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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Exclusão no mediunismo e a universalidade das manifestações dos espíritos

Umbanda, mostra tua cara!?

            Provavelmente a maioria que procura a Umbanda  a enxerga como se ela fosse um mero pronto socorro, em momentos de dor e sofrimento e não conhecem a mensagem espiritual pacificadora, renovadora e confortante que ela traz. Tudo bem, nossa religião não é proselitista e na maioria das vezes  seus freqüentadores ocasionais continuam em seus cultos e doutrinas de origem e permanecem flutuantes na seara umbandista e respondendo aos censos oficiais como sendo católicos ou espíritas. É o retrato de um país que caminha a passos largos para o universalismo espiritualista ecumênico.
            A Umbanda nasceu no solo estéril do preconceito e da superioridade espirítica de uns sobre os outros,  mas em pouco tempo com a sabedoria dos pretos velhos e dos caboclos - hoje temos várias outras formas de apresentação - encantou a todos e conseguiu plantar  no coração mais petrificado a semente redentora de sua mensagem humanizadora. E é essa doutrina redentora que deve ser expandida, pois ainda poucos sabem que a Umbanda nasceu do preconceito e da exclusão dos espíritos que se manifestavam com a roupagem de negros e índios, escravos que não tinham onde desaguar pela mediunidade a sabedoria e a humildade que eles traziam em si, justamente porque a nível material a ignorância dos homens que dirigiam centros “espíritas” negava suas manifestações e quando eles incorporavam pediam-lhes para se retirarem, pois não eram espíritos letrados como os médicos, filósofos, advogados, freiras, generais e escritores semelhantes aos da Europa, berço do modelo vigente de espiritismo na època. Tratavam-nos como  espíritos iletrados, sofredores e obsessores,  logo sem permissão de ficarem manifestados nos médiuns no interior dos centros.  Assim como a flor de lótus que paira pujante na superfície mas  tem suas raízes  no lodo putrefato do fundo do lago, assim nasceu e se firmou a Umbanda, da intolerância, exclusão e preconceito. Não por acaso o Caboclo das Sete Encruzilhadas se manifestou pela primeira numa sessão de um centro espírita(*), falando de Jesus e colocando uma flor sob a mesa. Fazendo uma analogia, diríamos que também o cristianismo nasceu da intolerância de fariseus e escribas cujo conhecimento que exalta o intelecto cegou a visão da fé, do amor, da tolerância, da humildade, da alteridade e do respeito fraterno às diferenças.

             
              Devemos despertar nas pessoas o entendimento da Umbanda  no sentido que ela serve sempre para a espiritualização em todos os momentos de nossas vidas  e não somente na necessidade imediata eventual de se socorrer com Ela - levar essa mensagem  é nossa obrigação.
           Então, nos dias de trabalho  público  procuramos explanar sobre a sua mensagem edificante, igualitária e tolerante, pois a Umbanda se destaca sobre todas as religiões justamente pelo respeito as diferenças.  Por isto damos palestras antecedendo nossas giras, para falar da boa nova da Umbanda e da sua abordagem redentora que resgata o Cristo-Jesus nos idos do cristianismo primitivo - atendia a todos indistintamente que se achegavam a Ele -, eis que o Mestre disse aos doutores da lei judaica e sacerdotes dos templos quando se deparou com a intolerância e a tentativa  de exclusão de uma "pecadora" que não poderia vir ter com ele a Boa Nova do evangelho nascente:

Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela."


(*) Nota: nada temos contra a doutrina espírita e adotamos Chico Xavier como um dos grandes mestres da humanidade. Somente temos que ser fiéis aos atos dos homens registrados na história





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