosso nascimento, quando nossa cabeça rompe a placenta e o chacra coronário tem contato com as vibrações dos cinco elementos planetários: ar, terra, fogo, água e éter.

      Durante o ciclo reprodutivo (concepção, gestação, nascimento), é feita uma impressão magnética em nossos corpos sutis (astral e mental), de similaridades vibratórias afins com as energias dos orixás, fazendo-nos mais propensos e sensíveis a uns orixás em detrimentos de outros. Então, nossos chacras (centros de energia que fazem a ligação  entre os corpos físico, etérico, astral e mental) passam a vibrar em determinadas freqüências receptivas às influências dos orixás aos quais estamos ligados para nos ajudar a evoluir, segundo débitos acumulados.

     Quando ferimos a Lei do Amor provinda da Mente Cósmica que vibra em todo o Universo e rege nossos caminhos ascensionais, emitindo toda espécie de pensamentos e emoções negativas e destrutivas, estamos quebrando uma cadeia de causalidade que, ao invés de nos libertar, propicia a formação do carma que nos prende ao ciclo das reencarnações sucessivas. Chegará o dia em que os rebeldes perceberão as forças sinistras que se intensificam na atmosfera psíquica coletiva da Terra, geradas pelos pensamentos e sentimentos humanos de ódio, inveja, luxúria, vaidade, concupiscência, ciúme, medo, desconfiança e maledicência, que desencadeiam, por meio da Lei da Afinidade, competições, fracassos, guerras e desgraças no mundo, e desequilibram e enfraquecem cada vez mais os núcleos vibratórios (4) planetários dos orixás.

4 - Vórtices energéticos, espécies de linhas de forças magnéticas coletivas que ligam o orbe ao Cosmo e são mantenedoras da vida e da comunidade espiritual terrícola.

      Assim como o barulho da dinamite em abrupta explosão na rocha causará uma onda de choque no sistema nervoso de quem a recebe com impacto, promovendo um deslocamento na estrutura celular do corpo físico, as labaredas dos sentimentos e ações movidos pelo egoísmo e desamor contra o semelhante perturbam as substâncias mais finas da estrutura atômica da mente, e, conseqüentemente, dos corpos astral e físico, em decorrência da ressonância no meio-ambiente próximo àquele que as emite consciente ou inconscientemente, intencionalmente ou não, resultando no bloqueio vibratório da Lei de Afinidade em seu aspecto positivo e benfeitor, que é o aprisionamento reencarnatório para retificação do espírito.

     Ainda que tenhamos a sensibilidade mediúnica exaltada para receber a energia dos orixás, afim de facilitar o nosso equilíbrio, como um edifício construído por consistente argamassa que sustenta os tijolos, pensemos que o efeito causado por nossos desequilíbrios emocionais constantes, oriundos dos maus pensamentos que emitimos como potentes golpes contra as paredes desse prédio, acaba por causar uma fissura na estrutura atômica de nossos corpos e chacras, ocasionando as mais diversas anomalias comportamentais.

       Em nosso psiquismo, estão registrados hábitos viciados de outrora que serão refreados pelas energias dos orixás, para que seja possível o equilíbrio e a superação cármica enquanto espírito reencarnante que não se recorda de seus atos pretéritos quando em estado de vigília: é como usar um sapato de numeração menor, com cadarço apertado. Assim, certos aspectos comportamentais são aprimorados de acordo com a influência das energias dos orixás. Se o psiquismo estiver saturado de energias positivas ou negativas, em abundância ou escassez, o ser encarnado poderá ter sérios distúrbios psíquicos decorrentes dos pensamentos desalinhados, os quais interferem na emotividade e causam seqüelas nefastas quando somatizados, surgindo daí fobias, pânicos, depressões, ansiedades, fascinações, obsessões e doenças diversas.

