Capa

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A cura sempre depende da fé do enfermo?


        "Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião e rogou-lhe: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico, padecendo horrivelmente. Disse-lhe: eu irei curá-lo. Mas o centurião respondeu: Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas dize somente uma palavra e o meu criado há de sarar. Porque também eu sou homem sujeito à autoridade e tenho soldados às minhas ordens, e digo a um: vai ali, e ele vai; a outro: vem cá, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. Jesus ouvindo isto admirou-se e disse aos que o acompanhavam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé. E digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente, e hão de sentar-se com Abraão, Isaac e Jacó no Reino dos Céus; mas os filhos deste reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes. Então disse Jesus ao centurião: Vai-te, e como crêste, assim te seja feito. E naquela mesma hora sarou o criado." (Mateus, VIII, 5-13.)
      Há casos específicos em que a "cura", meramente no corpo físico, reduzida a um fenômeno de recomposição de tecidos mórbidos, como os tumores, por exemplo, não valida a cura profunda - no espírito - e não depende  necessariamente da fé do enfermo para ocorrer. Certa vez presenciei um menino de 10 anos que teve um grave tumor na cabeça "milagrosamente" desmaterializado e o tecido cerebral recomposto e saudável novamente para espanto dos médicos. A criança não sabia o que era ter fé, mas por intercessão de um Guia no Plano Astral com outorga perante as Leis Divinas, a extirpação da metástase serviu para o despertamento da fé nos familiares, pois que estava o paciente desenganado da medicina terrena.

        A partir de então a família materialista se voltou fervorosamente para as questões do espírito, da larga horizontalidade dos apegos sensórios fisiológicos  externos paulatinamente se conduziu para a verticalidade das portas estreitas do Eu interno mais profundo, o Espírito Imortal.
       Este é fato verdadeiro em que a fé do paciente não foi essencial para a obtenção de um fenômeno físico isolado. Todavia, foi determinante a nova fé plantada no coração dos parentes que germinou numa melhora geral e, ao mesmo tempo, para que conquistassem merecimento, alcançando possivelmente até a cura profunda nos espíritos deles mesmos, pela mudança dos comportamentos equivocados por condutas evangelizadoras,  ao serem tocados pela fé - tua fé te curou, sentenciava Jesus - diante do fenômeno "milagroso". 

      Foi um caso típico que o coletivo é maior que o individual e justifica a intercessão de uma instância deliberativa superior do Plano Espiritual. 

    Lembremos ainda do elucidativo episódio do centurião romano, que interpelou por seu escravo pedindo a Jesus para curá-lo.

     Jesus em atendimento interroga-o dizendo que assim que possível iria com ele em socorro ao doente. Mas o centurião conclama ao Mestre que determine a um de seus prepostos que haja em Seu lugar e o cure, pois tinha autoridade para isso. E assim fez Jesus, que tinha sob suas "ordens" uma legião de anjos. Determinou a um deles que socorresse o necessitado.

       Provavelmente o doente nem sabia que por ele era pedido algo, não ficando clara a questão da sua fé no texto do evangelista; fé que até então só quem demonstrara fora o centurião - "Vai-te, e como crêste, assim te seja feito" - conforme enunciou Jesus. A fé é fruto da inteligência e o centurião tinha conhecimento dos fatos. 

       O Evangelho renova-se sempre à nossa interpretação e se faz infinito em renovar-nos o espírito para o entendimento da Leis do Pai, do Seu Reino de Amor.

           Paz, saúde, força e união!!!

           NORBERTO PEIXOTO.
           Eterno Aprendiz do Evangelho.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Google analytics