      Resumindo melhor: o médium sente com mais intensidade a influência dos orixás de acordo com a proporção da regência de sua coroa mediúnica. Ou seja, somos mais sensíveis a determinados orixás do que a outros. Como exemplo, apresentamos a seguir a regência da coroa mediúnica de um médium hipotético:
orixás regentes demonstrativo ********* hipotético de influência

Oxossi (primeiro) ******** 30 a 40%
Iansã (segundo) ********** 15 a 20%
Iemanjá (terceiro) ******** 10 a 15%
Omulu (quarto) ********** 5 a 10%

      Os demais orixás se "pulverizam" podendo alterar-se em determinados momentos de nossa existência, como em situações em que nos deparamos com um problema sério de saúde ou passamos por mudanças pessoais abruptas. Nesses casos, a regência do orixá poderá ser alterada momentaneamente, prevalecendo a energia afim necessária ao momento cármico. Quando da fundação de um templo umbandista, por exemplo, que envolve sérias mudanças nas tarefas do médium destinado ao comando do terreiro, muito provavelmente esse médium ficará com a regência de Ogum provisoriamente em primeiro plano, (5) pois esse orixá está à frente das grandes demandas. Ao envolver-se com o aspecto jurídico da legalização da casa, Xangô passará a influenciá-lo intensamente, a fim de que haja eqüidade e justiça em suas decisões perante o agrupamento de médiuns e à assistência. Dessa forma, em certos momentos de nossas existências carnais, de acordo com o arquétipo e a influência psicológica dos orixás, essas energias se intensificam ou amenizam em nosso psiquismo e no nosso comportamento, sem alterar-se definitivamente a regência original dos orixás na nossa coroa mediúnica, uma vez que eles prevalecerão por toda a encarnação para auxiliar nossa própria evolução.

5 - Quando a vibração prepondera em sua irradiação sobre o chacra coronário.

      Há de se comentar o comprometimento cármico que a regência dos orixás estabelece com os guias do "lado de lá".
     Existe uma correspondência vibratória com as entidades que assistem os médiuns, as quais, por sua vez, também estão evoluindo. Então, no caso do demonstrativo hipotético de influência apresentado em página anterior, muito provavelmente o guia principal que irá amparar esse medianeiro, e dele se servir, será de Oxossi, embora isso não seja obrigatório. Consideremos aí a sensibilização fluídico-astral recebida pelo médium antes de reencarnar, a qual foi detalhadamente planejada para funcionar como um "perfeito" encaixe vibratório para a manifestação mediúnica durante as tarefas caritativas, especialmente por se tratar da complexidade de incorporação aos moldes umbandísticos.

(Texto retirado da obra Umbanda Pé no Chão - Editora do Conhecimento)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A magia do som.


           

         
     No Triângulo da Fraternidade temos atabaques*, que são um tipo de tambor. Ele compõe o que chamamos de curimba, que é o nome do grupo responsável pelos toques e cantos sagrados dentro de um terreiro de Umbanda. São os médiuns que fazem parte da curimba que batem o atabaque, que para nós na Umbanda é um instrumento sagrado de percussão, bem como cantam os pontos em conformidade com a seqüencia ritual da sessão. A união dos pontos cantados com os toques do atabaque é de suma importância para a sustentação vibratória da sessão e devem ser bem fundamentados e compreendidos por todos. Os cânticos servem de marcação para todo o ritual do terreiro que se divide em partes: defumação, abertura, saudação, chamada, sustentação, descarga e encerramento.
        A defumação se dá logo no início. Na abertura é cantado o hino da umbanda e o ponto do exu da tronqueira da casa. Na saudação louvamos o orixá regente do congá e o guia chefe, se for o caso. Nos pontos de chamada são invocadas todas as entidades que se manifestam em seus médiuns. Durante a sustentação, são cantados os pontos enquanto os consulentes tomam os passes e fazem suas consultas, nesta fase do ritual a gira está correndo como se diz. No instante da descarga cantamos para que as energias negativas não fiquem no terreiro retornando para a natureza. E finalmente os cânticos de encerramento.
      Obviamente o roteiro apresentado é básico e existem variações em conformidade aos trabalhos da noite e que variam de casa para casa.         
          Os toques do atabaque também têm a função de auxiliar a concentração da corrente mediúnica, uniformizando os pensamentos e não deixando a desatenção se instalar. Associados aos cantos envolvem a mente do médium, não a deixando desviar – se do propósito do trabalho espiritual.

     Desde as culturas xamânicas mais antigas e passando por praticamente todas as regiões planetárias ao longo da história temos o registro do uso dos tambores com cunho espiritual. 

      Os cantos bem entoados e vibrados atuam nos chacras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando-os naturalmente e potencializando a sintonia com as entidades do astral. As ondas eletromagnéticas sonoras emitidas pela curimba irradiam-se para todo o centro de Umbanda, desagregam formas – pensamento negativas, morbos psíquicos, vibriões astrais “grudados” nas auras dos consulentes, diluindo miasmas, higienizando e  limpando toda atmosfera psíquica para que fique em condições de assepsia e elevação que as práticas espirituais requerem.

       Assim, a curimba transforma-se em um potente “pólo” irradiador de energia benfazeja dentro do terreiro, expandindo as vibrações dos Orixás. Os cânticos são verdadeiras orações cantadas, ora invocativas, ora de dispersão, ora esconjuros, são excepcionais ordem magísticas com altíssimo poder de impacto etéreo astral, concretizando no campo da forma coletiva o que era abstrato individualmente pela união de mentes com o mesmo objetivo, sendo um fundamento sagrado e divino, o que podemos chamar de “magia do som” dentro da Umbanda. 

        Há que se comentar que os guias não são chamados pelos atabaques como muitos dizem por aí. Na verdade eles já estão presentes no espaço astral do terreiro muito antes do inicio das atividades programadas. Os toques no atabaque, os cantos, as palmas, enfim a curimba, por si não faz a ligação com o plano espiritual e com os seus habitantes. Tudo isto serve como sustentador, mas o que realmente invoca os orixás e os mentores são os nossos sentimentos elevados e os pensamentos positivos emitidos.  
        Se não houver harmonia no grupo, cumplicidade, confiança e amor em nossos corações, nada servirão todos estes recursos sonoros que assim só potencializarão a desarmonia, a desconfiança e o desamor. O elemento sustentador está em cada um de nós e o resto que está fora potencializa o que temos dentro.

O atabaque* chegou ao Brasil através dos escravos africanos e é usado em quase todos rituais afro-brasileiros e da umbanda. É de uso tradicional na música ritual e religiosa, empregado basicamente para invocar os orixás. É feito de madeira e aros de ferro que sustentam o couro, se formando uma potente caixa de percussão. Os três tamanhos de atabaques utilizados são chamados de RUM, RUMPI e LE. O rum, o maior de todos, possui o registro grave; o do meio, rumpi, m o registro médio; o le, o menor, possui o registro agudo. O trio de atabaques executa, ao longo das sessões, uma série de toques que devem estar de acordo com os orixás e cânticos que vão sendo chamados em cada momento do ritual.






domingo, 12 de outubro de 2014

DIVERSIDADE É DA NATUREZA UNIVERSAL. SER DIFERENTE, É NORMAL E SAUDÁVEL.



Por Norberto Peixoto.

      As religiões são múltiplas, polifônicas, variadas. Analisando 2 (duas) das diversas origens da Umbanda, a africana e a indígena, constatamos que na África não existe o mesmo culto entre duas tribos, dois locais diferentes, da mesma forma entre os silvícolas brasileiros. A oralidade e a ancestralidade multiplicaram as possibilidades da magia, e às vezes em uma mesma comunidade ou região cada família cultua o Sagrado de um modo. Isto, no Brasil, se expandiu ainda mais, pois cada terreiro umbandista é uma irmandade espiritual e livre para conduzir-se teologicamente. Não vejamos a diferença como erro, mas como riqueza. Não há um só jeito de se organizar liturgicamente o culto aos Orixás e aos Falangeiros – Guias e Mentores. Existe sim uma mesma essência que nos enraíza na Umbanda: a manifestação do espírito para a caridade. O que acontece é o seguinte, existem acomodações ritualísticas em volta deste núcleo duro e o que se afasta da manifestação do espírito para a caridade não é Umbanda. Simples assim.
       Os espíritos na Umbanda, seus Guias e Mentores, falam aconselhando as criaturas da Terra, normalmente, como se estivessem “encarnados” em seus médiuns, através dos transes ou estados alterados de consciência. Esta é uma característica marcante que nenhuma outra religião planetária apresenta com a mesma intensidade que vivenciamos na Umbanda. E notemos, que se entre os espíritos luminares da Umbanda não há codificação e sim uma rica pluralidade quando eles nos instruem sobre a religião, basta verificarmos na literatura mediúnica a diversidade de acomodação ritual – forma – de um para outro autor do lado de lá, obviamente que no lado de cá não haverá um autor que preponderará sobre os demais, impondo uma forma ritual de Umbanda a todos os demais. 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Ética na Umbanda


A Umbanda é de todas as caras e cores, raças e odores, sons e sabores. 
Ela vêm de Zambi, o seu idealizador - o Deus de tudo e de todos mantenedor.
            Vovó Maria Conga               

        A Umbanda é uma Religião. Isto é um fato. A par dos princípios sadios e básicos que norteiam a religião, muitas pessoas, desde o início do culto, sempre pugnaram pela elevação da Umbanda nos mais diferentes aspectos. Entre eles, o cunho subjetivo (pessoal) sempre foi alvo das mais contundentes discussões. Temas como Moral, Ética, Conduta Mediúnica etc., sempre foram objetos de polêmicas, onde cada um por si, tenta fazer ver aos outros que tal ou qual conduta é certa ou errada. No entanto, por trás destas discussões comportamentais, existem duas forças antagônicas incessantemente em combate:
      - a força da Moral, dos bons costumes, da Ética, da Espiritualidade Superior, da verdade;
       - a força da subjugação, da mentira, da permissividade e da parcialidade. 
            Na Umbanda, como em outros segmentos religiosos, há uma pluralidade de idéias, de ideais, uma heterogeneidade de interesses em relação à religião. Existem aqueles que apenas servem-se ou tentam servir-se da religião para os seus próprios interesses. Não esclarecem nem difundem os sublimes ensinamentos e metas do astral superior; pregam ritualísticas sem base, sem fundamentos; fazem do terreiro de Umbanda uma apoteose performática para encher os olhos, não discutem abertamente os problemas na religião, porque, se discutirem, colocarão sob avaliação as suas condutas distorcidas. Outros mais corajosos e comprometidos com o aperfeiçoamento, estão sempre a comentar e orientar quanto aos fenômenos negativos que ora se apresentam, mostrando o caminho diante dos problemas emergentes. A Ética, por exemplo, conjunto de princípios e deveres que o homem tem para com Deus e a sociedade, é um fator que deve preponderar em qualquer pessoa que queira ver a Umbanda fortalecer-se espiritualmente enquanto religião. Para que tal progresso ocorra torna-se necessário trazermos à tona os focos destoantes do comportamento dos próprios umbandistas. A partir daí, veremos melhor quem são aqueles realmente comprometidos com as diretrizes dos Orixás e de Jesus. Visualizaremos também outros tantos que estão somente preocupados em sedimentar a obscuridade, a confusão, a permissividade.
                  Os umbandistas não devem temer discutir os aspectos subjetivos, materiais e espirituais da religião, pois são sabedores que tal ação só melhorará a nossa religiosidade, fazendo com que no futuro tenhamos uma Umbanda melhor, mais estruturada perante as comunidades, mais consciente e com médiuns e assistentes engajados num mesmo ideal.
      Quanto àqueles que insistem em esconder os problemas da religião, escondendo-se atrás de falsos segredos fazem-nos porque, ocultando os focos destoantes, estarão camuflando as aberrações ético-espirituais de si mesmos, contaminados que estão de condutas que os costumes, o caráter e a honestidade sempre repeliram ao longo da formação da consciência planetária.  
         Paz e luz,
         Norberto Peixoto.*

* - Sou contra o "copiar e colar", infelizmente tão comum hoje nas redes sociais. Desconheço o autor deste texto, mas o "assino" sem alterar uma vírgula. Se alguém souber o autor, me informe. Norberto Peixoto.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

UMBANDA, ONDE ANDAM SEUS FILHOS???



      Por onde andam seus filhos de fé, seus filhos de pemba. Onde estão os filhos que juraram defender sua bandeira?
      É Umbanda, estás carente de filhos, carente de mãos que trabalham, carente de rostos que suam durante a limpeza do terreiro, carente de corações à serviço. A maioria dos “filhos” de hoje tem pressa. Tão logo pensam que descobriram suas mediunidades já querem saber de tudo, aprender de tudo e fazer de tudo. Querem rapidamente deixarem de serem filhos. Etá pressa danada!. Atropelam-se em suas lições, e entre um descontentamento e outro, pois o “dirigente não está lhe dando oportunidades”, matriculam-se em cursos, buscam insaciavelmente aprendizado em outras casas, em outros livros. Ignoram a lei básica da vida, nascer, crescer, aprender....Se negam a serem filhos, não aprenderam ainda a serem médiuns, e o que é pior, muitos ainda não aprenderam ser GENTE. Longe de perceber e viver o que é UMBANDA.
      Umbanda, onde estão seus filhos?
      Alguns, no terreiro, limpando e organizando tudo para a próxima sessão. A maioria, preocupada com a desculpa que vai apresentar por não estar colaborando com a casa. E a Umbanda, Grande MÃE, zelando pelos poucos filhos que tens e não medindo esforços para ensinar aos outros o que é SER UM FILHO DA UMBANDA.

(Mãe Márcia Moreira)
TEMPLO DE UMBANDA CABOCLO PENA BRANCA
TAUBATÉ - SP.

Você é médium consciente, semi-consciente ou inconsciente???

O vampiro pode estar ao seu lado...



10 formas para identificá-lo


Por Dr Americo Canhoto 
Os Vampiros de Energia são pessoas de nosso relacionamento diário. Pode ser nosso irmão(a), marido/esposa, empregado, familiar, amigo de trabalho. vizinhos, gerente do banco, ou seja qualquer pessoa de nosso convívio, que esta roubando nossas energias, para se abastecer. Eles roubam energia vital, comum no universo, mas que eles não conseguem receber. 

Mas, por que estas pessoas sugam nossa energia, afinal?

Bem, em primeiro lugar a maioria dos Vampiros de Energia atuam inconscientemente, sugando a energia de suas vítimas, sem saber o que estão fazendo. 
       O vampirismo ocorre porque as pessoas não conseguem absorver as energias das fontes naturais (cósmicas, telúricas, etc), tão abundantes, e ficam desequilibradas energeticamente.

     Quando as pessoas bloqueiam o recebimento destas energias naturais (ou vitais), elas precisam encontrar outras fontes de energia mais próxima, que nada mais são do que as outras pessoas, ou seja, você. 
      Na verdade, quase todos nós, num momento ou outro de nossas vidas, quando nos encontramos em um estado de desequilíbrio, acabamos nos tornando Vampiros de Energia alheia. 

Tipos de vampiros: 

Mas, como identificar estas pessoas, ou estes vampiros? Em estudos feitos, foram identificados os seguintes tipos de vampiros (você provavelmente conhece mais de um):

Vampiro Cobrador
Vampiro Crítico
Vampiro Adulador
Vampiro Reclamador
Vampiro Inquiridor
Vampiro Lamentoso
Vampiro Pegajoso
Vampiro Grilo-Falante
Vampiro Hipocondríaco
Vampiro Encrenqueiro 
Quais as principais características deles? Como combatê-los??? 
a) Vampiro Cobrador: Cobra sempre, de tudo e todos. Quando nos encontramos com ele, já vem cobrando o porque não lhe telefonamos ou visitamos. Se você vestir a carapuça e se sentir culpado, estará abrindo as portas.
O melhor a fazer é usar de sua própria arma, ou seja, cobrar de volta e perguntar porque ele não liga ou aparece. Deixe-o confuso, não o deixe retrucar e se retire rapidamente. 
b) Vampiro Crítico: é aquele que critica a tudo e a todos, e o pior que é só critica negativa e destrutiva. Vê a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado e abrirá seu sistema para que a energia seja sugada.
Diga "não" às suas críticas. Nunca concorde com ele. A vida não é tão negra assim. Não entre nesta vibração. O melhor é cair fora e cortar até todo o tipo de contato. 
c) Vampiro Adulador: é o famoso "puxa-saco". Adula o ego da vítima, cobrindo-a de lisonjas e elogios falsos, tentando seduzir pela adulação. Muito cuidado para não dar ouvidos ao adulador, pois ele simplesmente espera que o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar a energia. 
d) Vampiro Reclamador: é aquele tipo que reclama de tudo, de todos, da vida do governo, do tempo, etc. Opõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar. E o mais engraçado é que nem sempre dispõe de argumentos sólidos e válidos para justificar seus protestos.
Melhor tática é deixá-lo falando sozinho.

e) Vampiro Inquiridor: sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas sobre tudo, e não dá tempo para que a vítima responda, pois já dispara mais uma rajada de perguntas. Na verdade, ele não quer respostas e, sim, apenas desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu fluxo normal de pensamentos.
Para sair de suas garras, não ocupe sua mente à procura de respostas. Para cortar seu ataque, reaja fazendo-lhe uma pergunta bem pessoal e contundente, e procure se afastar assim que possível. 
f) Vampiro Lamentoso: são os lamentadores profissionais, que anos a fio choram sua desgraças. Para sugar a energia da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo. Chora, lamenta-se e faz de tudo para despertar pena. È sempre o coitado, a vítima.
Só há um jeito de tratar com este tipo de vampiro, é cortando suas asas. Corte suas lamentações dizendo que não gosta de queixas, ainda mais elas não resolvem situação alguma. 
g) Vampiro Pegajoso: investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Aproxima-se como se quisesse lambê-la com os olhos, com as mãos, com a língua. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos. Se você não escapar rápido, ele irá sugar sua energia em qualquer uma das possibilidades:
Seja conseguindo seduzi-lo com seu jogo pegajoso, seja provocando náuseas e repulsa. Em ambos os casos você estará desestabilizado, e, portanto, vulnerável.
Saia o mais rápido possível. Invente uma desculpa e fuja rapidamente. 
h) Vampiro Grilo-Falante: a porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Fala, absoluto, durante horas, enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga sua energia vital. Para livrar-se, invente uma desculpa, levante-se e vá embora. 
i) Vampiro Hipocondríaco: cada dia aparece com uma doença nova. Adora colecionar bula de remédios. Desse jeito chama a atenção dos outros, despertando preocupação e cuidados. Enquanto descreve os
pormenores de seus males e conta seus infindáveis sofrimentos, rouba a energia do ouvinte, que depois sente-se péssimo. 
j) Vampiro Encrenqueiro: para ele, o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Quer que a vítima compre a sua briga, provocando nela um estado raivoso, irado e agressivo. Esse é um dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e roubar-lhe a energia.
Não dê campo para agressividade, procure manter a calma e corte laços com este vampiro. 
Bem, agora que você já conhece como agem os Vampiros de Energia, vá a caça deles, ou melhor, saia fora deles o mais rápido possível . 
Mas, não esqueça de verificar se você, sem querer, é obvio, não é um destes tipos de Vampiro... 
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